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Bonga Kwenda

De
154 pages
La figure du musicien angolais Bonga Kwenda est analysée à partir de son engagement politique, d'un côté par rapport au mouvement anticolonial des pays de l'Afrique lusophone dans les années 70, de l'autre, à l'évolution successive des vicissitudes historiques des différents États désormais indépendants. Les pages rédigées par F. Lopes trouvent leur complément dans les remarques proposées par D.S. Pereira, F. Koudawo, M. Malumbu, D. das Neves, P. Godinho Gomes. (Ouvrage en portugais).Š
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Filomeno Lopes
BONGA KWENDA UM COMBATENTE ANGOLANO DA LIBERDADE AFRICANA
Com a contribuição de F AFALI K OUDAWO , M OISÉS M ALUMBU , D OMINGOS DAS N EVES , P ATRÍCIA G ODINHO G OMES
Prefácio por D OMINGOS S IMÕES P EREIRA
L’Harmattan Italia L’Harmattan via Degli Artisti 15 5-7 rue de L’École Polytechnique 10124 Torino 75005 Paris Centro de Estudos Populorum Progressio (CEPP) Luanda - Angola (cepp.org@gmail.com) Techné Consortium Lda (Luanda - Angola)
publicação realizada com a contribuição de Techné Consortium Lda (Luanda - Angola)
harmattan.italia@agora.it
www.editions-harmattan.fr
© L’Harmattan Italia srl, 2013
Índice
Prefácio , D OMINGOS S IMÕES P EREIRA Bonga Kwenda um combatente angolano da liberdade africana , F ILOMENO L OPES Introdução 1. Nas sendas das raízes históricas 2. Uma arquitectura em movimento 3. A arma da cultura Quando o verbo se libertar , F AFALI K OUDAWO Bonga: na onda de uma invisível reconciliação , M OISÉS M ALUMBU “Sortir de la grande nuit”. Para a purificação da memória colectiva africana , D OMINGOS DAS N EVES Refundar o Estado através da memória histórica: um olhar sobre o caso guineense , P ATRÍCIA G ODINHO G OMES
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PREFÁCIO Domingos Simões Pereira ex-secretário executivo da CPLP, mestre em ciências técnicas da eng a civil, doutorando em ciências politicas e rel. int.
Por estas poucas linhas, respondo a um pedido fraternal de Filomeno Lopes, de propor ao público leitor, esta obra dedica-da a José Adelino Barceló de Carvalho, de seu nome artístico, Bonga Kwenda. Mesmo lisonjeado com a perspetiva de me associar, por via desta, a uma figura marcante da cultura afri-cana de Angola, confesso o sentimento inicial de alguma per-plexidade por reconhecer não ser um especialista da figura em retrato nem do contexto e da correspondente realidade históri-ca e política em análise. Tomei o tempo e a disposição de ler a obra com atenção e, ao me confrontar com as asserções feitas sobre a definição e a pre-tensa outorga do estatuto de combatente da liberdade da pátria, a aparente hesitação ao se evocar o serviço militar português, a avaliação sobre o papel e relevância da CPLP, a declarada ami-zade a Jonas Savimbi, dentre os vários temas tratados neste livro-entrevista, dei comigo então a questionar a minha ade-quação ao papel que aqui me estava reservado e proposto. Curiosamente concluí que sim, que tinha razões para aceitar o desafio e também deixar o meu contributo e ajudar a levar esta obra à atenção dos africanos, dos africanistas, dos estudiosos destas matérias e de simples curiosos. Desde logo porque ao descobrir o Bonga, homem de família e, pelo enquadramento que nos oferece para a formação da sua consciência nacionalista, guia-nos num périplo por várias rea-lidades e circunstâncias próprias dos tempos que se viviam e 7
importantes para uma compreensão mais descomplexada de quem somos e para onde queremos ir. Depois porque o livro é também uma “descarga” emotiva do jornalista e filósofo gui-neense Filomeno Lopes que, através das perguntas que formu-la e o fio condutor que estabelece para a entrevista propõe que se leia Bonga num paralelismo dinâmico com a realidade da Guiné-Bissau, cruzando-se várias vezes com José Carlos Schwarz e Amílcar Cabral. Mas sobretudo por irem os dois juntos, autor e personagem, à procura de políticos, historiado-res e filósofos do continente negro, e tentar ajudar a elucidar várias questões com que as sociedades africanas ainda hoje se deparam: as disparidades campo-cidade e os complexos daí resultantes; os critérios subjetivos que continuam a definir a distribuição da riqueza nacional e a comprometer a boa gover-nação; o fraco reconhecimento da cultura como fator essencial no desenvolvimento dos povos e das nações; a questão da uni-dade nacional como pressuposto fundamental para a paz e o progresso. Bonga Kwenda um combatente angolano da liberdade afri-cana é para mim uma interessante obra de resgate das dimen-sões humanas, políticas, morais e éticas de um homem que sabe não reunir nem procura ter o consenso do seu povo, mas que assume o seu amor pátrio, expresso à sua maneira e por via da excelência da sua atividade profissional e passional. Pela música, parece simplesmente reclamar a sua condição de cida-dão e querer pagar o seu “quinhão” no esforço que a todos interpela para a criação de uma Angola unida, pacífica e pró-spera. Esta é daquelas obras obrigatórias, para nos conhecermos a nós próprios e assim podermos questionar de forma funda-mentada, reduzindo os preconceitos, a estigmatização e as “zonas sombra que seguem tingindo a correta feitura da nossa história e da história da humanidade.
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BONGA KWENDA UM COMBATENTE ANGOLANO DA LIBERDADE AFRICANA
Filomeno Lopes -----------------------------------------------
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