Adaptação do cavalo Pantaneiro ao estresse da lida diária de gado no Pantanal, Brasil (Physiological adaptations of the Pantaneiro horse to stress related daily work with cattle in the Pantanal, Brasil)

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Resumo
A região pantaneira apresenta características bioclimáticas peculiares, como ambiente extremamente quente e inóspito. Neste ambiente, o único cavalo que suporta extensas marchas e manejo do gado diário é o Pantaneiro, animal de origem Ibérica que se naturalizou na região através de centenas de anos de seleção natural. Este estudo teve como objetivo avaliar a freqüência cardíaca e respiratória (indicadores de adaptação) de cavalos Pantaneiros usados na lida diária do gado, na sub-região da Nhecolândia, Pantanal. No período de 5 a 8 de julho de 2003, foram registradas a freqüência respiratória e freqüência cardíaca antes, imediatamente depois e 30 minutos após o trabalho com gado de 12 cavalos, sendo 7 testados duas vezes, num total de 19 observações. Estes cavalos foram avaliados na parte da manhã e da tarde, conforme o turno do trabalho. Os animais trabalharam em média 5 horas no período da manhã e 8 horas no período da tarde. As taxas cardíacas antes, imediatamente depois e 30 minutos após o exercício foram respectivamente de 37,6, 50,0 e 46,1 na parte da manhã e 42,8, 46,2 e 43,9 na parte da tarde. As taxas respiratórias antes, imediatamente depois e 30 minutos após o exercício foram respectivamente de 24,8, 36,6 e 35,1 na parte da manhã e 29,3, 29,6 e 28,5 na parte da tarde. As diferenças encontradas na parte da manhã provavelmente se deve ao aumento da temperatura no decorrer da manhã, ao contrário do que ocorreu no decorrer da tarde. Conclui-se que os cavalos Pantaneiros usados rotineiramente no trabalho de gado são adaptados ao estresse do exercício, cuja resposta é variável em função das temperatura ambiente.
Abstract
The Pantanal region of Brazil has some distinct bio-climatic characteristics making it a very hot and inhospitable environment. The only breed of horse that can support the long treks, and daily management of cattle in this environment is the Pantaneiro, that is a Iberian origin animal naturalized in the region through natural selection by centuries. This study aimed to evaluate the heart and respiratory rates (adaptation indicators) of Pantaneiro horses that daily work cattle in the Nhecolândia sub-region, Pantanal. Between the 5th and 8th of July 2003 these adaptation indicators were measured before, immediately after and 30 minutes after exercise on 12 horses, 7 of which were evaluated on two occasions, totaling 19 observations. The latter were evaluated in the morning and in the afternoon. The horses worked on average 5 hours in the morning and 8 in the afternoon. The heart rate immediately after and 30 minutes after exercise were 37.6, 50.0 and 46.1, respectively, in the morning and 42.8, 46.2 and 43.9 in the afternoon. Respiratory rate for the same times were 24.8, 36.6 and 35.1, respectively, in the morning and 29.3, 29.6 and 28.5 in the afternoon. Significant differences found between morning and afternoon measurements were probably due to na increase in environmental temperature. No significant differences were found between the three afternoon measurements. It was concluded that the Pantaneiro horse, used routinely in cattle work, is well adapted to exercise stress, and changes in physiological parameters are due to fluctuations in environmental temperatures.
Publié le : samedi 1 janvier 2005
Lecture(s) : 92
Source : Archivos de Zootecnia 0004-0592 2005 Vol. 54 Núm. 206 pp: 509-513
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ADAPTAÇÃO DO CAVALO PANTANEIRO AO ESTRESSE DA LIDA
DIÁRIA DE GADO NO PANTANAL, BRASIL
PHYSIOLOGICAL ADAPTATIONS OF THE PANTANEIRO HORSE TO STRESS RELATED
TO DAILY WORK WITH CATTLE IN THE PANTANAL, BRASIL
1 2 2 3 4Silva, L.A.C. da , S.A. Santos , R.A.S. Silva , C. McMannus e H. Petzold
1Aluna do curso de Zootecnia da UCDB/ IESPAN. Rua Tamandaré, 673. 79370-000, Ladário, MS. Brasil.
E-mail: zoopan2000br@yahoo.com.br
2Pesquisadores da Embrapa Pantanal. C. Postal 109. 79320-900 Corumbá, MS. Brasil.
3Pesquisadora da UnB. 770919-970, Brasília, DF. Brasil.
4Técnico Agrícola da Embrapa Pantanal. C. Postal 109. 79320-900 Corumbá, MS. Brasil.
ADDITIONAL KEYWORDSPALAVRAS CHAVE ADICIONAIS
Condicionamento. Conservação de animais do- Animal genetic resources. Conditioning. Exercise
mésticos in situ. Fisiologia do exercício. Recur- physiology. In situ conservation of farm animal.
sos genéticos animais.
RESUMO
A região pantaneira apresenta característi- cardíacas antes, imediatamente depois e 30
minutos após o exercício foram de 37,6, 50,0 ecas bioclimáticas peculiares, como ambiente
extremamente quente e inóspito. Neste ambien- 46,1 na parte da manhã e 42,8, 46,2 e 43,9 na
te, o único cavalo que suporta extensas marchas parte da tarde na misma ordem. As taxas
e manejo do gado diário é o Pantaneiro, animal de respiratórias antes, imediatamente depois e 30
origem Ibérica que se naturalizou na região minutos após o exercício foram respectivamente
através de centenas de anos de seleção natural. de 24,8, 36,6 e 35,1 na parte da manhã e 29,3,
29,6 e 28,5 na parte da tarde. As diferençasEste estudo teve como objetivo avaliar a
freqüência cardíaca e respiratória (indicadores encontradas na parte da manhã provavelmente
de adaptação) de cavalos Pantaneiros usados se deve ao aumento da temperatura no decorrer
na lida diária do gado, na sub-região da da manhã, ao contrário do que ocorreu no
Nhecolândia, Pantanal. No período de 5 a 8 de decorrer da tarde. Conclui-se que os cavalos
julho de 2003, foram registradas a freqüência Pantaneiros usados rotineiramente no trabalho
de gado são adaptados ao estresse do exercício,respiratória e freqüência cardíaca antes,
imediatamente depois e 30 minutos após o trabalho cuja resposta é variável em função das tempe-
com gado de 12 cavalos, sendo 7 testados duas ratura ambiente.
vezes, num total de 19 observações. Estes
cavalos foram avaliados pela manhã e da tarde,
conforme o turno do trabalho. Os animais SUMMARY
trabalharam em média 5 e 8 horas nos períodos
da manhã e tarde respectivamente. As taxas The Pantanal region of Brazil has some distinct
Arch. Zootec. 54: 509-513. 2005.
AdaptacaoSilva.p65 509 22/12/2005, 12:53SILVA, SANTOS, SILVA, MCMANNUS E PETZOLD
bio-climatic characteristics making it a very hot rísticas bioclimáticas peculiares e
and inhospitable environment. The only breed of dinâmicas, como inundações periódi-
horse that can support the long treks, and daily cas, secas, ambiente extremamente
management of cattle in this environment is the quente, etc. e o cavalo Pantaneiro tem
Pantaneiro, that is a Iberian origin animal mostrado ser um animal adaptado a
naturalized in the region through natural selection estas condições.
by centuries. This study aimed to evaluate the Quando o trabalho (exercício físi-
heart and respiratory rates (adaptation indicators) co) é efetuado num ambiente quente,
of Pantaneiro horses that daily work cattle in the
cargas de calor são produzidas,
Nhecolândia sub-region, Pantanal. Between the
impondo grandes demandas sobre a
5th and 8th of July 2003 these adaptation indicators
função termorregulatória, necessitando
were measured before, immediately after and 30
de redistribuição do calor para a peleminutes after exercise on 12 horses, 7 of which
visando a perda de calor, o que resultawere evaluated on two occasions, totaling 19
num aumento da freqüência cardíacaobservations. The latter were evaluated in the
(McConaghy, 1994). Segundo Ridgwaymorning and in the afternoon. The horses worked
(1994) a freqüência cardíaca pode seron average 5 hours in the morning and 8 in the
usada como um indicador para deter-afternoon. The heart rate immediately after and
minar o nível de adaptação e a30 minutes after exercise were 37.6, 50.0 and
46.1, respectively, in the morning and 42.8, 46.2 habilidade do animal a continuar o
and 43.9 in the afternoon. Respiratory rate for trabalho ou exercício.
the same times were 24.8, 36.6 and 35.1, O aumento da atividade respiratória
respectively, in the morning and 29.3, 29.6 and também é um meio importante para a
28.5 in the afternoon. Significant differences perda de calor por evaporação nos
found between morning and afternoon measu- animais mantidos sob temperatura ele-
rements were probably due to an increase in vada. A freqüência respiratória au-
environmental temperature. No significant menta com a temperatura do ar, acen-
differences were found between the three tuando-se acima de 29°C. Acima de
afternoon measurements. It was concluded that
30°C, a contribuição proporcional da
the Pantaneiro horse, used routinely in cattle
atividade respiratória diminui face
work, is well adapted to exercise stress, and
ao aumento da perda de calor por
changes in physiological parameters are due to
evaporação de água na superfície cor-fluctuations in environmental temperatures.
poral, via sudorese. A atividade
respiratória e a sudorese se com-
plementam no sentido de que animaisINTRODUÇÃO
com baixa capacidade para suar, nor-
No Pantanal, os bovinos são cria- malmente tem alta capacidade para
dos em grandes fazendas de forma ofegar.
extensiva e o cavalo Pantaneiro exerce Este estudo teve como objetivo
avaliar a freqüência cardíaca epapel fundamental no manejo desses
respiratória de cavalos Pantaneirosanimais. Diariamente, os peões
submetidos a lida diária no Pantanalpercorrem as invernadas para verifi-
carem o estado geral do rebanho geral. (estresse do exercício), na sub-região
A região pantaneira apresenta caracte- da Nhecolândia, Pantanal.
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AdaptacaoSilva.p65 510 22/12/2005, 12:53ADAPTAÇÕES DO CAVALO PANTANEIRO A O TRABALHO DE GADO NO PANTANAL
MATERIAL E MÉTODOS na parte da tarde. As diferenças en-
contradas pela manhã provavelmente
Este estudo foi efetuado na fazenda se devem ao aumento da temperatura
Nhumirim, propriedade da Embrapa no decorrer do período (a temperatura
Pantanal, localizada na sub-região da elevou-se de 22°C às 8:00 horas para
Nhecolândia, Pantanal. A fazenda tem 32°C às 11:00 horas). Vale destacar
cerca de 4000 ha, tamanho abaixo da que pela manhã, os animais retornaram
área média das fazendas da região do trabalho por volta das 11:00 horas,
(cerca de 10000 ha). Em julho de 2003 próximo do horário mais quente do dia.
(período de seca) foram acompanhados Por outro lado no período da tarde, os
12 cavalos Pantaneiros usados na lida animais retornaram do trabalho em
diária do gado. Como a fazenda horáriocuyas temperaturas eram mais
apresenta pequena extensão, os peões amenas. Nota-se também que os valo-
geralmente trabalham em dois turnos res iniciais das freqüências cardíacas
(manhã e tarde). na parte da manhã foram menores do
De 5 a 8 de julho de 2003 foram que os valores iniciais da parte da
registradas as freqüências respiratória tarde. Os resultados encontrados no
e cardíaca antes, imediatamente depois período da manhã mostram que a FR
e 30 minutos após o exercício de 12 foi diferente significativamente antes
cavalos, sendo 7 testados duas vezes. e imediatamente após o trabalho, mas
Estes cavalos foram avaliados pela não entre imediatamente após o trabalho
manhã e tarde.
Considerando-se 12 cavalos dife-
Tabela I. Parâmetros fisiológicos médios
rentes, num total de 19 observações,
de cavalos Pantaneiros durante trabalho
as diferenças dos parâmetros fisiológi-
de lida diária de gado na fazenda Nhumirim,
cos entre os momentos foram feitas
sub-região da Nhecolândia, em julho de
pelo teste t pareado (SAS, 1999). Para
2003. (Means physiological parameters of
análise de variância usou-se o modelo
Pantaneiros horses during daily work with cattle
linear, considerando hora do dia como
in the Nhumirim farm, Nhecolândia sub-region,
fator fixo e temperatura ambiental
Pantanal, in July 2003).
como covariável.
Freqüência cardíaca respiratória
RESULTADOS E DISCUSSÃO Manhã
a aAntes do trabalho 37,6 24,8
b bOs animais trabalharam em média Após o trabalho 50,0 36,6
c bcinco e oito horas nos períodos da Após 30 m de descanso 46,1 35,1
manhã e tarde respectivamente. Na Tarde
a aAntes do trabalho 42,8 29,3tabela I estão apresentados os
a aApós o trabalho 46,2 29,6parâmetros fisiológicos (freqüência
a a 43,9 28,5respiratória e freqüência cardíaca) an-
tes, logo após e 30 minutos após o
Letras distintas na mesma coluna, indicamtrabalho. Não houve diferenças signi-
diferença significativa pelo teste t (p<0,05).
ficativas entre os momentos avaliados
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e 30 minutos após descanso. 46,2 batidas por minuto na parte da
Os resultados da análise de manhã e tarde, respectivamente. Es-
variância mostraram que a temperatu- tes valores mais baixos, provavelmente
ra ambiente não influenciou significa- se devem a duração do exercício.
tivamente a freqüência respiratória nos No entanto, a capacidade de
momentos avaliados. A freqüência recuperação da FC após o exercício
respiratória é dependente da tempera- pode ser um indicador valioso na
tura ambiente durante o descanso e avaliação da adaptação do animal ao
exercício, aumentando 1,9 respirações/ exercício e à temperatura ambiente.
minuto para cada 1°C de aumento da Os valores de FC após 30 minutos de
temperatura corporal. A não signi- recuperação foram 46,1 e 43,2 bati-
ficância encontrada neste estudo das/minuto na parte da manhã e tarde
provavelmente se deve ao pequeno respectivamente, semelhantes ao en-
número de observações e temperatu- contrado por Santos et al. (2002).
ras avaliadas, porém, mostra a Neste estudo, embora os animais
adaptação do cavalo Pantaneiro nas tenham se estressado mais na parte da
situações ambientais estudadas. Con- manhã devido ao aumento da tempera-
forme Paludo et al. (2002), a FR é a tura ambiente, os resultados de FC
primeira linha de defesa fisiológica após recuperação de 30 minutos
quando aumenta o estresse térmico ou indicaram que os cavalos mostraram
estresse por exercício. adaptação às condições ambientes
Com relação a freqüência cardía- enfrentadas durante o trabalho. San-
ca, esta foi diferente significativamente tos et al. (2002) compararam a
entre todos os momentos avaliados freqüência cardíaca de cavalos
somente na parte da manhã (tabela I). Pantaneiros com outras raças e mulas
Nos resultados da análise de variância, após uma cavalgada de 12 dias através
observou-se a FC foi influenciada do Pantanal e verificaram que a FC
significativamente (p<0,05) pela tem- após a recuperação foi em média de
peratura ambiente. Segundo McCo- 43,0; 63,0; 53,0 e 46,0 batidas por
naghy (1994) quando há aumento da minuto para cavalos Pantaneiros,
temperatura ambiente, também há au- Criolos, mestiços Criolos e mulas, res-
mento da freqüência cardíaca visando pectivamente. Todos estes valores en-
a perda de calor. contrados estão próximos a faixa de 25
Santos et al. (2001) avaliaram a 50 batidas/minuto encontrada em
cavalos Pantaneiros durante uma prova animais em descanso (Evans et al.,
de resistência, em época quente, 1995).
caminhando a trote, numa distância de Vale salientar que os cavalos
76 Km num único dia, com temperatu- avaliados neste estudo são usados há
ra ambiente máxima de 33,1°C e anos no trabalho diário, onde é feito um
umidade relativa do ar de 84 p.100. A rodízio entre os animais, dependendo
taxa cardíaca dos cavalos logo após o das condições corporais. Segundo San-
exercício foi de cerca de 80 batidas por tos et al. (2000) cavalos em trabalho
minuto, bem acima dos valores encon- periódico mostraram melhor adaptação
trados neste estudo, que foi de 50 e ao exercício do que animais em des-
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canso por mais do que 30 dias. tidos a variações de temperatura diária
de 22°C a 32°C mostraram capacidade
de adaptação em termos de freqüência
CONCLUSÕES cardíaca e freqüência respiratória. No
entanto, esta resposta foi variável em
Os cavalos Pantaneiros submetidos função da hora do dia, dependente
a 5-8 horas diárias de trabalho (nível de principalmente da variação da tempe-
estresse) de lida no Pantanal subme- ratura ambiente.
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AdaptacaoSilva.p65 513 22/12/2005, 12:53

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