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O trabalho alquímico ou a busca da perfeição

De
175 pages

«Não luteis contra as vossas fraquezas e os vossos vícios, pois eles é que vos deitarão por terra; aprendei, antes, a utilizá-los e a pô-los a trabalhar. Quer seja o ciúme, a cólera, a ganância, a vaidade, etc., é preciso saber como mobilizá-los para que eles trabalhem para vós na direção que escolhestes.

»Considerai as forças da natureza, como a eletricidade, o vento, as correntes, os raios... Agora que o homem sabe como dominá-las e utilizá-las, enriquece-se. Porém, na origem, elas são forças hostis. Vós achais normal que se utilize as forças naturais; então, por que ficais surpreendidos quando vos falam em utilizar as energias primitivas que existem em vós?... Quando conhecerdes as regras da alquimia espiritual, sabereis transformar e utilizar todas as forças negativas que possuís em abundância.»

Omraam Mikhaël Aïvanhov


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ÍNDICE
O trabalho alquímico ou a busca da perfeição Omraam Mikhaël Aïvanhov I - A ALQUIMIA ESPIRITUAL II - A ÁRVORE HUMANA III - CARÁTER E TEMPERAMENTO IV - A HERANÇA DO REINO ANIMAL V - O MEDO VI - OS CLICHÉS VII - O ENXERTO VIII - A UTILIZAÇÃO DAS ENERGIAS IX - O SACRIFÍCIO, TRANSMUTAÇÃO DA MATÉRIA X - VAIDADE E GLÓRIA DIVINA XI - ORGULHO E HUMILDADE XII - A SUBLIMAÇÃO DA FORÇA SEXUAL
Omraam Mikhaël Aïvanhov
O trabalho alquímico ou a busca da perfeição
Coleção Izvor N° 221
Traduzido de:Le travail alchimique ou la quête de la perfection Autor:Omraam Mikhaël Aïvanhov
© Editions Prosveta S. A . – B.P. 12 – Fréjus – Fra nce © 1985 by Editions Prosveta– ISBN 2-85566-348-2
© ÉDITIONS PROSVETA S.A. Z.A. Le Capitou– 1277 rue Jean Lachenaud 83600 FRÉJUS – FRANCE
Também disponível em versão impressa
www.prosveta.com international@prosveta.com
Publicações Maitreya – Unipessoal, Lda Sede: Rua do Almada, 372 – 4° esq 4050-033 Porto Telef. Fax: 222 012 120 Tlm: 968 473 218 – 919 098 583 E-mail: publicacoesmaitreya@sapo.pt www.publicacoesmaitreya.pt Editado segundo as regras do novo Acordo Ortográfic o Impressão: Publidisa ISBN: 978-989-8147-76-9
Como o ensinamento do Mestre Omraam Mikhaël Aïvanho v é estritamente oral, esta obra, dedicada a um tema específico, foi redigida a partir de conferências improvisadas.
Omraam Mikhaël Aïvanhov
I A ALQUIMIA ESPIRITUAL
Uma pessoa vem ter comigo, infeliz, desanimada, lam entando-se por não conseguir desembaraçar-se de certo vício que a atormenta. Já tentou milhares de vezes, coitada!, mas sucumbiu sempre. Então, eu digo-lhe: «Oh, é magnífico, é formidável! Isso prova que você é muito forte!» Ela olha para m im espantada, pensando que estou a gozar com ela. E eu digo-lhe: «Não, eu não estou a gozar consigo, só que você não vê a força que tem. – «Mas que força? Eu sucumbo e acabo sempre por ser vencido; isso prova que sou fraco. – Não está a raciocinar c orretamente. Vou explicar-lhe como é que as coisas se passaram, e então compreenderá q ue eu não estou a brincar.
»Quem é que formou esse vício?... Você. De início, ele não era maior do que uma bola de neve que você podia segurar na palma da mão . Mas, acrescentando sempre um pouco mais de neve, divertindo-se a empurrá-la, a fazê-la rolar, acabou por transformá-la numa montanha que agora lhe barra o c aminho. Na origem, o vício de que se queixa também não era mais do que um minúscu lo pensamento, mas você cuidou dele, alimentou-o, “fê-lo rolar, e agora sen te-se esmagado. Pois bem, eu fico deslumbrado com a sua força. Você é que formou esse vício, é o pai dele, ele é seu filho e tornou-se tão forte que você já não consegu e deitá- -lo por terra. Por que é que não se alegra com isso? – Como? – Alegrar-me? – Já leu o livro “Tarass Boulba”, de Gogol? – Não. – Então, vou contar-lhe uma história.
»Tarass Boulba era um velho cossaco que tinha manda do os seus dois filhos estudar no colégio de Kiev, onde estiveram três ano s. Quando regressaram a caso do pai, eram dois matulões. Encantado por voltar a vê-los, Tarass Boulba, para brincar e também para manifestar a sua ternura paternal (como sabeis, os cossacos têm um modo muitosui generisde manifestar o seu afeto!), começou por dar-lhes algumas caroladas. Os filhos não acharam graça e replicaram , acabando por deitar o pai ao chão. Quando Tarass Boulba se levantou, um tanto do rido, não estava nada furioso, pelo contrário, estava orgulhoso por ter dado ao mu ndo filhos tão fortes.
»Então, por que é que você não fica tão orgulhoso c omo Tarass Boulba por ver que o seu filho o deitou ao chão? Você é o pai dele, fo i você que o alimentou e o reforçou com os seus pensamentos e os seus desejos; portanto , você é muito forte. E agora vou dizer-lhe como pode vencê-lo. O que é que faz u m pai quando quer pôr na ordem um filho que faz loucuras? Corta-lhe o sustento, e o filho, privado do sustento, é obrigado a refletir e a mudar a sua conduta. Então, por que é que você há de continuar a alimentar o seu filho? Para ele lhe fazer frente? Trate-o com severidade! Deve ficar a saber que, uma vez que lhe deu origem, tem poderes sobre ele. Senão, irá lutar ou sofrer durante toda a vida, sem nunca encontrar os verdadeiros métodos para sair das suas dificuldades».
Infelizmente, são muito poucas as pessoas que conse guem encarar as coisas deste modo. Elas lutam desesperadamente contra certas ten dências perniciosas que nelas existem, sem se aperceberem de que se chegaram ao p onto em que estão é porque são extraordinariamente fortes. Quanto mais terríve l é o inimigo em vós, mais isso
prova que a vossa força é grande. Sim, é nestes mol des que as pessoas têm de aprender a raciocinar.
Reparai como ficais tensos e quantas dificuldades e ncontrais quando lutais contra vós mesmos; trava-se em vós uma guerra terrível, e essa guerra lança-vos em toda a espécie de contradições. Considerais que tudo o que é inferior em vós é necessariamente vosso inimigo e quereis matá-lo; ma s esse inimigo é muito poderoso, pois há séculos que o reforçais pela guerra que tra vais com ele e, em cada dia, ele torna-se mais ameaçador. É verdade que há inimigos a viver em nós, mas se eles são inimigos é sobretudo porque nós não somos bons alqu imistas, capazes de transformar tudo.
O que disse S. Paulo?uei ao«Cravaram-me um espinho na carne. Três vezes supliq Senhor que o afastasse de mim, e Ele respondeu-me: ‘A minha graça é-te suficiente, pois a minha força manifesta-se na fraqueza.’»Aquele que possui uma fraqueza no corpo, no coração ou no intelecto, sente-se diminuído, mas está enganado, pois essa fraqueza pode ser para ele uma fonte de grandes riq uezas. Se todas as suas aspirações fossem satisfeitas, estagnaria. Para evo luírem, as pessoas têm de se sentir agrilhoadas, e é a sua imperfeição, esse espinho cravado na sua carne, que as obriga a trabalhar em profundidade, a aproximar-se do Céu, do Senhor. O Céu confere-nos certas fraquezas para nos fazer avançar no nosso trabalho espiritual, pois o que é aparentemente uma fraqueza, na realidade é uma virtude, uma força.
Há que pôr as fraquezas a trabalhar, para que se to rnem úteis. Vós ficais espantados e dizeis: «As fraquezas têm de ser espez inhadas, aniquiladas!» Experimentai e verei se é fácil: vós é que sereis a niquilados. O problema é o mesmo para todas as formas de defeitos ou de vícios; seja a gula, a sensualidade, a violência, a ganância ou a vaidade, deveis saber como mobilizá -las para que trabalhem convosco na direção que escolhestes. Se trabalharde s sozinhos não podereis ser bem- -sucedidos. Se expulsardes todos os vossos ini migos, tudo aquilo que vos resiste, quem é que vos servirá? Há animais selvage ns que os humanos conseguiram domesticar e manter junto de si à custa de paciênci a. O cavalo era selvagem, o cão era semelhante ao lobo, e se o homem conseguiu dome sticá-los foi porque soube desenvolver em si mesmo certas qualidades. Ele pode ria certamente amansar e domesticar as feras, mas para isso teria de desenvo lver novas qualidades.
Portanto, alegrai-vos: sois todos muito ricos porqu e todos tendes fraquezas! Mas é indispensável saber utilizá-las para as pôr a traba lhar. Falei-vos, há pouco, dos animais, mas reparai também nas forças da natureza: os relâmpagos, a eletricidade, o fogo, as torrentes… Agora que sabe como dominá-las e servir-se delas, o homem tornou-as fonte de riqueza. No entanto, antes eram forças hostis. Os homens acham normal utilizar as forças da natureza, mas se algué m lhes fala em utilizar o vento, as tempestades, as cascatas e os relâmpagos que neles existem, ficam muito espantados. Porém, não há nada mais natural; e quan do conhecerdes as regras da alquimia espiritual, sabereis transformar e utiliza r até os venenos que existem em vós. Sim, pois o ódio, a cólera, a inveja, etc…, são ven enos; mas no Ensinamento da Fraternidade Branca Universal vós aprendereis a servir-vos deles, ser-vos-ão dados métodos para vos servirdes de todas as forças negativas que possuís em abundância. Alegrai-vos, pois tendes boas perspetivas diante de vós!
No futuro, aqueles que forem audaciosos debruçar-se -ão sobre as substâncias
químicas da inveja, do ódio, do medo e da força sex ual e aprenderão a utilizá-las; até encherão frascos com elas, para as pôr na sua farmá cia e as ter à disposição no dia em que necessitarem delas. Daqui em diante, tudo de ve mudar na vossa maneira de pensar.
Mas é óbvio que não deveis lançar-vos “à doida” sob re o mal para dele comer grandes nacos. Em todas as criaturas, mesmo nas mel hores, escondem-se sempre tendências infernais que vêm de um passado muito lo ngínquo. A questão está em não as fazer vir à tona de repente, com o pretexto de a s utilizar. Há que enviar uma sonda para retirar apenas alguns átomos, alguns eletrões, e digeri-los bem. Não deveis ir bater-vos imprudentemente com o Inferno, pois ele é que vos destruirá. Há que saber como agir. Por isso, deveis continuar a trabalhar c om as forças do alto – pela oração, pela harmonia, pelo amor – e, de tempos a tempos, q uando alguma coisa sair das profundezas do vosso ser com garras, unhas e dentes para vos impelir a fazer algumas asneiras, capturai-a, estudai-a no vosso la boratório, fazei-a até segregar os seus venenos para poderdes utilizá-los: descobrirei s que é precisamente o mal que vos dá o elemento que vos faltava para atingir a pl enitude.
Mas – repito-o – atenção! Não queirais agora descer, por causa do que vos disse, para imprudentemente medirdes forças com o mal. Não digais: «Ah! Ah! Já compreendi; agora é que vamos ver!», pois talvez nã o volteis a subir. Foi o que se passou com certas pessoas. Julgavam que eram muito fortes, quando não estavam suficientemente ligadas ao bem, à luz, e agora, coi tadas, em que estado elas se encontram! Vão sendo destruídas por todas as forças negativas.
Está escrito no Talmude que, no fim dos tempos, os Justos, quer dizer, os Iniciados, farão um festim com a carne do Leviatão, esse monstro que vive no fundo dos oceanos. Sim, ele será apanhado, esquartejado, salg ado… e conservado em arcas frigoríficas, suponho!... E, chegada a altura, todo s os Justos se regalarão com alguns pedaços da sua carne. Que perspetiva divertida! Se se entender isto à letra, creio que muitas pessoas – cristãos, estetas – ficarão verdad eiramente enojadas. É necessário interpretar e eis a interpretação: o Leviatão é uma entidade coletiva que representa os habitantes do plano astral (simbolizado pelo oceano ) e, quando se diz que esse monstro há de, um dia, regalar os Justos, isso sign ifica que aqueles que sabem dominar-se e utilizar as cobiças e as paixões do pl ano astral podem descobrir nelas uma fonte de riquezas e de bênçãos.
II AÁRVORE HUMANA
Nós possuímos certos órgãos cujas funções não nos p arecem espirituais, nem estéticas, nem muito limpas, mas que, não obstante, são extremamente necessárias, pois cada célula e cada órgão existentes em nós estão ligados a outras células e a outros órgão, tal como as raízes de uma árvore estã o ligadas aos ramos, às folhas, às flores e aos frutos. E se o homem cortar essas raíz es, quer dizer, se ele separar os órgãos que são o fundamento da sua existência, sofrerá consequências terríveis. É certo que esses órgãos por vezes provocam acontecim entos dramáticos, mas há que deixá-los viver, procurando captar forças neles e transformá-las.
É frequente as pessoas ficarem perplexas quando lee m as biografias de homens e mulheres notáveis e constatam que muitos deles tinh am tendências anormais ou mesmo criminosas e monstruosas. Quando não se conhe ce a estrutura do homem, não se compreende como isso é possível. Na realidad e, é muito simples: devido às suas tendências inferiores, que constantemente tinh am de enfrentar e dominar, esses homens e essas mulheres eram levados a fazer enxert os, consciente ou inconscientemente, no mais profundo do seu ser. Qua nto mais as suas paixões (as raízes) eram terríveis e ardentes, mais eles produz iam frutos saborosos, obras notáveis. Ao passo que muitos outros, que não tinha m nenhum desses defeitos, ficaram estéreis, não deram nada à humanidade e viv eram de um modo extremamente insignificante e medíocre.
Não quero dizer com isto que devemos justificar ou cultivar as nossas más tendências; pelo contrário, devemos compreender esta filosofia sublime que ensina a utilizar as forças do mal para produzir criações grandiosas. Quanto mais o tronco e os ramos se elevam para o céu, mais as raízes penetram profundamente na terra. Quem não compreende isto fica assustado ao ver a extensã o do mal. Nunca se deve ter medo. Na natureza, tudo está construído segundo lei s extraordinariamente sábias. Se não tivermos raízes profundas, seremos incapazes de retirar do solo os elementos nutritivos que nos são necessários e de resistir às tempestades da vida.
Aprofundemos agora esta analogia entre o homem e a árvore. As raízes correspondem ao estômago e ao sexo. Sim, o homem es tá enraizado na terra graças ao estômago, que lhe permite alimentar-se, e ao sex o, que lhe permite reproduzir- -se. O tronco é representado pelos pulmões e pelo coraçã o, quer dizer, pelos sistemas respiratório e circulatório, com as correntes arterial e venosa. No tronco, a corrente descendente transporta a seiva elaborada que alimen ta a árvore, enquanto a corrente ascendente transporta a seiva bruta até às folhas, onde ela se transforma.