INTM 2006 portugais

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MANAGEMENT Année 2006 èreConcours d’entrée en 1 année Epreuve de Portugais Durée : 4 heures Coefficient : 6 Traitez les exercices suivants : I – VERSION 5 points II – THEME s III – QUESTIONS : III – 1 2,5 points III – 2 2,5 points III – 3 5 points N.B. : Ce document comporte 5 pages. 1I – VERSION Traduire le texte suivant en français. Portugal com abastecimento de gás natural garantido A Trangás, responsável pelo transporte e aprovisionamento de gás natural, tem contratados 5,7 mil milhões de metros cúbicos de gás natural por ano, dos quais 60% à Nigéria e 40% à Argélia, esclareceu à Lusa fonte oficial da Galp Energia, pelo que Portugal não será afectado pelo corte do fornecimento de gás da Rússia à Ucrânia, uma situação que está a preocupar a Europa. Hungria, Croácia e Roménia são para já os países que estão a registar quebras no abastecimento de gás devido ao corte de abastecimento feito pela Rússia à Ucrânia. A Hungria afirmou que a pressão do gás natural proveniente da Ucrânia baixou esta segunda-feira de 25 para 40 por cento. Na Roménia, o volume de gás fornecido baixou 25%, mas o Governo considera que as reservas são suficientes e o corte do abastecimento não deverá para já afectar os consumidores. Na Croácia, o volume de gás proveniente da Ucrânia baixou 18%, mas o país assegura ...
Publié le : jeudi 21 juillet 2011
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MANAGEMENT
Année 2006
Concours d’entrée en 1
ère
année
Epreuve de Portugais
Durée :
4 heures
Coefficient :
6
Traitez les exercices suivants :
I
– VERSION
5 points
II – THEME
5 points
III –
QUESTIONS :
III – 1
2,5 points
III – 2
2,5 points
III – 3
5 points
N.B. : Ce document comporte 5 pages.
1
I – VERSION
Traduire le texte suivant en français.
Portugal com abastecimento de gás natural garantido
A Trangás, responsável pelo transporte e aprovisionamento de gás natural, tem contratados
5,7 mil milhões de metros cúbicos de gás natural por ano, dos quais 60% à Nigéria e 40% à
Argélia, esclareceu à Lusa fonte oficial da Galp Energia, pelo que Portugal não será afectado
pelo corte do fornecimento de gás da Rússia à Ucrânia, uma situação que está a preocupar a
Europa.
Hungria, Croácia e Roménia são para já os países que estão a registar quebras no
abastecimento de gás devido ao corte de abastecimento feito pela Rússia à Ucrânia. A
Hungria afirmou que a pressão do gás natural proveniente da Ucrânia baixou esta segunda-
feira de 25 para 40 por cento. Na Roménia, o volume de gás fornecido baixou 25%, mas o
Governo considera que as reservas são suficientes e o corte do abastecimento não deverá para
já afectar os consumidores. Na Croácia, o volume de gás proveniente da Ucrânia baixou 18%,
mas o país assegura com recursos próprios cerca de 60% das suas necessidades.
A França já anunciou que o braço-de-ferro que opõe os dois países poderá afectar apenas 4%
do seu consumo de gás, uma vez que tem a possibilidade de comprar à Noruega e à Argélia.
A petrolífera estatal russa Gazprom anunciou domingo de manhã o corte do fornecimento de
gás à Ucrânia, depois de o Governo ucraniano ter recusado a última proposta russa, que previa
a manutenção dos preços actuais apenas durante os primeiros três meses de 2006 (… ).
« Visão »
- 2 de Janeiro de 2006
2
CORRIGE de la VERSION
Le Portugal a assuré son approvisionnement en gaz naturel
L’entreprise Trangás, qui assure le transport et l’approvisionnement en gaz naturel, a acheté
5,7 mille millions de mètres cubes de gaz naturel pour cette année, parmi lesquels 60% au
Nigéria et 40% en Algérie, indiqua à Lusa une source officielle de Galp Energia. Le Portugal
ne sera donc pas affecté par la coupure de gaz imposée par la Russie à l’Ukraine, une situation
qui préoccupe l’Europe.
La Hongrie, la Croatie et la Roumanie sont pour le moment les pays qui subissent des baisses
de gaz dû à la coupure effectuée par la Russie envers l’Ukraine. La Hongrie a déclaré que la
pression de gaz naturel en provenance de l’Ukraine a baissé ce lundi de 25 à 40 pour cent. En
Roumanie, la baisse a été de 25%, mais le gouvernement considère que ses réserves sont
suffisantes et que la coupure de gaz ne devra pas pour l’instant affecter les consommateurs.
En Croatie, le gaz provenant de l’Ukraine a subi une baisse de 18%, mais le pays assure avec
ses propres ressources environ 60% de ses besoins.
La France a déjà déclaré que le bras de fer qui oppose les deux pays ne pourra toucher que 4%
de sa consommation de gaz, puisqu’elle a la possibilité d’acheter à la Norvège et en Algérie.
L’entreprise pétrolière d’état russe Gazprom annonça dimanche matin la coupure totale de gaz
à l’Ukraine après que le gouvernement ukrainien a refusé la dernière proposition russe. Celle-
ci prévoyait de maintenir les prix actuels uniquement pendant les premiers trois mois de 2006
(…).
«
Visão
» - le 2 janvier 2006
3
II – THEME
Traduire le texte suivant en portugais.
Rester jeune dans son corps et dans sa tête
Le problème est simple. Grâce à la médecine, nous allons vivre très longtemps, jusqu’à 80-90
ans, disent les statistiques. Estimation faible, puisque nous continuons à engranger un an de
vie en plus tous les quatre ans. Imaginez : la France qui comptait 200 centenaires en 1950 en
aura 750 000 en 2050. Ce bébé tout neuf qui vous sourit : il verra l’an 2100 !
Est-ce un cadeau ? Pas forcément. Cette longévité extraordinaire, jamais vue dans l’histoire de
l’humanité, pose déjà de terribles problèmes. Or notre société, malgré de multiples
avertissements, n’a pas su se préparer à cet étonnant glissement des âges qui va allonger notre
vie de vingt à trente années.
Alors, que faire ? Nous adapter, pour éviter de gâcher ce supplément de vie qui est accordé.
Pour rester jeune dans son corps et dans sa tête. Jeune, c’est-à-dire actif, en bonne santé,
curieux, inséré dans la société. Jeune ! C’est un devoir civique.
Ce ne sera pas facile. Il faudra changer nos habitudes et nos mentalités, accepter d’autres
règles de vie, revoir la place et la pratique de la médecine dans notre société. Mais quel
bénéfice ! Vingt ans d’amour, de plaisir et d’activité. Vingt ans de découvertes, de passions,
de lecture, de musique. Vingt ans de vie en plus.
« Le Nouvel Observateur »
- du 19 au 25 janvier 2006
4
CORRIGE du THEME
Permanecer jovem de corpo e de espírito
O problema é simples. Graças à medicina, vamos viver muito tempo, até aos 80-90 anos,
segundo dizem as estatísticas. Estas estimativas não são famosas , já que continuamos, de
quatro em quatro anos, a ganhar um ano de vida a mais. Imaginem : a França que contava 200
centenários em 1950 contará 750 000 em 2050. Este bebezinho que vos sorri verá o ano
2100 !
Será um presente ? Não nos parece. Esta longevidade extraordinária, nunca vista na história
da humanidade, já está a colocar problemas terríveis. E a nossa sociedade, apesar de
numerosas advertências, não soube preparar-se para enfrentar este espantoso deslocamento de
idades que nos vai prolongar a vida entre vinte a trinta anos.
Então, o que fazer ? Adaptarmo-nos para evitar desperdiçar o suplemento de vida que nos é
concedido. Para permanecer jovem de corpo e de espírito.Jovem, quer dizer activo, com
saúde, curioso, inserido na sociedade.Jovem ! É um dever cívico.
Não será fácil. Será necessário mudar hábitos e mentalidades, aceitar outras regras de vida,
rever o lugar e a prática da medicina na nossa sociedade. Mas que benefício ! Vinte anos de
amor, de prazer e de actividade. Vinte anos de descobertas, de paixões, de leitura, de música.
Vinte anos de vida a mais.
«
Le Nouvel Observateur
» - de 19 a 25 de
Janeiro de 2006
5
III – Lire attentivement le texte suivant et répondre ensuite aux questions.
A via do Zen
Como é possível alcançarmos a integração interior numa sociedade tão desagregada ? Esta é
uma grande dúvida, em forma de desafio, com que somos confrontados numa época de
transformações aceleradas, de crise de valores, de equilíbrios instáveis, em que desejamos
desesperadamente dar um sentido à nossa vida.
Privados da ligação com a natureza, submergidos na espiral do quotidiano, lutamos contra a
ansiedade gerada pelo carácter inconstante. Procuramos respostas, tentamos aproximar-nos de
alguma coisa que nos concilie com a vida e hesitamos face à proliferação de caminhos que se
nos apresentam.
Um mero adjectivo ?
Por contraponto a uma ética cristã exigente que nos intima a virarmo-
nos para fora, para o próximo, a ajudarmos os que sofrem, a perdoarmos os que nos ofendem,
muitos de nós, cada vez mais ancorados num individualismo exacerbado, somos facilmente
seduzidos por alternativas mais consonantes com a satisfação dos nossos interesses pessoais e
imediatos.E é curiosa a forma como, de há umas décadas a esta parte, se tem vindo a declarar
um fascínio generalizado pelas filosofias orientais, evitando-se prudentemente mencionar a
palavra Deus ou Transcendência.
Na opinião do americano Alan Wallace, físico e filósofo, doutorado em estudos religiosos
pela Universidade de Stanford, „ Não podemos viver sem valores espirituais, e a ciência não
consegue dar-nos um sentido para a vida. O que ocorre actualmente é que se tenta reduzir o
Budismo e outras tradições místicas – e até o Cristianismo – a valores que sirvam a todos,
deixando de lado a visão transcendental do ser e do universo. Mas não há Budismo sem
crença, assim como não há Cristianismo sem fé“.
E, de facto, se virmos bem, proliferam os centros e os institutos que, muito embora não
abdiquem do « certificado de qualidade » do misticismo oriental, vendem a peso de ouro
técnicas de relaxamento, de introspecção e de concentração, como se se tratasse de meros
produtos terapêuticos, receitas « medicinais » para nos aliviarmos do stress e manter a boa
forma física.
O Zen tornou-se hoje numa moda e num artifício comercial. E o adjectivo parece ser muito
eficaz : temos restaurantes Zen, decoração Zen, mobiliário Zen, iogurtes Zen, cremes e todo o
tipo de tratamentos milagrosos para pacificar a mente. Perante qualquer problema, nada como
uma solução Zen, uma atitude Zen que proporcione momentos de evasão à realidade. Mas,
identificadas as artimanhas de um marketing em ascensão, que não hesita em utilizar a palavra
Zen para oferecer um consolo imediato aos males que nos atormentam, há que distinguir a
frivolidade da verdadeira substância.
« Público »
- 3 de Dezembro de 2005
6
QUESTIONS
III – 1 –
Como é que o autor do artigo caracteriza a sociedade actual ? ( Sirva-se da totalidade
do artigo ).
III – 2 –
Em que consiste “a via do Zen” ?
III – 3 – A utilização
comercial do Zen :
Desenvolva este tema, baseando-se no conteúdo do
artigo : aproximadamente 15 linhas.
CORRIGE des QUESTIONS
III – 1 –
Para o autor do artigo, a sociedade actual é extremamente instável. Na verdade, o
homem já não pode contar com os valores tradicionais que constituíam um pilar para a sua
existência, as transformações são cada vez mais rápidas, o dia-a-dia cada vez mais stressante
de modo que o homem tem imensa dificuldade em encontrar um sentido para a sua vida.
Talvez por estas razões, o homem se « vire » para si próprio, caindo num individualismo
exacerbado, outra das características da sociedade actual.
III – 2 –
A via do Zen é um “caminho” para encontrar uma certa serenidade interior e tentar
dar um “sentido à nossa vida” (linha 4). Antigamente, as pessoas encontravam tudo isto no
cristianismo, só que actualmente, o “virarmo-nos para fora, para o próximo” ( linha 10) não
corresponde à tendência actual para satisfazer “os nossos interesses pessoais e imediatos (
linha 13). Daí o fascínio das pessoas pelas filosofias orientais, o Budismo, etc.
III – 3 –
Podemos considerar que a sociedade ocidental se baseia em valores ultrapassados,
inadaptados ao mundo actual e por consequência ineptos a dar ao homem aquilo de que ele
necessita : uma certa tranquilidade, um equilíbrio, o bem-estar.
É portanto perfeitamente normal que o homem vá procurar noutro lado aquilo que já não
encontra, por exemplo, na religião cristã. Todos sabemos que os orientais conseguiram uma
síntese bastante eficaz entre o exterior e o individual e que dão muita atenção ao equilíbrio
entre o corpo e o espírito. O entusiasmo pelas filosofias orientais justifica-se perfeitamente e
há centros extremamente sérios, de meditação, relaxamento, ioga, e até alimentação.
O resto é como tudo : sempre que uma sociedade « vai mal » e tenta encontar maneiras de se
sentir melhor, aí está a exploração, o marketing desenfreado, para obter lucro com a
infelicidade dos outros. Infelizmente, vivemos numa sociedade de dinheiro, são os
consumidores, neste caso do Zen, que devem estar atentos e não cair na caricatura : ter
decoração Zen, comer iogurtes Zen, etc, etc ( ver último parágrafo).
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