La théorieéconomique entre Platon et Bergson

De
Publié par

La théorieéconomique entre Platon et Bergson

Publié le : jeudi 21 juillet 2011
Lecture(s) : 119
Nombre de pages : 2
Voir plus Voir moins
5 RUE DESCARTES
75005 PARIS - 01 56 81 11 00
JUIN/JUIL 10
Mensuel
OJD : 8090
Surface approx. (cm²) : 646
Page 1/2
IFRI
9325284200504/GPP/AYM/2
Eléments de recherche : THIERRY DE MONTBRIAL : directeur de l'Ifri, toutes citations
THÉORIE ÉCONOMIQUE
LU
O
Z
PAR
T
H
I
E
R
RY DE MONTBRIAL (631
u
z
(y.
CD
\\
Toutes les
tentatives
pour découvrir
l'équivalent
économique
des lois de
Newton ont
conduit à des
impasses, la
plus flagrante
étant dans
le domaine
monétaire
La
théorie
économique
entre
Platon et Bergson
Extraits du discours de réception prononcé le 18 mars dernier par Thierry de Montbrial (63)
à l'Académie royale d'Espagne des sciences économiques et financières.
Les choix des passages du discours et les intertitres sont de la Rédaction.
^•Lc
modèle d'Arrow-Debreu
est à
j
u
s
te
t
i
t
re
c
o
n
s
i
d
é
c
o
m
me l'une des plus
g
r
a
n
d
es
r
é
a-
l
i
s
a
t
i
o
ns
de
la
t
h
é
o
r
ie
é
c
o
n
o
m
i
q
ue
au
x
x
e
s
i
è-
cle
É
t
a
nt donné son
i
m
p
o
r
t
a
n
ce
c
o
n
s
i
d
é
r
a
b
le
d
a
ns
la
p
e
n
s
ée
é
c
o
n
o
m
i
q
ue
c
o
n
t
e
m
p
o
r
a
i
n
e,
j
'
en
r
a
p
p
e
l
l
e
r
ai
l
'
e
s
s
e
n
ce On
p
a
rt d un nom-
bre
d
o
n
né de «
c
o
n
s
o
m
m
a
t
e
u
rs » et de «
p
r
o-
d
u
c
t
e
u
r
s» Les premiers sont
c
a
r
a
c
t
é
r
i
s
és par
leur
c
l
a
s
s
e
m
e
nt de
p
r
é
f
é
r
e
n
ce
s
ur
t
o
u
t
es les
c
o
m
b
i
n
a
i
s
o
ns
p
o
s
s
i
b
l
es
de
q
u
a
n
t
i
t
és d
un
ensemble de «
b
i
e
ns »
é
g
a
l
e
m
e
nt
s
p
é
c
i
f
ié une
f
o
is
p
o
ur
t
o
u
t
es Les
s
e
c
o
n
ds sont
a
s
s
i
m
i
l
és à
d
es
«
f
o
n
c
t
i
o
n
ou
«
e
n
s
e
m
b
l
es
de
p
r
o
d
u
c-
t
i
o
n
», lesquels
p
r
é
c
i
s
e
nt les
r
e
l
a
t
i
o
ns
p
o
s
s
i-
bles
e
n
t
re
j
n
p
u
f
s
et
outputs
E
n
f
i
n, la
«
n
a
t
u
r
donne les ressources
a
p
n
on
disponibles de cha-
cun des biens,
a
n
t
é
r
i
e
u
r
e
m
e
nt à
t
o
u
te
a
c
t
i
v
i
é
c
o
n
o
m
i
q
ue
C
es
r
e
s
s
o
u
r
c
e
s,
a
i
n
si
q
ue les
d
r
o
i
ts sur les
«
p
r
o
d
u
c
t
e
u
r
s
»,
s
o
nt
r
é
p
a
r
t
i
es
entre les «consommateurs», selon des clés éga-
lement
e
x
o
g
è
n
es
Équilibre et optimum
Le but
e
st
d
'
e
x
h
i
b
er un système de prix
t
el que
la maximisation de sa
s
a
t
i
s
f
a
c
t
i
on pour
c
h
a
q
ue
c
o
n
s
o
m
m
a
t
e
ur et de son
p
r
o
f
it pour
c
h
a
q
ue
p
r
o
d
u
c
t
e
u
r,
c
o
m
p
te
t
e
nu de la
r
é
p
a
r
t
i
t
i
on des
revenus,
c
o
n
d
u
it au miracle de la « mam
i
n
v
i-
sible»,
c
'
e
s
t
-
à
-
d
i
re à l'égalité de
l
'
o
f
f
re et de
la
d
e
m
a
n
de
s
i
m
u
l
t
a
n
é
m
e
nt
p
o
ur
c
h
a
c
un des
biens
L
'
o
b
j
et premier de la
t
h
é
o
r
ie de l'équi-
libre et de l'optimum est d'établir, sur la base
d
'
h
y
p
o
t
h
è
s
es
m
a
t
h
é
m
a
t
i
q
u
es
a
u
s
si
i
n
t
e
r
p
r
é-
t
a
b
l
es
et
p
eu
c
o
n
t
r
a
i
g
n
a
n
t
es
q
ue
p
o
s
s
i
b
l
e,
l
'
e
x
i
s
t
e
n
ce de
s
y
s
t
è
m
es de prix
a
y
a
nt les
p
r
o-
p
r
i
é
t
és
p
r
é
c
é
d
e
n
t
es En
d
i
s
a
nt que la
t
h
é
o
r
ie
de l'équilibre et de I
o
p
t
i
m
um est
s
t
a
t
i
q
u
e, on
e
n
t
e
nd
i
m
p
l
i
c
i
t
e
m
e
nt qu'elle est
l
'
é
q
u
i
v
a
l
e
nt
de la
s
t
a
t
i
q
ue en
m
é
c
a
n
i
q
ue
R
e
s
t
e
r
a
it
d
o
nc à
d
é
c
o
u
v
r
ir
l
'
é
q
u
i
v
a
l
e
nt
é
c
o
n
o
m
i
q
ue des lois de
N
e
w
t
on
En
f
a
i
t,
t
o
u
t
es les
t
e
n
t
a
t
i
v
es
de
ce
genre, et
i
ly en a
b
e
a
u
c
o
u
p,
p
a
r
t
i
c
u
l
i
è
r
e
m
e
nt
d
a
ns
le
t
r
o
i
s
i
e
me
q
u
a
rt
du
v
i
n
g
t
i
è
me
s
i
è
c
l
e,
ont
c
o
n
d
u
it a des
i
m
p
a
s
s
e
s, la plus
f
l
a
g
r
a
n
te
é
t
a
nt dans le
d
o
m
a
i
ne
m
o
n
é
t
a
i
re
Le mécanisme cinématographique
À
ce
s
t
a
d
e,
je
ne
s
a
u
r
a
is
m
i
e
ux
f
a
i
re que
de
me référer a I analyse lumineuse du
c
h
a
p
i
t
re IV
de
L Évolution créatrice,
intitulé
«
Le
m
é
c
a-
nisme
c
i
n
é
m
a
t
o
g
r
a
p
h
i
q
ue de la
p
e
n
s
ée et I il-
lusion
m
é
c
a
n
i
s
t
i
q
u
B
e
r
g
s
on
é
c
r
it
«
[
La
philosophie des Idées]
part de la Forme, elle
y
v
o
it
l
'
e
s
s
e
n
ce même de la
r
é
a
l
i
té Elle
n
'
o
b-
t
i
e
nt
p
as
la
f
o
r
me par
u
ne
v
ue
p
r
i
se sur
le
d
e
v
e
n
i
r, elle se donne des
f
o
r
m
es
d
a
ns l'éter-
n
e
l, de
c
e
t
te
é
t
e
r
n
i
i
m
m
o
b
i
le la
d
u
r
ée et le
d
e
v
e
n
ir ne
s
e
r
a
i
e
nt
q
ue la
d
é
g
r
a
d
a
t
i
on La
f
o
r
me
a
i
n
si
p
o
s
é
e,
i
n
d
é
p
e
n
d
a
n
te
du
t
e
m
p
s,
n'est plus
a
l
o
rs celle qui
t
i
e
nt
d
a
ns une
p
e
r-
c
e
p
t
i
on ,
c
'
e
st un
concept
»
L
es
I
d
é
es
e
x
i
s
t
e
nt
d
o
nc
p
ar
e
l
l
e
s
-
m
ê
m
es
B
e
r
g
s
on
v
o
it
d
a
ns
c
e
t
te
p
h
i
l
o
s
o
p
h
ie « la
m
é
t
a-
physique naturelle de l'intelligence humaine»,
à laquelle
on
a
b
o
u
t
it « dès
q
u
'
on
s
u
it
j
u
s
q
u
'
au
bout la
t
e
n
d
a
n
ce cinématographique de la per-
c
e
p
t
i
on et de la
p
e
n
s
é
e» Pa r
«
t
e
n
d
a
n
ce
c
i
n
é-
m
a
t
o
g
r
a
p
h
i
q
u
e
»,
B
e
r
g
s
on
e
n
t
e
nd
la
r
e
p
r
é-
sentation d un phénomène temporel comme une
succession (déterministe, ou aléatoire dans le
c
a
d
re
d
'
un
e
s
p
a
ce
p
r
o
b
a
b
i
l
i
s
a
b
le
b
i
en
p
o
s
é,
ce
q
ui
s
u
p
p
o
se
un
e
n
s
e
m
b
le
«
d
'
é
t
a
ts
de
la
n
a
t
u
re »
t
o
t
a
l
e
m
e
nt
i
d
e
n
t
i
f
a priori]
«
d
'
i
m
a-
g
e
f
i
x
e
s,
r
e
p
r
é
s
e
n
t
a
nt
c
h
a
c
u
ne une
s
o
r
te
d
é
q
u
i
l
i
b
re La
f
é
c
o
n
d
i
té de
c
e
t
te méthode est
é
c
l
a
t
a
n
te
d
a
ns les
s
c
i
e
n
c
es
p
h
y
s
i
q
u
e
s, même
5 RUE DESCARTES
75005 PARIS - 01 56 81 11 00
JUIN/JUIL 10
Mensuel
OJD : 8090
Surface approx. (cm²) : 646
Page 2/2
IFRI
9325284200504/GPP/AYM/2
Eléments de recherche : THIERRY DE MONTBRIAL : directeur de l'Ifri, toutes citations
s
'
il
c
o
n
v
i
e
nt
d
'
en
r
e
c
o
n
n
a
î
t
re les
l
i
m
i
t
es
p
u
i
s-
q
ue
a
u
c
un
s
y
s
t
è
me
n
'
e
st
j
a
m
a
is «
i
s
o
lé »
Sa
mise
en
o
e
u
v
re
d
a
ns les
s
c
i
e
n
c
es
é
c
o
n
o
m
i-
q
u
es
e
st
b
e
a
u
c
o
up plus
r
é
d
u
c
t
r
i
ce
Léconomie ne sera jamais
une science
e
x
a
c
te
C
o
n
t
r
a
i
r
e
m
e
nt
a
ux
r
ê
v
es
de
c
e
r
t
a
i
ns
d
es plus
g
r
a
n
ds
é
c
o
n
o
m
i
s
t
es
t
h
é
o
r
i
c
i
e
ns
de
l
'
a
p
r
ès
S
e
c
o
n
de
G
u
e
r
re
m
o
n
d
i
a
l
e,
l
'
é
c
o
n
o
m
ie
n
'
e
st
pas et probablement ne sera
j
a
m
a
is une
s
c
i
e
n
ce
e
x
a
c
te
c
o
m
p
a
r
a
b
le à la
m
é
c
a
n
i
q
ue
c
l
a
s
s
i
q
ue
ou
m
ê
me à la
t
h
e
r
m
o
d
y
n
a
m
i
q
u
e,
e
s
s
e
n
t
i
e
l
l
e-
ment
p
a
r
ce que les
h
o
m
m
es
n
'
a
g
i
s
s
e
nt
p
as
c
o
m
me
d
es
r
o
b
o
ts
Et
d
'
u
ne
c
e
r
t
a
i
ne
f
a
ç
o
n,
l
'
a
p
p
r
o
c
he «
c
i
n
é
m
a-
t
o
g
r
a
p
h
i
q
u
e» de la théorie économique moderne
- y
c
o
m
p
r
is la
t
h
é
o
r
ie
d
es
j
e
ux -
f
a
it
p
e
n
s
er à
une
s
o
r
te
de
r
o
b
o
t
i
q
ue
En
t
a
nt
q
ue
s
c
i
e
n
ce
h
u
m
a
i
n
e,
l
'
é
c
o
n
o
m
ie
p
o
l
i
t
i
q
ue est
v
o
u
ée à
r
e
s-
t
er une
c
o
m
b
i
n
a
i
s
on d'art et de science,
c
o
m
me
les
b
a
n
q
u
i
e
rs
c
e
n
t
r
a
u
x,
c
es
s
p
é
c
i
a
l
i
s
t
es
de
la
d
u
r
ée
é
c
o
n
o
m
i
q
u
e, ne le
s
a
v
e
nt
q
ue
t
r
op
b
i
en
De l'imprévisible et du nouveau
C
es
c
o
n
s
i
d
é
r
a
t
i
o
ns
me
r
a
m
è
n
e
nt
i
r
r
é
s
i
s
t
i
b
l
e-
m
e
nt à
B
e
r
g
s
o
n. « D
v
i
e
n
t,
se
d
e
m
a
n
de
l
'
a
u
t
e
ur de
L'Évoiution créatrice,
q
ue
t
o
ut n'est
pas
d
o
n
d
'
un seul coup, comme sur la bande
du
c
i
n
é
m
a
t
o
g
r
a
p
he
?
Plus
j
'
a
p
p
r
o
f
o
n
d
is
ce
p
o
i
n
t, plus
il
m
'
a
p
p
a
r
a
ît
q
u
e,
si
l
'
a
v
e
n
ir
e
st
c
o
n
d
a
m
né à
succéderas
présent au lieu
d
'
ê
t
re
à
c
ô
de lui,
c
'
e
st
q
u
'
il
n
'
e
st
p
as
t
o
ut à
f
a
it
d
é
t
e
r
m
i
au
m
o
m
e
nt
p
r
é
s
e
n
t,
et
q
u
e,
si
le
t
e
m
ps
o
c
c
u
p
ar
c
e
t
te
s
u
c
c
e
s
s
i
on
e
st
a
u
t
re
c
h
o
se
q
u
'
un
n
o
m
b
r
e,
s
'
il a,
p
o
ur la
c
o
n
s
c
i
e
n
ce
qui y est installée, une
v
a
l
e
ur et une
r
é
a
l
i
a
b
s
o
l
u
e
s,
c
'
e
st
q
u
'
il
s
'y
c
r
ée
s
a
ns
c
e
s
s
e, non
p
as
s
a
ns
d
o
u
te
d
a
ns tel
ou
t
el
s
y
s
t
è
me
a
r
t
i-
f
i
c
i
e
l
l
e
m
e
nt isolé,
c
o
m
me
d
a
ns
un
v
e
r
re
d
'
e
au
s
u
c
r
é
e,
m
a
îs
d
a
ns
le
t
o
ut
c
o
n
c
r
et
a
v
ec lequel
ce
s
y
s
t
è
me
f
a
it
c
o
r
p
s,
de
l
'
i
m
p
r
é
v
i
s
i
b
le
et
du
n
o
u
v
e
au »
L
'
a
n
a
l
y
se
de
B
e
r
g
s
on
p
a
r
a
ît
a
d
é
q
u
a
te
en
ce
q
u
'
e
l
le
i
l
l
u
m
i
ne
la
r
a
i
s
on
de
l
'
i
n
c
a
p
a
c
i
té de la «
m
é
t
h
o
de
c
i
n
é
m
a
t
o
g
r
a
p
h
i-
q
u
e» à
s
a
i
s
ir
l
'
e
s
s
e
n
ce
de
q
u
e
s
t
i
o
ns
c
o
m
me
r
é
v
o
l
u
t
i
on
é
c
o
n
o
m
i
q
ue ou le rôle de la
m
o
n-
n
a
i
e,
c
et
a
r
t
e
f
a
ct
i
n
v
e
n
p
o
ur
en
c
a
n
a
l
i
s
er
le
c
o
u
r
s,
c
o
m
me
le lit
d
'
u
ne
r
i
v
i
è
re
en
c
a
n
a
l
i
se
le
c
o
u
r
a
n
t.
L'incertitude pure
M
a
îs
l
'
i
n
c
e
r
t
i
t
u
de
p
u
re
a
f
f
e
c
te à
d
es
d
e
g
r
és
d
i
v
e
rs la
v
ie de
t
o
us les
h
o
m
m
e
s.
C
h
a
c
un a sa
part, fût-elle
m
o
d
e
s
t
e, de
c
r
é
a
t
i
on et de liberté.
C
'
e
st
p
o
u
r
q
u
oi
a
u
c
un
r
a
i
s
o
n
n
e
m
e
nt
p
r
o
b
a
b
i-
liste
ou
s
t
a
t
i
s
t
i
q
ue
ne
p
o
u
r
ra
j
a
m
a
is
e
n
f
e
r
m
er
d
u
r
a
b
l
e
m
e
nt les
c
o
m
p
o
r
t
e
m
e
n
ts
h
u
m
a
i
ns
m
ê
me
a
g
r
é
g
é
s.
Si
l
'
a
n
a
l
y
se
m
o
n
é
t
a
i
re
p
a
r
a
ît tellement
r
é
s
i
s-
t
a
n
te à
l
'
a
p
p
r
o
c
he
c
i
n
é
m
a
t
o
g
r
a
p
h
i
q
ue
d
o
nt
parle
B
e
r
g
s
o
n,
n
'
e
s
t
-
ce
p
as
j
u
s
t
e
m
e
nt
p
a
r
ce
q
u
e, à
c
ô
de
s
es
e
f
f
e
ts
s
t
a
t
i
s
t
i
q
u
es
au
s
e
ns
t
e
c
h
n
i
q
ue du
t
e
r
m
e, la
f
r
a
n
ge résiduelle
d
'
m-
c
e
r
t
i
t
u
de
de
la
p
o
l
i
t
i
q
ue
m
o
n
é
t
a
i
re
r
e
s
te
r
a
d
i-
c
a
l
e
m
e
nt non
n
é
g
l
i
g
e
a
b
le
et
d
o
nc
r
a
d
i
c
a
l
e-
ment
s
u
r
p
r
e
n
a
n
te
?
ll ne
s
'
a
g
it pas, pour
a
u
t
a
n
t,
de minimiser les
a
p
p
o
r
ts de la
t
h
é
o
r
ie
é
c
o
n
o-
m
i
q
ue à l'analyse
du
r
i
s
q
ue
au
c
o
u
rs
d
es
d
e
r-
n
i
è
r
es
d
é
c
e
n
n
i
e
s,
b
i
en qu'ils
r
e
p
o
s
e
nt
e
x
p
l
i-
c
i
t
e
m
e
nt
ou
i
m
p
l
i
c
i
t
e
m
e
nt sur
l
'
i
d
ée
d
'
e
s
p
a
c
es
p
r
o
b
a
b
i
l
i
s
a
b
l
es
(
et
de
p
r
o
b
a
b
i
l
i
t
és
s
u
b
j
e
c
t
i-
v
e
s
), où les «
é
t
a
ts de la
n
a
t
u
re »
s
o
nt
p
ar
d
é
f
i-
n
i
t
i
on
d
o
n
n
és à I
a
v
a
n
ce
Perspective et idéologie
D
e
ux
c
o
n
c
l
u
s
i
o
ns
i
n
t
e
r
d
é
p
e
n
d
a
n
t
es
é
m
e
r
g
e
n
t.
P
r
e
m
i
è
r
e
m
e
n
t, il est
f
o
n
d
a
m
e
n
t
al de se
s
i
t
u
er
d
a
ns une
p
e
r
s
p
e
c
t
i
ve
h
i
s
t
o
r
i
q
ue a long
t
e
r
me
si
l
'
on
v
e
ut
é
v
i
t
er
l
'
é
t
e
r
n
e
l
le
r
é
p
é
t
i
t
i
on
de
c
r
i-
s
es
f
i
n
a
n
c
i
è
r
es
et
é
c
o
n
o
m
i
q
u
es plus
ou moins
g
r
a
v
es
L'oubli des erreurs passées entraîne leur repro-
d
u
c
t
i
on
d
a
ns une suite sans
f
m.
D
e
u
x
i
è
m
e
m
e
n
t,
on
ne
d
o
it
p
as
p
r
e
n
d
re
la
s
c
i
e
n
ce
é
c
o
n
o
m
i
q
ue
t
r
op
au
s
é
r
i
e
u
x,
c
'
e
s
t
-
à
-
d
i
re
j
u
s
q
u
'
au
p
o
i
nt
de
m
é
t
a
m
o
r
p
h
o
s
er
d
es
m
o
d
è
l
es
t
h
é
o
r
i
q
u
es -
s
o
u
v
e
nt
i
n
s
p
i
r
és
p
ar
u
ne
a
c
t
u
a
l
i
t
r
op
p
r
o-
c
he
et
d
o
nt
la
n
a
t
u
re
m
ê
me
é
v
a
c
ue
l
'
h
o
m
me
d
a
ns
sa
c
a
p
a
c
i
c
r
é
a
t
r
i
ce
et
d
a
ns
sa
l
i
b
e
r
- en
d
o
g
m
es ou en
i
d
é
o
l
o
g
i
e
s, ce qui est mani-
f
e
s
t
e
m
e
nt
u
ne
t
e
n
t
a
t
i
on
p
o
ur
c
e
r
t
a
i
ns
s
c
i
e
n-
t
i
f
i
q
u
es en mal de
n
o
t
o
r
i
é
t
é. Et
d
'
a
i
l
l
e
u
r
s, les
i
d
é
o
l
o
g
i
e
s, elles
a
u
s
s
i,
se
c
o
n
f
o
r
m
e
nt à
d
es
s
c
h
é
m
as
c
y
c
l
i
q
u
es •
BIBLIOGRAPHIE
• Henri Bergson.
OEuvres, Édition du Centenaire,
Quadrige. PUF, 2007.
• Douglas C. North.
Understanding the Process
of Economie Change.
Princeton University Press,
2005.
• Stephen A. Ross.
Neoclassical Finance.
Princeton University Press, 2005.
F.
H. Knight.
Risk, Uncertainty and Profit.
N
e
w
y
o
r
k, Houghton Mifflin, 1921.
Aucun
raisonnement
probabiliste
ou statistique
ne pourra
jamais
enfermer
durablement
les compor-
tements
humains
Soyez le premier à déposer un commentaire !

17/1000 caractères maximum.