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As revelações do fogo e da água

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"Ideias, impressões, sensações, imagens, tudo se regista e deixa marcas em nós, Todos os dias as nossa visa psíquica é modelada pelas forças que nós deixamos que nos habitem, pelas influências que aceitamos impregnar-nos. Por isso, é essencial encontrarmos imagens a que possamos voltar frequentemente, imagens que nos acompanharão dia e noite, a fim de que o nosso pensamento esteja ligado a tudo o que há de mais belo, de mais poético, mais pleno de sentido, do que a água e o fogo, assim como as diferentes formas sob as quais eles nos aparecem? Toda a nossa vida pode ser preenchida com estas imagens. Mesmo que, daqui em diante, não tivéssemos mais nada além da presença do fogo e da água para alimentar a nossa vida espiritual, isso seria suficiente... Concentranodo-nos diariamente nestas imagens, seremos vivificados, purificados, iluminados."


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ÍNDICE
As revelações do fogo e da água Omraam Mikhaël Aïvanhov I - A ÁGUA E O FOGO, PRINCÍPIOS DA CRIAÇÃO II - OS SEGREDOS DA COMBUSTÃO III - DESCOBERTA DA ÁGUA IV - A ÁGUA, A CIVILIZAÇÃO V - A CADEIA VIVA: SOL – TERRA – ÁGUA VI - O TRABALHO DO FERREIRO VII - A MONTANHA, MÃE DA ÁGUA VIII - DA ÁGUA FÍSICA À ÁGUA ESPIRITUAL IX - ALIMENTAI A VOSSA CHAMA X - O FOGO, FACTOR DE CIVILIZAÇÃO XI - O CICLO DA ÁGUA I - A reencarnação II - Amor e sabedoria XIII - A CHAMA DA VELA XIV - COMO ACENDER O FOGO E MANTÊ-LO ACESO XV - A ÁGUA, MÉDIUM UNIVERSAL XVI - O ESPELHO MÁGICO XVII - A ÁRVORE DE LUZ XVIII - A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO XIX - IMAGENS PARA ACOMPANHAREM AS NOSSAS VIDAS
Omraam Mikhaël Aïvanhov
As revelações do fogo e da água
Coleção Izvor N° 232
Traduzido de: “Les révélations du feu et de l’eau” Autor:Omraam Mikhaël Aïvanhov
©Editions Prosveta S. A . – B.P. 12 Fréjus – France
© ÉDITIONS PROSVETA S.A. Z.A. Le Capitou – 1277 rue Jean Lachenaud 83600 FRÉJUS – FRANCE
Também disponível em versão impressa
Publicações Maitreya – Unipessoal, Lda
Sede: Rua do Almada, 372 – 4° esq4050-033 Porto Telef. Fax: 222 012 120 Tlm: 968 473 218 – 919 098 583 E-mail:
publicacoesmaitreya@sapo.ptwww.publicacoesmaitreya.pt
Impressão: Publidisa
ISBN: 978-989-8147-22-6 Depósito Legal N°
Como o ensinamento do Mestre Omraam Mikhaël Aïvanho v é estritamente oral, esta obra, dedicada a um tema específico, foi redigida a partir de conferências improvisadas.
Omraam Mikhaël Aïvanhov
I A ÁGUA E O FOGO, PRINCÍPIOS DA CRIAÇÃO
O Livro do Génesis começa com o relato da criação d o mundo. Mas, antes de descrever como apareceram todos os elementos do Uni verso – o sol, a lua, as estrelas, a vegetação, os animais, o homem... –, Mo isés escreve uma frase cuja profundidade e cujo significado só os Iniciados pod em compreender:«E o espírito de Deus movia-se acima das águas.»Porquê acima das águas? Porque a água representa a matéria cósmica original que o espírito de Deus, o fogo primordial, penetrou para a fertilizar. Contrariamente ao que g eralmente se pensa, não é a terra, como elemento, que exprime e manifesta melhor as propriedades e as qualidades da matéria, é a água. Estas qualidades são a receptivi dade, a adaptação e a maleabilidade.
A água simboliza, pois, a matéria prima que recebeu os germes fertilizadores do espírito, é ela a matriz da vida. A vida saiu da ág ua graças ao princípio “fogo”, que pôs essa matéria em movimento. Sem a acção do fogo, nen huma vida é possível. Por si mesma, a água, a matéria, não possui a vida, é o fo go que nela a infunde. A vida na terra nasceu também da acção do fogo sobre a água. Transportados pelos raios do sol, os primeiros germes de vida desceram até à terra, viajaram até atingir a água dos oceanos, que os acolheu como uma mãe cheia de amor e os fez crescer graças à luz e ao calor solares.
Quando se compreende que a água é o símbolo da maté ria universal a partir da qual o Universo foi criado, é mais fácil interpreta r os versículos seguintes do Génesis, em que Moisés descreve como Deus separou as águas d e baixo das águas de cima: «Deus disse: “Que haja uma extensão entre as águas e que ela separe as águas das águas.” E Deus fez a extensão e separou as águas qu e estão abaixo da extensão das águas que estão acima da extensão. E assim foi feito. À extensão, Deus chamou Céu.»As águas de cima, a que a Ciência Iniciática chama também “luz astral”, “agente mágico”, representam o oceano primordial no qual to das as criaturas estão mergulhadas e nas quais elas encontram o seu alimen to. Aliás, dir-se-ia que é para lembrar essas águas primordiais que a criança que s e encontra ainda no seio da mãe está mergulhada num meio líquido. Nós vivemos na im ensidão cósmica exactamente como os peixes no mar, mas, muitas vezes, as impure zas que obstroem as nossas aberturas interiores impedem que nós sejamos alimen tados e vivificados por essa água que nos envolve por todos os lados.
A água e o fogo representam, pois, os dois princípi os da Criação. A sua actividade no Universo é simbolizada pela cruz, figura com um sentido extremamente rico, que se encontra em todas as civilizações. A linha horizontal representa a actividade do princípio feminino, a água, que tem sempre tendênci a a espalhar-se, a estender-se à superfície do solo, ocupando o máximo de espaço pos sível, procurando mesmo os interstícios para se infiltrar debaixo da terra e d esaparecer. A linha vertical representa o princípio masculino, o fogo, que, pelo contrário, tem tendência a concentrar-se e lançar-se para as alturas. A água está, pois, ligad a à profundidade, à superfície, e o fogo, à altura. Estas duas direcções inversas, hori zontal e vertical, sintetizadas pela
cruz, são as que melhor representam a actividade do s dois princípios, masculino e feminino, na Criação e nas criaturas. O Universo es tá cheio deste símbolo.
A maior parte dos cristãos só vêem na cruz uma reco rdação da morte de Jesus, sem se aperceberem de que, limitando assim o seu si gnificado, empobrecem-na. Não se pode negar que a morte de Jesus numa cruz foi um acontecimento considerável na História da humanidade. Mas, enquanto símbolo, a cruz ultrapassa em muito este acontecimento, e quem se esforça por aprofundá-lo à luz do ensinamento dos dois princípios – masculino e feminino, a água e o fogo – entra em contacto com os maiores mistérios da Criação.
Em todo o caso, eu posso dizer-vos que nada contou mais na minha vida do que a água e o fogo, e mesmo as imagens da infância que m ais me marcaram estão ligadas à água e ao fogo.
Eu nasci numa aldeia da Macedónia, no sopé da Babun a Planina (o que significa “a Montanha da Avó”), cujo cume é o monte Pélister. Te nho ainda lembranças dos poucos anos que passei naquela aldeia e recordo em particular a descoberta que fiz, quando tinha quatro ou cinco anos, de um lugar muito perto da casa onde um fio de água brotava da terra. Eu ficava tão impressionado com aquela água que saía, transparente, límpida, que ficava ali horas inteira s a olhar para ela. Esta imagem ficou profundamente impressa em mim e ainda hoje me acont ece reviver as sensações de deslumbramento que sentia diante daquela nascentezi nha. Várias vezes perguntei a mim próprio: «Sendo tão jovem, o que é que eu via n aquela água?...» E não só na água, mas também no fogo, pois eu sentia-me tão fas cinado pelo fogo como pela água. Só que com o fogo era mais perigoso, pois, pa ra o ver, muitas vezes eu acendia-o, e era aconselhável não deixarem caixas d e fósforos ao meu alcance!
Sim, porquê a água e o fogo?... Porque eles são, na Natureza, a expressão mais bela, mais poderosa, mais significativa, dos dois g randes princípios cósmicos, masculino e feminino, sobre os quais eu haveria de trabalhar depois durante toda a minha vida. Aliás, se se estudasse detalhadamente a vida de certos seres, constatar-se-ia que as suas preocupações, os temas sobre os q uais eles haveriam de trabalhar mais tarde, já estavam indicados em certas impressõ es, experiências ou comportamentos da sua infância.
Vós direis: «Mas nós nunca ouvimos dizer que a água e o fogo são assim tão importantes!» Pois bem, é porque nunca lestes atentamente os Evangelhos, em particular o Evangelho de São João, onde é relatada a conversa de Jesus com Nicodemos. Nicodemos era um doutor de Israel e, uma noite, veio procurar Jesus para conversar com ele. E foi a ele que Jesus deu esta resposta sobre a qual tantos teólogos se têm interrogado:«Em verdade, em verdade te digo: “Se um homem não nascer da água e do espírito, não poderá entrar no Reino de Deus.”»Este versículo apresenta correspondências com aquele do Génesis de que falei há pouco:«E o espírito de Deus movia-se acima das águas.»Nos dois casos, é o mesmo fenómeno que é evocado, o nascimento: nascimento do Universo e nascimento espiritual do homem, para os quais encontramos os mesmos lementos , o fogo (o espírito) e a água (a matéria). Do mesmo modo que o Universo nasceu do fogo e da água, o homem, para entrar nesse estado de consciência superior ch amado Reino de Deus, também deve nascer do fogo e da água, pois, transpostos pa ra o plano espiritual, o fogo é a sabedoria e a água é o amor. Através das poucas pal avras da sua resposta a
Nicodemos, Jesus mostrou que também ele possuía a c iência da água e do fogo, que é a ciência dos dois grandes princípios cósmicos, m asculino e feminino.
Como já vimos, a água e o fogo opõem-se pela sua orientação: o fogo sobe e, ao subir, concentra-se, todas as chamas convergem para um ponto; ao passo que a água desce e, ao descer, pelo contrário, ela tem tendênc ia a espalhar-se. No entanto, quando se observa bem o movimento do fogo e da água , percebe-se que, na realidade, existe entre eles uma certa similitude. Já notastes como a queda de uma cascata ou de uma torrente se assemelha a um fogo i nvertido? E um fogo que arde assemelha-se a uma cascata que fizesse o caminho de volta à nascente. Há alguns anos, uma irmã ofereceu-me um filme que ela fizera sobre as cascatas e, quando eu projectei esse filme perante os irmãos e irmãs, em certo momento fi-lo passar ao contrário, para ver... Foi extraordinário! O movime nto da água era exactamente o do fogo! Fazei vós próprios essaexperiência, se tiverd es oportunidade, e vereis... É como se a água fosse fogo condensado que desce até às profundezas da terra e o fogo fosse água inflamada que se eleva para as alturas. Dir-se-ia que a água e o fogo são uma mesma substância que se apresenta sob dois aspe ctos diferentes.
Mas, justamente, estes dois aspectos são muito instrutivos; eles informam-nos, por exemplo, sobre os dois métodos do conhecimento: o m étodo horizontal, que consiste em fazer investigações à superfície, e o método vertical, que consiste em arrancar-se à superfície para procurar a verdade no Alto. O primeiro método é o da água, o segundo é o do fogo.
Aquele que escolhe o método da água deve preparar-s e para uma longa e penosa aprendizagem. Vós conheceis as aventuras da água: e la atravessa terrenos de todos os tipos, carrega-se de depósitos ou de impurezas e infiltra-se na terra, onde é sujeita a fortes pressões na escuridão. Sim, a sorte da águ a sobre a terra e sob a terra nem sempre é invejável. E aquele que segue este caminho tem de suportar condições difíceis, é abanado, maltratado, esmagado pelos aco ntecimentos, e sofre. E quando, por fim, consegue dizer: «Compreendi, tirei uma liç ão de todas estas peregrinações», por vezes está num triste estado. Mas, finalmente, compreendeu, e o método da água tem algo de bom. Mas o método do fogo é bem preferível, pois arranca-vos às condições da terra e projecta-vos para o Alto: entrais na luz, que vos descobre instantaneamente todo o saber.
Quando Jesus dizia:«Sede prudentes como a serpente e simples como a po mba», ele queria dizer que é preciso saber agir com os do is métodos: o da água – a serpente, da qual Moisés diz no Génesis que é o mais intelige nte dos animais dos campos – e o do fogo – a pomba. São estas as duas vias de conhec imento: a serpente que rasteja na terra é a água que avança sinuosamente; e a pomb a que voa para o céu é o fogo que se eleva. O conhecimento da pomba é o conhecime nto do fogo, o do Espírito Santo: ele ilumina-vos.
Mas, do mesmo modo que são contrários pela sua dire cção, o fogo e a água são contrários pela sua natureza, pois, se quiserdes un ir a água e o fogo, eles destroem-se. Aparentemente, eles são inimigos: a água, que p roduz a vida, pode apagar o fogo, e o fogo, que também produz a vida, faz desaparecer a água, transformando-a em vapor. Para que eles possam fazer um trabalho em co njunto, não se deve verter a água sobre o fogo, há que encontrar um ajustamento, uma maneira de conciliar as suas duas forças. Como? Pois bem, metei a água num recipiente e colocai o recipiente
sobre o fogo. A água começa a agitar-se na panela, aumenta de volume, começa a fazer bolhas, protesta e reclama um espaço maior, q uer sair, faz pressão contra as paredes que a aprisionam. Há, pois, uma força que s e liberta da água: onde estava essa força? De onde é que ela vem? Da própria água, e foi o fogo que a suscitou. Portanto, quando o fogo se mantém “a uma distância respeitosa” da água, ele não a mata, pelo contrário, exalta-a e faz sair dela toda s as suas forças, que, a partir daí, podem ser canalizadas para um trabalho.
Na realidade, o fogo e a água não são inimigos, ele s amam-se muito... mas separados por uma parede, senão detestam-se. O fogo diz à água «Não te aproximes, vais apagar-me!» e a água responde «E tu vais reduz ir-me a vapor, vai-te embora!» Mas, se se puser uma separação entre eles, poder-se -á ouvi-los falar um com o outro, trocar palavras de amor. Já reparastes como são tão agradáveis estas conversas da água com o fogo? Experimentai ouvir, durante algum tempo, o barulho da água enquanto ela está a ferver.
Há imensos inventores, engenheiros e mecânicos que fazem trabalhar a água. Eles constroem máquinas nas quais o fogo põe em acção o poder da água. Sim, mas se eles sabem utilizar muito bem o fogo e a água fisic amente, nas suas cozinhas ou nas suas fábricas, na sua vida pessoal é diferente, ele s não sabem exaltar a água pelo fogo, misturam-nos muitas vezes e perdem tudo.
É o que se vê, por exemplo, nos casais: o homem rep resenta o fogo, a mulher, a água, e como eles são dois...