Fundamentos Microeconómicos da Macroeconomia (2ª edição)

De

EDIÇÃO ATUALIZADA E AUMENTADA

A obra apresenta uma síntese dos principais conteúdos da Macroeconomia moderna, detalhados e ilustrados com a evolução recente da economia portuguesa.

Inclui um vasto conjunto de exercícios resolvidos e propostos, abrangendo áreas tão diversas como mercado de trabalho, consumo, investimento, contas públicas, contas e competitividade externa e moeda e mercados financeiros.

Este manual distingue-se pela sua ênfase nos princípios microeconómicos da Macroeconomia

Público-alvo: Uma mais-valia pedagógica para os estudantes e as equipas docentes em disciplinas como a (Introdução à) Economia e a (Introdução à) Macroeconomia. Um instrumento efetivo de trabalho para os estudantes, ajudando-os a consolidar conhecimentos e desenvolver a sua capacidade de análise crítica em assuntos macroeconómicos, tendo como cenário a economia portuguesa.

Estrutura da obra:

  • Mercado de Trabalho
  • Restrições Orçamentais, Consumo e Investimento
  • Restrição Orçamental Intertemporal do Governo e as Contas Públicas
  • Restrição Orçamental Intertemporal da Nação, Balança Corrente e Taxa de Câmbio Real
  • Moeda e Mercados Financeiros
  • Soluções dos exercícios

Publié le : vendredi 25 octobre 2013
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EAN13 : 9789727888658
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AURORA A. C. TEIXEIRA
FUNDAMENTOS MICROECONÓMICOS
SANDRA TAVARES SILVA
ANA PAULA RIBEIRO
DA MACROECONOMIA (2ª EDIÇÃO)
VÍTOR MANUEL CARVALHO
AURORA A. C. TEIXEIRA
ANA PAULA RIBEIRO
Professora da Faculdade de
Economia do Porto (Universi-AURORA A. C. TEIXEIRAProfessora da Faculdade de
dade do Porto) e investigadora
Economia da Universidade do
do CEF.UP, INESC Porto, OBEGEF Porto e investigadora do CEF.UP. SANDRA TAVARES SILVA e UTEN (IC2, Texas Austin
UniObteve a licenciatura (1994),
versity). É doutorada pelo SPRU o mestrado (1999) e o
douto- Science and Technology Policy ANA PAULA RIBEIROramento (2005) em Economia FUNDAMENTOS2ª EDIÇÃO Research (Universidade de
Susna Faculdade de Economia do
sex, R.U.) e agregada emVÍTOR MANUEL CARVALHOPorto (Universidade do Porto).
Economia pela Faculdade de MICROECONÓMICOSLeciona (ao nível da
licenciatuEconomia do Porto (Universida-ra e doutoramento) na área da
de do Porto). Leciona nas áreas da Macroeconomia, Inovação e
Macroeconomia. Os seus
inteMetodologias de Investigação. É membro do Conselho Científico DA MACROECONOMIAresses de investigação centram-se nas temáticas de Reformas
e do Agrupamento de Economia da Faculdade de Economia da do Mercado do Trabalho e Política Monetária, Interações entre
Universidade do Porto. É (co)autora de diversos livros e artigos
Políticas Monetária e Orçamental e Consolidação Orçamental.
publicados em revistas científicas internacionais (e.g, Research Tem um artigo publicado no Journal of Macroeconomics e é
Policy; Industrial and Corporate Change; Journal of Economic In-A capacidade de compreensão e análise dos fenómenos macroeconó-coautora do estudo de Avaliação do Acordo de Cooperação
teraction and Coordination, Journal of Evolutionary Economics; 2ª EDIÇÃOCambial Cabo Verde – Portugal, GPEARI - Ministério das Finan- micos é essencial não apenas para estudantes das mais variadas áreas,
Structural Change and Economic Dynamics; Regional Studies; FUNDAMENTOS ças de Portugal (ed.) e de vários estudos sobre os impactos em especial os de Economia, Gestão e áreas afins, mas também para Ecological Economics; Portuguese Economic Journal;
Scientomacroeconómicos de investimentos privados. Exerceu, desde
metrics; Social Indicators Research; Higher Education; Journal 2005 a 2010, as funções de coordenadora do Gabinete de Apoio todos aqueles que estão interessados em perceber o funcionamento das of Academic Ethics). No âmbito da sua carreira científica obteve
ao Aluno enquanto membro do Conselho Diretivo da Faculdade economias na atualidade. duas bolsas concedidas pela Fundação para a Ciência e
Tecde Economia do Porto.
nologia e dois prémios, o 1º Prémio Foreign Direct Investment MICROECONÓMICOS
API-Universidade de Coimbra (2006), e o Prémio Conselho
Eco‘FUNDAMENTOS MICROECONÓMICOS DA MACROECONOMIA. Exer- nómico e Social (1999).
cícios resolvidos e propostos’ apresenta uma síntese dos principais
conteúdos da Macroeconomia moderna, detalhados e ilustrados com a DA MACROECONOMIA
VÍTOR MANUEL CARVALHO SANDRA TAVARES SILVAevolução recente da economia portuguesa. Procurando guiar os leitores
Professor da Faculdade de Eco- na aplicação de modelos teóricos à interpretação e resolução de pro- Professora da Faculdade de
nomia do Porto (Universidade Economia da Universidade do blemas práticos, é ainda apresentado um conjunto vasto de exercícios Exercícios resolvidosdo Porto) e investigador do CEF. Porto e investigadora do CEF.UP.
UP. Obteve a licenciatura (1994) resolvidos e propostos, abrangendo temas tão diversos como: mercado Obteve a licenciatura (1995), o e propostose o doutoramento (2009) em mestrado (2000) e o doutora-de trabalho, consumo, investimento, contas públicas, contas e competi-Economia na Faculdade de mento (2006) em Economia
Economia do Porto (Universida- tividade externas e moeda e mercados financeiros. na Faculdade de Economia do
de do Porto). Leciona (ao nível Porto (Universidade do Porto).
da licenciatura e mestrado) Leciona (ao nível da
licenciatunas áreas da Macroeconomia, Este manual, apresentando-se como um complemento aos diversos ma- ra, mestrado e doutoramento)
Economia Monetária Interna- nas áreas da Macroeconomia e nuais teóricos de Macroeconomia que existem no mercado, distingue-se
cional e Políticas Macroeconómicas. A sua investigação atual de Metodologias de Investigação. Os seus interesses de
invesdebruça-se sobre temáticas relacionadas com efeitos macro- de outros de caráter mais aplicado pela sua ênfase nos princípios micro- tigação centram-se nas temáticas do Crescimento Económico
económicos da política orçamental e com a sustentabilidade e Inovação, Mercado de Trabalho, e Evolucionismo. Tem artigos económicos da Macroeconomia.
das finanças públicas. É membro do Conselho Pedagógico da publicados no Journal of Evolutionary Economics, Journal of
EcoFaculdade de Economia da Universidade do Porto e coordena nomic Interaction and Coordination, Evolutionary and
Institutioum projeto de apoio aos estudantes provenientes dos países nal Economics Review e no Organisational Transformation and
africanos lusófonos. Social Change. É coautora de dois capítulos do livro Compêndio
ISBN 978-972-788-501-5 de Economia Regional, Volume I - teoria, temáticas e políticas
(Princípia, 2009) e (co) organizadora do livro O que sabemos
sobre a pobreza em Portugal? (Vida Económica, 2010). É membro
www.vidaeconomica.pt do Conselho Pedagógico, da Comissão Científica do Programa de
Doutoramento em Economia, da Comissão Científica do Mestra-ISBN: 978-972-788-501-5
do em Economia e Gestão da Inovação e da Comissão Científica
Visite-nos em e da Comissão de Acompanhamento da Licenciatura em
Econo9 789727 885015livraria.vidaeconomica.pt mia da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.Prefácio dos autores
O presente manual resulta de um esforço de compilação de materiais
que têm vindo a ser utilizados numa das unidades curriculares de
Macroeconomia lecionada na Faculdade de Economia da Universidade
do Porto, cuja base teórica se apoia na bibliografia recomendada
(Burda e Wyplosz, 2009; Gordon, 2009). Esta segunda versão do manual
atualiza toda a informação estatística, aumenta o número de exercícios
e corrije as gralhas detetadas na sua primeira versão.
Este livro corresponde a um texto de apoio eminentemente prático,
podendo assim constituir uma mais-valia pedagógica para os estudantes e
as equipas docentes em disciplinas como a (Introdução à) Economia e a
(Introdução à) Macroeconomia. Constitui um complemento aos
manuais teóricos usualmente aconselhados na área da Macroeconomia, foca
os factos empíricos da economia portuguesa e apresenta uma síntese
dos principais conceitos, teorias e resultados associados às questões
em análise. Procura fornecer uma perspetiva distinta de exposição de
(alguns) grandes temas da Macroeconomia – Mercado de Trabalho,
Restrições Orçamentais, Consumo e Investimento, Contas Públicas,
Contas Externas e Moeda e Mercados Financeiros –, focando em cada
capítulo a situação recente da economia Portuguesa e atribuindo
especial ênfase à apresentação de exercícios (resolvidos e propostos).
Esperamos que este manual constitua um instrumento efetivo de
trabalho para os estudantes, ajudando-os a consolidar conhecimentos e
desenvolver a sua capacidade de análise crítica em assuntos
macroeconómicos, tendo como cenário a economia portuguesa.
Porto, janeiro 2012
7Índice geral
Prefácio dos autores ............................................................ 7
CAPÍTULO 1: Mercado de Trabalho
1.1. Factos sobre emprego/desemprego em Portugal ...... 19
1.1.1. Conceitos-chave .............................................. 19
1.1.2. Evolução recente do mercado de trabalho
em Portugal ..................................................... 20
1.2. Procura e oferta no mercado de trabalho ................ 27
1.2.1. Oferta de trabalho e trade-off consumo lazer .. 27
1.2.2. Procura de trabalho, produtividade e salário real... 34
1.2.3. Equilíbrio no mercado de trabalho .................. 37
1.2.4. A interpretação do desemprego ....................... 38
1.3. Interpretação estática do desemprego ..................... 40
1.3.1. Desemprego involuntário e ajustamento
do salário real ................................................. 40
1.3.2. Concertação coletiva e rigidez do salário real ...... 42
1.3.3. Salário mínimo e a rigidez no salário real ........ 44
1.3.4. Salários de eficiência e rigidez do salário real ...... 45
1.4. Interpretação dinâmica do desemprego ................... 46
1.4.1. Estados e transições no mercado de trabalho ... 46
1.4.2. Stocks, fluxos e desemprego friccional ............ 48
1.4.3. Saídas do emprego e incidência do desemprego . 49
9Fundamentos microeconómicos da macroeconomia
1.4.4. Ingresso no emprego e duração do desemprego . 50
1.5. A taxa de desemprego de equilíbrio ........................ 52
Exercícios Resolvidos ..................................................... 55
Exercícios Propostos ....................................................... 66
Escolha Múltipla ............................................................. 72
CAPÍTULO 2: Restrições Orçamentais, Consumo e Investimento
2.1. Factos sobre o consumo e o investimento em Portugal 83
2.1.1. Evolução do Produto Interno Bruto (PIB)
e das suas componentes .................................. 83
2.1.2. Consumo privado ............................................ 86
2.1.3. Investimento ou Formação Bruta de Capital (FBC) 89
2.2. Restrições orçamentais intertemporais (ROI) ........... 94
2.2.1. O papel do futuro 94
2.2.2. A formação das expetativas ............................. 94
2.2.3. A ROI das famílias e os determinantes do consumo 96
2.2.4. A ROI das empresas e do setor privado ........... 103
2.3. Determinantes do investimento ............................... 109
2.3.1. A teoria neoclássica do investimento ............... 110
2.3.2. O princípio do acelerador 112
2.3.3. O q de Tobin ................................................... 114
2.3.4. A função investimento ..................................... 117
Exercícios Resolvidos ..................................................... 119
Exercícios Propostos ....................................................... 126
Escolha Múltipla ............................................................. 131
CAPÍTULO 3: Restrição Orçamental Intertemporal
do Governo e as Contas Públicas
3.1. Factos sobre as contas públicas em Portugal ........... 143
10Índice Geral
3.2. Estabilização macroeconómica ............................... 148
3.3. A Restrição Orçamental Intertemporal (ROI)
do Governo ........................................................... 154
3.3.1. A derivação da ROI do setor público ............... 154
3.3.2. A ROI consolidada do setor público e privado 157
3.4. Princípio da Equivalência Ricardiana (PER) ............. 159
3.4.1. Argumentação subjacente ao PER ................... 159
3.4.2. As limitações do PER ....................................... 161
3.4.3. A evidência empírica sobre o PER ................... 163
Exercícios Resolvidos ..................................................... 164
Exercícios Propostos ....................................................... 177
Escolha Múltipla ............................................................. 181
CAPÍTULO 4: Restrição Orçamental Intertemporal da Nação,
Balança Corrente e Taxa de Câmbio Real
4.1. Factos sobre as contas externas em Portugal ........... 193
4.2. A Balança Corrente e a Restrição Orçamental
Intertemporal (ROI) da Nação ............................... 197
4.2.1. A ROI da Nação .............................................. 197
4.2.2. A garantia do cumprimento dos contratos
internacionais de crédito e a dívida soberana . 198
4.3. A Taxa de Câmbio Real (TCR) ...................................... 199
4.3.1. A TCR e a balança corrente primária ............... 200
4.3.2. A medição da TCR ........................................... 202
4.3.3. Como é que a TCR afecta a balança corrente
primária .......................................................... 203
4.3.4. A TCR como o preço relativo dos bens
não transacionáveis ........................................ 204
4.3.5. A ROI da Nação e a TCR de equilíbrio ............ 213
11Fundamentos microeconómicos da macroeconomia
4.3.6. A TCR de equilíbrio e a balança corrente
primária no longo prazo ........................................ 214
4.3.7. Os determinantes fundamentais da TCR ............... 215
Exer cícios Resolvidos .......................................................... 220
Exer cícios Propostos ............................................................ 232
Escolha Múltipla .................................................................. 239
CAPÍTULO 5: Moeda e Mercados Financeiros
5.1. Mer cados, instituições e instrumentos financeiros ........ 253
5.2. Procura de moeda ........................................................ 256
5.3. Oferta de moeda .......................................................... 258
5.4. Moeda e inflação ......................................................... 262
5.5. Inflação e taxa de juro .................................................. 263
5.6. Inflação, taxa de juro e taxa de câmbio ........................ 267
Exer cícios Resolvidos 269
Exercícios Propostos ........................................................... 276
Escolha Múltipla .................................................................. 282
Referências bibliográficas .................................................... 289
Links úteis ....................................................................... 290
SOLUÇÕES DOS EXERCÍCIOS
Capítulo 1: Mercado de Trabalho
Exercícios Propostos (práticos) ........................................ 293
Escolha múltipla ............................................................. 295
Capítulo 2: Restrições Orçamentais, Consumo e Investimento
Exercícios Propostos (práticos) ........................................ 296
Escolha múltipla 299
12Índice Geral
Capítulo 3: Restrição Orçamental do Governo
e as Contas Públicas
Exercícios Propostos (práticos) ........................................ 300
Escolha múltipla ............................................................. 302
Capítulo 4: Restrição Orçamental Intertemporal da
Nação, Balança Corrente e Taxa de Câmbio Real
Exercícios Propostos (práticos) ........................................ 303
Escolha múltipla 304
Capítulo 5: Moeda e Mer cados Financeiros
Exercícios Propostos (práticos) ........................................ 305
Escolha múltipla ............................................................. 308
13Capítulo 1
Mercado de TrabalhoConteúdo
Neste capítulo analisamos o mercado de trabalho como um mercado
competitivo, utilizando as análises estática (tradicional) e dinâmica. A
análise estática é alargada para permitir o estudo do impacto das
instituições do mercado de trabalho (e.g., Governo, sindicatos) e respetivas
peculiaridades. Na abordagem dinâmica explicitamos o significado
do equilíbrio do mercado de trabalho, mercado este caracterizado por
significativa rotatividade ou turnover (i.e., transições entre os diferentes
estados do mercado de trabalho).
Enquadramento teórico
1.1. Factos sobre emprego/desemprego em Portugal
1.2. Procura e oferta no mercado de trabalho
1.3. Interpretação estática do desemprego
1.4. Interpretação dinâmica do desemprego
Exercícios
Resolvidos
Propostos
Escolha múltipla
171.1. Factos sobre emprego/desemprego
em Portugal
1.1.1. Conceitos-chave
Para interpretarmos adequadamente a realidade
(macro)económica de um país ou região, é importante, desde logo, ter presente os
conceitos-chave subjacentes às estatísticas em que nos baseamos. Na
interpretação dos dados do emprego/desemprego, o conhecimento
e compreensão de tais conceitos revela-se fundamental. Lado a lado
com a noção teórica de (des)emprego surge a noção estatística de (des)
emprego. É comum observarmos discrepâncias nas taxas (e níveis)
de desemprego consoante a fonte estatística utilizada (e.g., INE, IEFP,
1Eurostat) . A fonte mais utilizada para analisar a evolução do mercado
de trabalho em Portugal é o Inquérito ao Emprego, publicado
(trimes2tralmente) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) .
Assim, para definirmos a sobejamente conhecida ‘taxa de
desemprego’ – percentagem da população ativa que procura mas não consegue
obter emprego, ou seja, o rácio entre a população desempregada e a
população ativa – precisamos, desde logo, de saber o que
consideSramos como ‘população ativa’ (L ) e ‘população desempregada’ (U).
Oficialmente (i.e., em termos estatísticos), a ‘população ativa’ inclui o
1 - Por exemplo, de acordo com os últimos valores disponíveis (de novembro 2011) divulgados
pelo INE, a taxa de desemprego em Portugal atingiu os 12,4% no terceiro trimestre de 2011. A
população desempregada estimada foi de 675 mil indivíduos. Já de acordo com os dados do
IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), o número de desempregados inscritos nos
centros de emprego em Portugal atingiu, em novembro de 2011, 583,4 mil desempregados.
2 - No site oficial do INE (http://www.ine.pt/) podemos encontrar quer os dados estatísticos
referentes ao mercado de trabalho quer os conceitos subjacentes (na secção da
Metainformação). O Inquérito ao Emprego tem por principal objetivo a caraterização da população face
ao mercado de trabalho. É um inquérito trimestral por amostragem, dirigido a residentes em
alojamentos familiares, no espaço nacional, que disponibiliza resultados trimestrais e anuais.
A informação é obtida por recolha direta, mediante entrevista assistida por computador,
segundo um modo misto: a primeira entrevista ao alojamento é feita presencialmente e as cinco
inquirições seguintes, se forem cumpridos determinados requisitos, são feitas por telefone.
19Fundamentos microeconómicos da macroeconomia
conjunto de indivíduos com idade mínima de 15 anos que, no período
de referência, constituíam a mão de obra disponível para a produção
de bens e serviços que entram no circuito económico. Assim, a
população ativa inclui indivíduos que se encontram a trabalhar, isto é,
Sempregados (L), e os que estão desempregados (U): L = L + U.
Em contraste, ‘população inativa’ inclui o conjunto de indivíduos que,
no período de referência, não podem ser considerados
economicamente ativos: não estão empregados nem desempregados. Entre estes
encontram-se os reformados, estudantes e domésticas.
A taxa de atividade é definida assim como a percentagem da população
que tem ou procura emprego e corresponde ao rácio entre a população
Sativa e a população total com 15 anos ou mais, isto é, L /Q.
Dentro da população ativa temos então os empregados e os
desempregados. Oficialmente, um indivíduo considera-se desempregado se,
ao longo de um período de referência, se encontrar simultaneamente
nas situações seguintes:
– não possuir emprego;
– procurar ativamente emprego;
– estiver imediatamente apto/disponível a trabalhar.
Neste contexto, a taxa de desemprego é definida como a percentagem
da população ativa que procura mas não consegue obter emprego.
Corresponde ao rácio entre a população desempregada e a população
Sativa (U/L ).
1.1.2. Evolução recente do mercado de trabalho
em Portugal
Com base nos dados mais recentes do 3º trimestre de 2011 relativos à
atividade, emprego e desemprego em Portugal, disponibilizados pelo
INE, a população portuguesa estava estimada em mais de 10 milhões
de indivíduos, sendo que pouco mais de metade eram considerados
ativos, isto é, encontravam-se, no período de referência, empregados
(cerca de 4,8 milhões) ou desempregados (quase 700 mil).
20A taxa de atividade é definida assim como a percentagem da população que tem ou procura
emprego e corresponde ao rácio entre a população ativa e a população total com 15 anos ou
Smais, isto é, L /Q.
Dentro da população ativa temos então os empregados e os desempregados. Oficialmente,
um indivíduo considera-se desempregado se, ao longo de um período de referência, se
encontrar simultaneamente nas situações seguintes:
 não possuir emprego;
 procurar ativamente emprego;
 estiver imediatamente apto/disponível a trabalhar.
Neste contexto, a taxa de desemprego é definida como a percentagem da população ativa
que procura mas não consegue obter emprego. Corresponde ao rácio entre a população
Sdesempregada e a população ativa (U/L ).
1.1.2. Evolução recente do mercado trabalho em Portugal
Com base nos dados mais recentes (3º trimestre de 2011) relativos à atividade, emprego e
desemprego em Portugal, disponibilizados pelo INE, a população Portuguesa estava
Mercado de trabalho
estimada em mais de 10 milhões de indivíduos, sendo que pouco mais de metade eram
considerados ativos, isto é, encontravam-se, no período de referência, empregados (cerca
de 4,8 milhões) ou desempregados (quase 700 mil).
Total da População
10,649 milhões
População Inativa População Ativa
5,105 milhões5,543 milhões
Desemp.
Empregados
689,6
4,854 milhões milhares
Em termos de atividade, Portugal tem observado, nos últimos dez anos, uma taxa a rondar Em termos de atividade, Portugal tem observado, nos últimos dez
os 62% (Figura 1.1), observando um ligeiro decréscimo no último ano. Os resultados do anos, uma taxa a rondar os 62% (Figura 1.1), observando um ligeiro
decréscimo no último ano. Os resultados do Inquérito ao Emprego
3relativos ao 3º trimestre de 2011 indicam que a taxa de atividade foi
estimada em 61,3%, menos 0,4 pontos percentuais relativamente ao
trimestre homólogo de 2010. Inquérito ao Emprego relativos ao 3º trimestre de 2011 indicam que a taxa de atividade foi
estimada em 61,3%, menos 0,4 pontos percentuais relativamente ao trimestre homólogo de
Figura 1.1: Evolução da taxa de atividade em Portugal, 2010.
por NUTSII, 2000-2011
70,0
Portugal
Centro Norte
65,0
Madeira
Norte Centro
Portugal
60,0 Algarve
Lisboa
LisboaAçores
Alentejo
Alentejo
55,0
Algarve
RA Açores
50,0
RA Madeira
45,0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Figura 1.1: Evolução da taxa de atividade em Portugal, por NUTSII, 2000-2011Nota: com exceção de 2011 (3º trimestre), os valores são referentes ao último trimestre de
Nota: com exceção de 2011 (3º trimestre), os valores são referentes ao último trimestre de cada ano.cada ano.
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
A taxa de atividade difere por género - no 3º trimestre de 2011, a taxa de atividade das
mulheres foi de 55,0% e a dos homens foi de 68,2% - e por região (Figura 1.1).
Os grupos mais numerosos da população inativa são os reformados, cujo peso no total 21
(Figura 1.2) tem vindo a aumentar desde 2000, englobando cerca de 1854 mil indivíduos, e
os estudantes que representam cerca de 35% do total da população inativa (1765 mil
indivíduos) em 2010.
4Fundamentos microeconómicos da macroeconomia
Cap. 1
- Em conteúdo, p. 17, 8ª linha: parece falta um espaço entre”turnover “ e “(i.e. transições)…”
- Na p. 20, no 3º parágrafo, 10ª linha, falta um espaço entre “A” e “taxa”: “Ataxa de atividade é…”
A taxa de atividade difere por género – no 3º trimestre de 2011, a taxa
- Na p. 20, a partir da 16ª linha, faltam os travessões a seguir aos dois pontos: de atividade das mulheres foi de 55,0% e a dos homens foi de 68,2%
– e por região (Figura 1.1). “Dentro da população ativa temos então os empregados e os desempregados. Oficialmente, um indivíduo
considerase desempregado se, ao longo de um período de referência, se encontrar simultaneamente nas situações seguintes: Os grupos mais numerosos da população inativa são os reformados,
não p cujo peso no total (Figura 1.2) tem vindo a aumentar desde 2000, ossuir emprego;
englobando cerca de 1854 mil indivíduos, e os estudantes, que
reprocurar ativamente emprego;
presentam cerca de 35% do total da população inativa (1765 mil
estiver imediatamente apto/disponível a trabalhar.” indivíduos) em 2010.
- p.22 , na legenda da “Figura 1.2: Inativos, por grupo situação profissional em proporção do total de inativos,
20002010”, aparece Inactivo quando deveria estar Inativo. Figura 1.2: Inativos, por grupo situação profissional em proporção
do total de inativos, 2000-2010
100%
90%
Outros inativos
80%
70%
30,8 31,5 36,332,2 32,7 33,3 33,8 35,7 36,531,7 34,4
60% Reformados
50%
13,6 13,640% 13,3 13,0 12,4 12,2 11,5 10,7 9,911,2 9,8
Domésticos
30%
20%
34,3 34,1 34,1 34,5 34,5 35,1 34,833,1 33,6 33,8 33,9
10%
Estudantes
0%
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano.
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
- p. 24, último parágrafo, onde está “É nas faixas etárias mais jovens que a taxa de desemprego é maior, tendo
atingido, 3º trimestre de 2011,…” deve estar “É nas faixas etárias mais jovens que a taxa de desemprego é maior,
tendo atingido, no 3º trimestre de 2011,…”
No 3º trimestre de 2011, a população inativa com 15 e mais anos
- p. 27, footnote 3, onde está “Burda e Wyplosz (2009; Cap.5), deve estar “Burda e Wyplosz (2009, Cap.5)” diminuiu 1,3% (45,6 mil) face ao trimestre homólogo de 2010. A taxa
de inatividade (15 e mais anos) fixou-se nos 38,7%, no 3º trimestre de - p. 28, a Figura 1.11: Escolha ótima está totalmente desconfigurada. Aparece como:
2011, tendo sido de 32,8% a taxa de inatividade dos homens e de 45%
a das mulheres. Cerca de dois terços dos inativos ou são muito jovens
(menos de 15 anos) ou são idosos (reformados), com 65 ou mais anos
de idade (ver Figura 1.3).
22
2
100%
90%
Outros inactivos
80%
70%
31,530,8 32,2 33,3 33,8 35,7 36,3 36,531,7 32,7 34,4
60% Reformados
50%
13,6 13,6 11,540% 13,3 13,0 12,4 12,2 10,7 9,9 9,811,2
Domésticos
30%
20%
34,3 34,5 34,5 35,1 34,833,1 33,6 34,1 33,8 34,1 33,9
10%
Estudantes
0%
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
Figura 1.2: Inativos, por grupo situação profissional em proporção do total de inativos, 2000-2010
Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano.
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
No 3º trimestre de 2011, a população inativa com 15 e mais anos diminuiu 1,3% (45,6 mil)
Mercado de trabalho
face ao trimestre homólogo de 2010. A taxa de inatividade (15 e mais anos) fixou-se nos
38,7%, no 3º trimestre de 2011, tendo sido de 32,8% a taxa de inatividade dos homens e de
45% a das mulheres. Cerca de dois terços dos inativos ou são muito jovens (menos de 15
Figura 1.3: Inativos, por grupo etário, em proporção do total anos) ou são idosos (reformados), com 65 ou mais anos de idade (ver Figura 1.3).
de inativos, 2000-2011
100%
90%
65 e mais anos27,5 28,0 28,4 28,8 29,3 29,6 30,3 30,3 30,6 30,8 31,6 32,6
80%
45 - 64 anos
70%
60%
35 - 44 anos
50%
15,8 15,0 15,0 14,840% 14,4 14,9 14,4 14,2 25 - 34 anos14,1 14,3 14,5 13,3
30%
15 - 24 anos
20%
32,9 33,1 33,1 32,9 32,9 33,0 32,8 32,7 32,3 31,8 31,9 31,5
10%
Menos de 15 anos
0%
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011).
Figura 1.3: Inativos, por grupo etário, em proporção do total de inativos, 2000-2011
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011).
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
O desemprego tem sido, nos últimos tempos, uma grande preocupação
para a generalidade dos países, em virtude do clima de recessão que
5
tem assolado as mais importantes economias mundiais. O desemprego tem sido, nos últimos tempos, uma grande preocupação para a generalidade
dos países em virtude do clima de recessão que tem assolado as mais importantes
Figura 1.4: Taxa de desemprego (%) para algumas das economias economias mundiais.
da UE mais EUA e Japão, 2008-2011
25
22,9
20 18,8
14,6
15
13,2
9,8 9,8
10 8,6 8,68,4
7,87,5 7,6
7,2
5,5
4,9 4,94,5
4,05
0
2008 2011
Nota: os valores são referentes ao mês de dezembro no caso do ano de 2008 e de novembro Figura 1.4: Taxa de desemprego (%) para algumas das economias da UE mais EUA e Japão,
2008Nota: os valores são referentes ao mês de dezembro no caso do ano de 2008 e de novembro no caso de 2011 (exceto Grécia e Reino-no caso de 2011 (exceto Grécia e Reino Unido, 2011 cujos valores referem-se, respetivamente,
Unido cujos valores referem-se, respetivamente a setembro e outubro).
a setembro e outubro). Fonte: Eurostat.
Fonte: Eurostat.
De facto, entre 2008 e 2011 o desemprego agravou-se significativamente, de acordo com
os dados mais recentes do Eurostat (Figura 1.4), particularmente na Espanha (onde o 23
desemprego em novembro de 2011 atingiu praticamente os 23% da população ativa),
Grécia, Irlanda e Portugal.
De acordo com os dados do INE, desde 2000 a taxa de desemprego em Portugal tem vindo
a crescer acentuadamente, tendo atingido no 3º trimestre de 2011, 12,4% (Figura 1.5). As
regiões do Norte, Alentejo e Lisboa são as que apresentam, ao longo do período em análise,
taxas de desemprego acima da média para Portugal. No último ano, as regiões de Lisboa e,
sobretudo, a Madeira e os Açores registaram um forte agravamento desta grandeza
macroeconómica – entre 2010 e 2011 a taxa de desemprego nas regiões autónomas quase
duplicou.
6Fundamentos microeconómicos da macroeconomia
De facto, entre 2008 e 2011 o desemprego agravou-se
significativamente, de acordo com os dados mais recentes do Eurostat (Figura
1.4), particularmente na Espanha (onde o desemprego em novembro
de 2011 atingiu praticamente os 23% da população ativa), Grécia,
Irlanda e Portugal.
De acordo com os dados do INE, desde 2000 a taxa de desemprego
em Portugal tem vindo a crescer acentuadamente, tendo atingido,
no 3º trimestre de 2011, 12,4% (Figura 1.5). As regiões do Norte,
Alentejo e Lisboa são as que apresentam, ao longo do período em
análise, taxas de desemprego acima da média para Portugal. No
último ano, as regiões de Lisboa e, sobretudo, a Madeira e os Açores
registaram um forte agravamento desta grandeza macroeconómica
– entre 2010 e 2011 a taxa de desemprego nas regiões autónomas
quase duplicou.
Figura 1.5: Taxa de desemprego (%), por regiões NUTS II,
2000-2011
16,0
Portugal
14,0
Norte
12,4
12,0
Centro
10,9
10,0 9,8
Lisboa
7,88,0 8,2 8,28,0 7,8
7,1 Alentejo
6,5
6,0 6,1
Algarve
4,14,0
Região Autónom a
dos Açores2,0
Região Autónom a
da Madeira0,0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Nota: o valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011).
Figura 1.5: Taxa de desemprego (%), por regiões NUTS II, 2000-2011Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
Nota: o valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011).
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
É nas faixas etárias mais jovens que a taxa de desemprego é maior, tendo atingido, 3º
É nas faixas etárias mais jovens que a taxa de desemprego é maior, trimestre de 2011, 30% para os jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos
tendo atingido, no 3º trimestre de 2011, 30% para os jovens com idades (Figura 1.6).
compreendidas entre os 15 e os 24 anos (Figura 1.6).
35,00
Total
30,00 30,024
25,00 15 - 24
23,4 anos
20,00
19,2
25 - 3418,017,915,8 15,8 16,8 anos16,4
15,00
13,4
35 - 44
10,210,00 anos
8,3
5,00 45 - 64
anos
0,00
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Figura 1.6: Taxa de desemprego (%), por escalão etário, 2000-2011
Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011).
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
Não obstante a subida generalizada na taxa de desemprego observada entre 2000 e 2011,
ser licenciado constitui (ainda) um ‘escudo’ contra este fenómeno – é no grupo de
7
Taxa de desemprego (%)
Taxa de desemprego (%)16,0
Portugal
14,0
Norte
12,4
12,0
Centro
10,9
10,0 9,8
Lisboa
7,88,0 8,2 8,28,0 7,8
7,1 Alentejo
6,5
6,0 6,1
Algarve
4,14,0
Região Autónom a
dos Açores2,0
Região Autónom a
da Madeira0,0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Figura 1.5: Taxa de desemprego (%), por regiões NUTS II, 2000-2011
Nota: o valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011).Mercado de trabalho
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
É nas faixas etárias mais jovens que a taxa de desemprego é maior, tendo atingido, 3º
trimestre de 2011, 30% para os jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos
(Figura 1.6). Figura 1.6: Taxa de desemprego (%), por escalão etário,
2000-2011
35,00
Total
30,00 30,0
25,00 15 - 24
23,4 anos
20,00
19,2 25 - 3417,9 18,0
15,8 15,8 16,8 anos16,4
15,00
13,4
35 - 44
10,210,00 anos
8,3
5,00 45 - 64
anos
0,00
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011).
Figura 1.6: Taxa de desemprego (%), por escalão etário, 2000-2011
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011).
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
Não obstante a subida generalizada na taxa de desemprego observada
Não obstante a subida generalizada na taxa de desemprego observada entre 2000 e 2011,
entre 2000 e 2011, ser licenciado constitui (ainda) um ‘escudo’ contra
ser licenciado constitui (ainda) um ‘escudo’ contra este fenómeno – é no grupo de este fenómeno – é no grupo de indivíduos com habilitações ao nível
do ensino superior que a taxa de desemprego apresenta os valores
mais baixos (Figura 1.7).
indivíduos com habilitações ao nível do ensino superior que a taxa de desemprego 7
apresenta os valores mais baixos (Figura 1.7).
Figura 1.7: Taxa de desemprego (%), por escolaridade, 2000-2011
14,0
12,0
Total
10,0
9,4
Básico8,18,0 7,87,7
7,2 7,2
6,76,6
6,0 5,85,6
Secundário e
póssecundário
4,0 3,9
3,1
Superior2,0
0,0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011); os
Figura 1.7: Taxa de desemprego (%), por escolaridade, 2000-2011
valores para o ensino básico representam uma média simples das taxas de desemprego do Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011); os valores para o ensino básico representam uma
1º, 2º e 3º ciclos. média simples das taxas de desemprego do 1º, 2º e 3º ciclos.
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
Uma tendência relativamente preocupante em termos de desemprego no caso português é a
25
de este se estar a tornar cada vez mais estrutural – o peso do desemprego de longa duração
(duração igual ou superior a 12 meses) tem aumentado significativamente desde 2003,
representando, em 2011, cerca de 52% do desemprego total.
100%
17,2 17,4 25 e mais meses90% 19,3
23,3 24,9 25,2 25,4 26,328,030,4 30,7
80%
19,1 16,5
23,370% 12 a 24 meses
20,0
21,9 20,023,525,1 19,8
60% 20,8 21,0
50% 7 a 11 meses
40%
30%
1 a 6 meses
20%
10%
Menos de 1 mês
0%
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011
Figura 1.8: Distribuição do desemprego por duração da procura de emprego, 2000-2011
Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011).
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego, vários anos.
8
Taxa de desemprego (%)
Taxa de desemprego (%)indivíduos com habilitações ao nível do ensino superior que a taxa de desemprego
apresenta os valores mais baixos (Figura 1.7).
14,0
12,0
Total
10,0
9,4
Básico8,18,0 7,87,7
7,2 7,2
6,76,6
6,0 5,8
5,6
Secundário e
póssecundário
4,0 3,9
3,1Fundamentos microeconómicos da macroeconomia
Superior2,0
0,0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Uma tendência relativamente preocupante em termos de desemprego Figura 1.7: Taxa de desemprego (%), por escolaridade, 2000-2011
Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011); os valores para o ensino básico representam uma
média simples das taxas de desemprego do 1º, 2º e 3º ciclos.no caso português é a de este estar a tornar-se cada vez mais estrutural
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
– o peso do desemprego de longa duração (duração igual ou superior
Uma tendência relativamente preocupante em termos de desemprego no caso português é a a 12 meses) tem aumentado significativamente desde 2003,
represende este se estar a tornar cada vez mais estrutural – o peso do desemprego de longa duração tando, em 2011, cerca de 52% do desemprego total.
(duração igual ou superior a 12 meses) tem aumentado significativamente desde 2003,
representando, em 2011, cerca de 52% do desemprego total.Figura 1.8: Distribuição do desemprego por duração da procura
de emprego, 2000-2011
100%
17,2 17,4 25 e mais meses90% 19,3
23,3 24,9 25,2 25,4 26,328,030,4 30,7
80%
19,1 16,5
23,370% 12 a 24 meses
20,0
21,9 20,025,1 23,5 19,8
60% 20,8 21,0
50% 7 a 11 meses
40%
30%
1 a 6 meses
20%
10%
Menos de 1 mês
0%
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011
Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011).
Figura 1.8: Distribuição do desemprego por duração da procura de emprego, 2000-2011
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego, vários anos.Nota: os valores são referentes ao 4º trimestre de cada ano (3º trimestre para 2011).
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego, vários anos.
Em termos de séries longas, poderemos referir que, após um período 8
(1953-1972) de taxas de desemprego de ‘pleno emprego’, isto é, abaixo
dos 4%, no período seguinte, caraterizado por uma recessão mundial
associada à crise do dólar, o fim do sistema de Bretton Woods e o
primeiro choque do petróleo, registou-se um substancial aumento da
taxa de desemprego. Este aumento foi, no caso português, exacerbado
e sustentado ao longo da década de 70 e início da década de 80 pela
Revolução de abril de 1974, pelo fim da guerra colonial e pelo
regresso maciço de portugueses das ex-colónias, bem como pelo segundo
choque de petróleo (1979-83). Mais recentemente, são vísiveis os
efeitos do período de recessão que, no caso da economia portuguesa,
se estendem a praticamente toda a década de 2000.
26Em termos de séries longas, poderemos referir que após um período (1953-1972) de taxas
de desemprego de ‘pleno emprego’, isto é, abaixo dos 4%, no período seguinte,
caraterizado por uma recessão mundial associada à crise do dólar, o fim do sistema de
Bretton Woods e o primeiro choque do petróleo, registou-se um substancial aumento da
taxa de desemprego. Este aumento foi, no caso português, exacerbado e sustentado ao
longo da década de 70 e início da década de 80 pela Revolução de abril de 1974, pelo fim
da guerra colonial e pelo regresso massivo de portugueses das ex-colónias, bem como pelo
Mercado de trabalho
segundo choque de petróleo (1979-83). Mais recentemente, são vísiveis os efeitos do
período de recessão que, no caso da economia Portuguesa, se estendem a praticamente toda
a década de 2000.
Figura 1.9: Taxa de desemprego (%) 1953-2011
14,0%
12,0%
10,0%
8,0%
6,0%
4,0%
2,0%
0,0%
Nota: os valores são referentes a médias anuais entre 1953-1999 e ao 4º trimestre de cada ano
Figura 1.9: Taxa de desemprego (%) 1953-2011
entre 2000 e 2010 (3º trimestre para 2011).Nota: os valores são referentes a médias anuais entre 1953-1999 e ao 4º trimestre de cada ano entre 2000 e 2010 (3º trimestre para
Fonte: Séries Longas do Banco de Portugal (1953-1995); 2011). INE, Inquérito ao Emprego, 1999-2011.
Fonte: Séries Longas do Banco de Portugal (1953-1995); INE, Inquérito ao Emprego, 1999-2011.
3 31.2. Procura e oferta no mercado de trabalho1.2. Procura e oferta no mercado de trabalho
1.2.1. Oferta de trabalho e trade-off consumo lazer
1.2.1. Oferta de trabalho e trade-off consumo lazer
Para estudar o mercado de trabalho é imperativo conhecer as decisões (microeconómicas)
Para estudar o mercado de trabalho é imperativo conhecer as decisões
(midas famílias, que oferecem horas de trabalho no mercado, e das empresas, que procuram
croeconómicas) das famílias, que oferecem horas de trabalho no mercado,
horas de trabalho.
e das empresas, que procuram horas de trabalho.
As famílias trabalham para que possam consumir (C); não obstante, parte
do seu tempo disponível é destinado a atividades lúdicas, de lazer (l). As-3
Nesta secção e subsequentes apresentamos uma súmula dos principais conceitos e mecanismos associados
ao mercado de trabalho. Para análises mais detalhadas e aprofundadas do tema aconselhamos a leitura de um sim, a oferta de trabalho é vista como uma escolha (trade-off) em termos
dos seguintes manuais: Abel et al. (2008, Cap. 3), Blanchard (2005, Cap. 6) ou Burda e Wyplosz (2009;
das preferências das famílias entre consumo e lazer (Figura 1.10), onde o Cap.5). Aqui, seguimos de perto a estrutura e análise de conteúdos efetuada por Burda e Wyplosz (2009), o
manual teórico recomendado na disciplina que lecionamos.custo de oportunidade do lazer é o salário real (w), medido em termos dos
bens de consumo. 9
3 - Nesta secção e subsequentes apresentamos uma súmula dos principais conceitos e
mecanismos associados ao mercado de trabalho. Para análises mais detalhadas e aprofundadas
do tema aconselhamos a leitura de um dos seguintes manuais: Abel et al. (2008, Cap. 3),
Blanchard (2005, Cap. 6) ou Burda e Wyplosz (2009, Cap. 5). Aqui, seguimos de perto a
estrutura e análise de conteúdos efetuada por Burda e Wyplosz (2009), o manual teórico
recomendado na disciplina que lecionamos.
27
1953
1954
1955
1956
1957
1958
1959
1960
1961
1962
1963
1964
1965
1966
1967
1968
1969
1970
1971
1972
1973
1974
1975
1976
1977
1978
1979
1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011As famílias trabalham para que possam consumir (C); não obstante, parte do seu tempo
Fundamentos microeconómicos da macroeconomia
disponível é destinado a atividades lúdicas, de lazer (l). Assim, a oferta de trabalho é vista
como uma escolha (trade-off) em termos das preferências das famílias entre consumo e
lazer (Figura 1.10), onde o custo de oportunidade do lazer é o salário real (w), medido em
Figura 1.10: Oferta de trabalho como uma escolha
termos dos bens de consumo.
entre consumo e lazer
A inclinação de cada curva de indiferença (CI) em cada ponto evidencia a
Figura 1.10: Oferta de trabalho como uma escolha entre consumo e lazer
prontidão com que o indivíduo substitui consumo por lazer, mantendo
A inclinação de cada curva de indiferença (CI) em cada ponto evidencia a prontidão com constante o seu nível de utilidade ou satisfação (ou seja, estando na
mesma CI). Quanto mais consumo ele(a) estiver disposto(a) a sacrifi-que o indivíduo substitui consumo por lazer, mantendo constante o seu nível de utilidade
car por uma unidade adicional de lazer, maior é a taxa marginal de ou satisfação (ou seja, estando na mesma CI). Quanto mais consumo ele(a) estiver
substituição (TMS ) do consumo por lazer.Cldisposto(a) a sacrificar por uma unidade adicional de lazer, maior é a taxa marginal de
Quando devia ser:
substituição (TMS ) do consumo por lazer.Cl Figura 1.11: Escolha ótima
Consumo
Consumo (C)
(C)
B
B
Consumo Consumo RR
ótimo (C*)ótimo (C*)
CI (nível CI (nível
utuilidtilidadaed 1e) 1)
-w-w
AA
00 l* Lazer (l)l* Lazer (l)ll
Hora s la zer Hora s tra ba lho Ho s la zer Hora s tra ba lho
ótimas (l*) ótimas (L*)ótas (l ótimas (L*)
A linha orçamental do tempo disponível para afetar a trabalho e lazer Figura 1.11: Escolha ótima- P. 29, 3º parágrafo, linha 17, na frase “(de tempo – total de horas disponíveis, )” falta na parte final, a seguir à ‘,’
é a linha negativamente inclinada AB (Figura 1.11). A distância
hori- P. 29, 3º parágrafo, linha 19, na frase “terem que igualar o tempo total disponível, ou seja, .” falta a parte final: deve 10
estar “terem que igualar o tempo total disponível, ou seja, l = l + L .” 28
-p. 29, a expressão matemática (1.1) deve ser wl = wl+ C e não .
- p. 29, última linha, falta a expressão matemática. A frase está “resolvendo-se o exercício de otimizaçãoem ordem a .”
* *quando devia estar “resolvendo-se o exercício de otimização em ordem a L = l − l .”
- p. 30 o título da secção (‘Escolhas ótimas e oferta individual de trabalho’) poderia ficar todo na mesma linha
- p. 30. O esquema apresentado omite as setas associadas a L. Está:
3
AURORA A. C. TEIXEIRA
FUNDAMENTOS MICROECONÓMICOS
SANDRA TAVARES SILVA
ANA PAULA RIBEIRO
DA MACROECONOMIA (2ª EDIÇÃO)
VÍTOR MANUEL CARVALHO
AURORA A. C. TEIXEIRA
ANA PAULA RIBEIRO
Professora da Faculdade de
Economia do Porto (Universi-AURORA A. C. TEIXEIRAProfessora da Faculdade de
dade do Porto) e investigadora
Economia da Universidade do
do CEF.UP, INESC Porto, OBEGEF Porto e investigadora do CEF.UP. SANDRA TAVARES SILVA e UTEN (IC2, Texas Austin
UniObteve a licenciatura (1994),
versity). É doutorada pelo SPRU o mestrado (1999) e o
douto- Science and Technology Policy ANA PAULA RIBEIROramento (2005) em Economia FUNDAMENTOS2ª EDIÇÃO Research (Universidade de
Susna Faculdade de Economia do
sex, R.U.) e agregada emVÍTOR MANUEL CARVALHOPorto (Universidade do Porto).
Economia pela Faculdade de MICROECONÓMICOSLeciona (ao nível da
licenciatuEconomia do Porto (Universida-ra e doutoramento) na área da
de do Porto). Leciona nas áreas da Macroeconomia, Inovação e
Macroeconomia. Os seus
inteMetodologias de Investigação. É membro do Conselho Científico DA MACROECONOMIAresses de investigação centram-se nas temáticas de Reformas
e do Agrupamento de Economia da Faculdade de Economia da do Mercado do Trabalho e Política Monetária, Interações entre
Universidade do Porto. É (co)autora de diversos livros e artigos
Políticas Monetária e Orçamental e Consolidação Orçamental.
publicados em revistas científicas internacionais (e.g, Research Tem um artigo publicado no Journal of Macroeconomics e é
Policy; Industrial and Corporate Change; Journal of Economic In-A capacidade de compreensão e análise dos fenómenos macroeconó-coautora do estudo de Avaliação do Acordo de Cooperação
teraction and Coordination, Journal of Evolutionary Economics; 2ª EDIÇÃOCambial Cabo Verde – Portugal, GPEARI - Ministério das Finan- micos é essencial não apenas para estudantes das mais variadas áreas,
Structural Change and Economic Dynamics; Regional Studies; FUNDAMENTOS ças de Portugal (ed.) e de vários estudos sobre os impactos em especial os de Economia, Gestão e áreas afins, mas também para Ecological Economics; Portuguese Economic Journal;
Scientomacroeconómicos de investimentos privados. Exerceu, desde
metrics; Social Indicators Research; Higher Education; Journal 2005 a 2010, as funções de coordenadora do Gabinete de Apoio todos aqueles que estão interessados em perceber o funcionamento das of Academic Ethics). No âmbito da sua carreira científica obteve
ao Aluno enquanto membro do Conselho Diretivo da Faculdade economias na atualidade. duas bolsas concedidas pela Fundação para a Ciência e
Tecde Economia do Porto.
nologia e dois prémios, o 1º Prémio Foreign Direct Investment MICROECONÓMICOS
API-Universidade de Coimbra (2006), e o Prémio Conselho
Eco‘FUNDAMENTOS MICROECONÓMICOS DA MACROECONOMIA. Exer- nómico e Social (1999).
cícios resolvidos e propostos’ apresenta uma síntese dos principais
conteúdos da Macroeconomia moderna, detalhados e ilustrados com a DA MACROECONOMIA
VÍTOR MANUEL CARVALHO SANDRA TAVARES SILVAevolução recente da economia portuguesa. Procurando guiar os leitores
Professor da Faculdade de Eco- na aplicação de modelos teóricos à interpretação e resolução de pro- Professora da Faculdade de
nomia do Porto (Universidade Economia da Universidade do blemas práticos, é ainda apresentado um conjunto vasto de exercícios Exercícios resolvidosdo Porto) e investigador do CEF. Porto e investigadora do CEF.UP.
UP. Obteve a licenciatura (1994) resolvidos e propostos, abrangendo temas tão diversos como: mercado Obteve a licenciatura (1995), o e propostose o doutoramento (2009) em mestrado (2000) e o doutora-de trabalho, consumo, investimento, contas públicas, contas e competi-Economia na Faculdade de mento (2006) em Economia
Economia do Porto (Universida- tividade externas e moeda e mercados financeiros. na Faculdade de Economia do
de do Porto). Leciona (ao nível Porto (Universidade do Porto).
da licenciatura e mestrado) Leciona (ao nível da
licenciatunas áreas da Macroeconomia, Este manual, apresentando-se como um complemento aos diversos ma- ra, mestrado e doutoramento)
Economia Monetária Interna- nas áreas da Macroeconomia e nuais teóricos de Macroeconomia que existem no mercado, distingue-se
cional e Políticas Macroeconómicas. A sua investigação atual de Metodologias de Investigação. Os seus interesses de
invesdebruça-se sobre temáticas relacionadas com efeitos macro- de outros de caráter mais aplicado pela sua ênfase nos princípios micro- tigação centram-se nas temáticas do Crescimento Económico
económicos da política orçamental e com a sustentabilidade e Inovação, Mercado de Trabalho, e Evolucionismo. Tem artigos económicos da Macroeconomia.
das finanças públicas. É membro do Conselho Pedagógico da publicados no Journal of Evolutionary Economics, Journal of
EcoFaculdade de Economia da Universidade do Porto e coordena nomic Interaction and Coordination, Evolutionary and
Institutioum projeto de apoio aos estudantes provenientes dos países nal Economics Review e no Organisational Transformation and
africanos lusófonos. Social Change. É coautora de dois capítulos do livro Compêndio
ISBN 978-972-788-501-5 de Economia Regional, Volume I - teoria, temáticas e políticas
(Princípia, 2009) e (co) organizadora do livro O que sabemos
sobre a pobreza em Portugal? (Vida Económica, 2010). É membro
www.vidaeconomica.pt do Conselho Pedagógico, da Comissão Científica do Programa de
Doutoramento em Economia, da Comissão Científica do Mestra-ISBN: 978-972-788-501-5
do em Economia e Gestão da Inovação e da Comissão Científica
Visite-nos em e da Comissão de Acompanhamento da Licenciatura em
Econo9 789727 885015livraria.vidaeconomica.pt mia da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

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