DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS NA CULTURA DE FEIJOEIRO (Phaseolus vulgaris L.)

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Resumen
O feijoeiro é atacado, além de fungos, nematóides e bactérias, por vírus que podem causar danos e
perdas numa lavoura. As doenças causadas por vírus têm exercido um papel relevante na baixa produtividade do feijoeiro no Brasil e outros países Latino-Americanos. Os métodos de controle para as viroses de plantas
cultivadas são, em geral, muito restritos. Pela falta desta informação e pela importância da cultura do feijão, se
traz esta revisão, onde são relatadas as doenças virais mais importantes desta cultura dentro do Brasil e fora
dele, explicando detalhadamente sua sintomatologia, etiologia e seu controle. As doenças viróticas mais
importantes no feijoeiro no Brasil são o bean common mosaic virus (BCMV), bean golden mosaic virus
(BGMV), bean rugose mosaic virus (BRMV), cowpea mild mottle virus (CpMMV) e southern bean mosaic
virus (SBMV). Esta revisão traz o mais importante em relação às doenças primordiais causadas por vírus de
plantas na cultura de feijão.
Abstract
The bean is attacked, in addition to fungi, nematodes and bacteria, by a virus that can cause injury and loss
on a crop. The diseases caused by viruses have played a role in the low productivity of beans in Brazil and
other Latin-American countries. The control for viral diseases of cultivated plants is in general, very limited. For lack of this information and for the importance of culture, it brings this review, where the most important
diseases caused by viruses in bean, within Brazil and abroad, detailing their symptoms, etiology and control
are described. The virus related whit the most important diseases in Brazil are the bean common mosaic virus
(BCMV), bean golden mosaic virus (BGMV), bean rugose mosaic virus (BRMV), cowpea mild mottle virus
(CpMMV) and southern bean mosaic virus (SBMV). This review describes the principal aspects related to
the most important diseases caused by plant viruses in common bean crop.
Publié le : samedi 1 janvier 2011
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Source : Ciencia y Tecnología 1390-4043 (2010) Vol. 3 Num. 2
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DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS NA CULTURA DE FEIJOEIRO
(Phaseolus vulgaris L.)
⌂ Felipe Rafael Garcés Fiallos
Unidad de Investigación Científca y Tecnológica, Universidad Técnica Estatal de Quevedo, km 7 vía
⌂Quevedo - El Empalme, C. P. 73. Mocache, Los Ríos, Ecuador. felipegarces23@yahoo.com
Resumo AbstRAct
feijoeiro é atacado, além de fungos, nematóides he bean is attacked, in addition to fungi, nematodes O e bactérias, por vírus que podem causar danos e Tand bacteria, by a virus that can cause injury and loss
perdas numa lavoura. As doenças causadas por vírus têm on a crop. The diseases caused by viruses have played
exercido um papel relevante na baixa produtividade do a role in the low productivity of beans in Brazil and
feijoeiro no Brasil e outros países Latino-Americanos. other Latin-American countries. The control for viral
Os métodos de controle para as viroses de plantas diseases of cultivated plants is in general, very limited.
cultivadas são, em geral, muito restritos. Pela falta desta For lack of this information and for the importance of
informação e pela importância da cultura do feijão, se culture, it brings this review, where the most important
traz esta revisão, onde são relatadas as doenças virais diseases caused by viruses in bean, within Brazil and
mais importantes desta cultura dentro do Brasil e fora abroad, detailing their symptoms, etiology and control
dele, explicando detalhadamente sua sintomatologia, are described. The virus related whit the most important
etiologia e seu controle. As doenças viróticas mais diseases in Brazil are the bean common mosaic virus
importantes no feijoeiro no Brasil são o bean common (BCMV), bean golden mosaic virus (BGMV), bean
mosaic virus (BCMV), bean golden mosaic virus rugose mosaic virus (BRMV), cowpea mild mottle virus
(BGMV), bean rugose mosaic virus (BRMV), cowpea (CpMMV) and southern bean mosaic virus (SBMV).
mild mottle virus (CpMMV) e southern bean mosaic This review describes the principal aspects related to
virus (SBMV). Esta revisão traz o mais importante em the most important diseases caused by plant viruses in
relação às doenças primordiais causadas por vírus de common bean crop.
plantas na cultura de feijão.
Palavras chave: Phaseolus vulgaris L., vírus, manejo Key words: Phaseolus vulgaris L., virus, management
e controle. and control.
IntRodução
família Fabaceae é constituída por muitos feijoeiro no Brasil, e outros países Latino-Americanos, Agêneros e espécies, sendo umas das principais a sendo as mais numerosas as ocasionadas por fungos
soja [Glycine max (L.) Merrill], e o feijão (Phaseolus seguindo-se as de etiologia viral, algumas tendo
vulgaris L.) A cultura do feijão é uma das leguminosas adquirido expressiva importância econômica (Gamez,
mais semeadas, sendo de grande importância econômica 1977).
no Brasil, atingindo uma área nacional semeada na Os métodos de controle para as viroses de
primeira e segunda safra de 2008 / 2009 de 1.44 e 1.97 plantas cultivadas são muito restritos. Pela falta desta
milhões de hectares, respectivamente (CONAB, 2009), informação e pela importância da cultura do feijão, se
com produção média estimada a nível nacional de 830 traz esta revisão, onde são relatadas as doenças mais
-1kg.ha , sendo 7.2% superior à safra passada (IBGE, importantes da cultura causadas por vírus, dentro do
2009). Brasil e fora dele, explicando detalhadamente sua
No Brasil o feijão é utilizado na alimentação sintomatologia, etiologia e seu controle.
básica, sendo assim que esse país é o maior produtor As doenças causadas por vírus mais importantes
mundial e o maior consumidor, seguido da Índia, no feijoeiro no Brasil são o bean common mosaic virus
China, México, Estados Unidos e Uganda (Zuppi et al., (BCMV), bean golden mosaic virus (BGMV), bean
2005). De acordo com Almeida et al. (2005), já foram rugose mosaic virus (BRMV), cowpea mild mottle virus
identifcadas, aproximadamente, 40 doenças na cultura (CpMMV) e southern bean mosaic virus (SBMV).
da soja no Brasil, sendo que seis são causadas por vírus.
O feijoeiro é atacado além de fungos, nematóides e
bactérias, por vírus que podem causar danos e perdas Mosaico comum do feijoeiro – Bean common
numa lavoura. As doenças causadas por vírus têm mosaic vírus (BCMV)
exercido um papel relevante na baixa produtividade do
primeiro reporte do mosaico comum do feijoeiro,
Recibido: Mayo, 2010. Aceptado: Agosto, 2010. O foi nos Estados Unidos de América no ano 1917 Publicado como ARTÍCULO DE REVISION en Ciencia y Tecnología 3(2):
1-6. 2010 (Hall, 1991). Antes do aparecimento de variedades
1Garcés.
resistentes, o mosaico comum era a doença virótica com vírus isométricos, destacando-se o bean rugose
de maior importância econômica para a cultura do mosaic virus (BRMV), família Comoviridae, gênero
feijoeiro, atingindo uma incidência de 50 até próximo Comovirus. Provoca danos que podem variar de 30
de 100 % (Bianchini et al., 2005). Esta doença afeta, a 100%, dependendo do cultivar, estádio da planta,
principalmente, o feijão francês, embora também outras população do vetor, presença de hospedeiros alternativos
espécies de feijão (Agrios, 2005). e condições ambientais (Faria et al., 1996). Este vírus tem
uma restrita gama de hospedeiros, confnada quase que,
Sintomatologia exclusivamente, a espécies da família das leguminosas,
sendo algumas de interesse econômico como o feijoeiro
Bianchini et al. (2005), menciona que comum e a soja (Moreira e Gaspar, 2002). Pode atingir
compreende mosaico foliar acompanhando as nervuras. também, espécies como chícharo, trevo, ervilha, acácia
Quando os sintomas são mais severos, ocorre formação preta, gladíolo e abóbora amarela (Agrios, 2005).
de bolhas nas áreas verdes escuras, enrolamento,
retorcimento e diminuição de tamanho dos folíolos. Sintomatologia
Existe também uma necrose sistêmica, se caracterizando
por uma necrose vascular, evoluindo do ápice para a As infecções mistas ocorrem principalmente
base da planta, descoloração do caule e necrose das na safra da seca, período em que se observa maior
nervuras nos folíolos, seguida da morte apical e morte incidência do BGMV. Os danos provocados nestes casos
da planta são mais severos que aqueles causados pelas infecções
individuais por qualquer um dos vírus (Gasparin et al.,
Etiologia 2005).
Os sintomas mais predominantes são o
Causado pelo Bean commom mosaic virus mosaico amarelo intenso em todo o limbo foliar,
(BCMV), pertencente à família Potyviridae, gênero podendo ocorrer nanismo, encurtamento de entre-nós,
Potyvirus, pode causar perdas de 35 a 98% da produção, perda de dominância apical e brotamento das gemas
dependendo do estádio da planta na época da infecção axilares (Furlan, 2004). Há, também, que assinalar que
(Faria et al., 1996). O BCMV possui partículas alongadas os sintomas incitados pela mosca branca transmissíveis
fexíveis, medindo 12-15 nm de diâmetro e 720-770 nm por este Begomovirus incluem intensa clorose foliar,
de comprimento e seu ácido nucléico é do tipo RNA deformação das vagens e atrofamento das plantas
de fta simples (Bianchini et al., 2005). O mesmo autor (Galvez e Morales, 1994).
relata que a transmissão é por sementes, mecanicamente O principal sintoma celular é a mudança da
de planta a planta e por pulgões, sendo este o vetor desta morfologia dos cloroplastos, especialmente no sistema
doença, com forma de transmissão não persistente. lamelar, mas podem ocorrer sintomas também nos
tecidos do foema e células adjacentes ao parênquima.
Controle Também, ocorre aumento de tamanho do nucléolo, que
se condensa em regiões granulares fbrilares, e mais tarde
O controle do vírus do mosaico comum, deve toma a forma de anéis, de tamanho e número variados
ser iniciado com a escolha da cultivar (resistente) e da por núcleo (Lemos et al., 2003). Finalmente, quando
semente (de boa qualidade ftossanitária) a ser utilizada partículas virais aparecem no núcleo, a capacidade de
para semeadura (Hall, 1991). Reis et al. (2007), relatam, translocação de solutos na planta é difcultada, afetando
também, a eliminação de plantas doentes e controle do a produtividade do feijoeiro (Faria et al., 1996).
vetor.
Etiologia
Mosaico dourado do feijoeiro – Bean golden mosaic O mosaico dourado, doença causada por um
virus (BGMV) geminivírus, é um dos principais problemas na cultura
do feijão na América Latina (Galvez e Morales, 1989).
O mosaico dourado do feijoeiro é a virose mais Furlan (2004) considera que as condições favoráveis
importante que ocorre no Brasil e é causado pelo bean são uma temperatura elevada, ao redor de 30°C. e baixa
golden mosaic virus (BGMV), família Geminiviridae, umidade (aumento da população do vetor). O mesmo
gênero Begomovirus (Gasparin et al., 2005). O mesmo autor menciona que o vetor é Bemisia tabaci (mosca
autor menciona que no Estado do Paraná têm sido branca) biótipos A e B. O vírus é detectado mediante
observadas infecções simples do BGMV, ou infecções técnicas de hibridização de ácidos nucléicos (Gilbertson
mistas, tanto com espécies de outros geminivirus, como et al., 1991).
2 Ciencia y Tecnología. 2010. 3(2): 1-6Doenças causadas por vírus na cultura de feijoeiro
Controle características de mosaico e deformação nas folhas
(Hall, 1991).
A resistência ao BGMV pode ser controlada
pela adição de genes em linhagens suscetíveis, por Etiologia
cruzamentos dialélicos ou não, seguida de sucessivas
gerações de autofecundação e presença do vírus. O bean rugose mosaic virus (BRMV) pertence
Deve-se lembrar que outras características de mercado à família Comoviridae, gênero Comovirus (Gasparin
como tamanho, aparência da semente, paladar, porte et al., 2005), podendo existir em infecções mistas,
e precocidade da planta, também, devem ser levadas com espécies de outros Begomovirus, como é o bean
em consideração e poderão alterar a classifcação das common mosaic virus.
progênies selecionadas na condução de experimentos O genoma dos Comovírus é composto por duas
futuros (Juliatti et al., 2005). moléculas de RNA de fta simples, sentido positivo,
Rodrigues et al. (1997), constataram que a encapsuladas separadamente em partículas icosaédricas
diminuição do número de moscas brancas é proporcional à com diâmetro de 28 a 30 nm. Os dois RNAs possuem
queda da temperatura. Assim, estes autores recomendam uma proteína viral (VPg) ligada covalentemente às suas
efetuar a semeadura do feijão nas águas, no período de extremidades 5’, e uma cauda poli-A nas extremidades
Outubro a Novembro e, no Outono-Inverno, da segunda 3’ (Castillo-Urquiza et al., 2006).
quinzena de Abril até Agosto, quando a população de A transmissão é feita por besouros crisomelídeos
mosca branca é mais baixa. Na safra da seca, a época de das espécies Cerotoma arcuata e Diabrotica speciosa,
semeadura preferível vai do início de Janeiro a Março. numa relação do tipo persistente (Bianchini et al., 2005).
Boiça Júnior et al. (2000), avaliaram o Este vírus não é transmitido via semente em feijoeiro ou
controle de B. tabaci com inseticidas Fosfamidom 500 e soja (Martins et al., 1994), mas é facilmente transmitido
1Metamidophos BR, na dose de 0.5 L ha- , em diferentes via extrato vegetal tamponado (Castillo-Urquiza et al.,
cultivares de feijoeiro, semeadas na época de Inverno 2006).
(Maio) de 1999, e constataram que o inseticida controlou
a incidência do inseto vetor em todas as cultivares, Controle
proporcionando incrementos na produção de grãos.
A mosca branca B. argentifolii é também vetor Não há recomendação de medidas especifcas
do vírus do mosaico dourado do feijoeiro, variando para o controle do mosaico rugoso do feijoeiro. As
a efciência da transmissão de cultivar para cultivar, alternativas possíveis são evitar o plantio próximo
devido, provavelmente, à diferença na resistência dos de prováveis fontes de vírus, como lavouras de soja
materiais testados (Yuki et al., 1998). O controle químico ou feijoeiro, que contenham o vírus ou inseto vetor,
do vetor é apenas parcialmente efcaz, pois o aumento e controlar quimicamente os insetos vetores logo no
dos custos de produção impede o uso de inseticidas, início do desenvolvimento das plantas (Bianchini et al.,
sendo que para a maioria dos pequenos produtores de 2005).
feijão será muito limitado (Osorno et al., 2007).
Mosaico angular amarelo – Cowpea mild mottle
virus (CpMMV)
Mosaico rugoso do feijoeiro – Bean rugose mosaic
virus (BRMV) O mosaico angular amarelo, tem sido
atualmente de grande importância econômica por
O mosaico rugoso do feijoeiro, causado pelo ter causado danos severos, incluindo até a morte das
bean rugose mosaic virus (BRMV), foi relatado pela plantas infectadas (Almeida et al., 2005). O mosaico
primeira vez no Brasil em São Paulo (Camargo et al., angular amarelo foi descrito pela primeira vês em Brasil
1969). A presença desta virose tem sido observada com na cultivar Jalo (Costa et al., 1980). Recentemente, foi
freqüência, em grande parte de regiões produtoras do detectado em campos de feijão, cv. Alubia, na região
Cerrado e do Paraná (Bianchini et al., 2005). da Província de Salta, ao norte da Argentina, causando
sintomas de clorose e de mosqueado fraco nas plantas
Sintomatologia da leguminosa (Pardina et al., 2004). Provocado
pelo cowpea mild mottle vírus (CpMMV) tem como
O mosaico rugoso caracteriza-se por faixas principais leguminosas suscetíveis as espécies: Arachis
simétricas verde-escuras ou normais, nas nervuras, e hypogea L., Canavalia ensiformis D.C., Cyamopsis
áreas verde – claras, entre as nervuras (Bianchinin et al., tetragonalobus Taub., Dolichos lab lab L., Glycine max
2005), existindo também, um enrugamento com leves (L.) Merril., Macroptilium lathyroides Urb., Phaseolus
3Ciencia y Tecnología. 2010. 3(2): 1-6 Garcés.
acutifolius A. Gray, P. longepedunculatus Mart., P. por primeira vez em feijão nos Estados Unidos de
lunatus L., P. vulgaris L., Pisum sativum L., Stizolobium América, no ano 1943, sendo depois referenciada na
deeringianum Bart (sin. Mucuna deeringiana), França e América Latina (Hall, 1991). No Brasil, foi
Stizolobium sp. e Vigna unguiculata (L.) Walp. (Costa detectada pela primeira vez em feijoeiros (Phaseolus
et al., 1983). vulgaris L.), na região do Distrito Federal, ocasionando
sintomas de mosaico fraco a severo, deformação da
Sintomatologia vagem e distorção foliar (Cupertino et al., 1982). É
conhecido que este vírus tem glicoproteínas, tal como
Na safra agrícola de 2000/2001 foram o tobacco necrosis virus (TNV) e tobacco mosaic virus
constatados sintomas de necrose da haste, causando (TMV) (Kimmins e Brown, 1975).
seca e morte de plantas de soja, na região de Morrinhos
e Goiatuba, GO (Marubayashi, 2006). Também ocorre Sintomatologia
mosaico e necrose nas folhas das plantas de feijão e
murchamento nas plantas (Hall, 1991). Ocasiona sintomas de mosaico fraco a severo,
deformação da vagem e distorção foliar (Cupertino et
Etiologia al., 1982), podendo também, causar manchas necróticas
circulares nas folhas e deformação e redução nas
Em preparações elaboradas conforme a técnica sementes, embora a redução nas sementes tenha pouca
de “leaf dip”, a partir de folhas infectadas com CpMMV ocorrência (Hall, 1991).
em feijoeiro Jalo, com observações ao microscópio
eletrônico de transmissão, foi detectada a presença Etiologia
de partículas alongadas com tamanho de 630 nm de
comprimento por 13 nm de largura (Gaspar & Costa, Pertencente ao gênero Sobemovirus (Van
1993). Baseados na ausência de cata-ventos e de outras Regenmortel et al., 2000), o SBMV possui partículas
inclusões virais e pelo fato de haver uma tendência de isométricas (28-30 nm), contendo RNA genômico de
constatação de sintomas causados pelo CpMMV como 4-4.5 Kb envolto por proteína capsidial com massa
extremamente fracos ou até mesmo, dele ser latente em molecular de 29-39 kDa (Sehgal, 1981). Este vírus tem
muitas variedades de feijoeiros, os autores concluíram uma restrita gama de hospedeiros, confnada quase, que
ser esse vírus pertencente ao gênero Carlavirus. exclusivamente, a espécies da família das leguminosas,
Acredita-se que existem diversas estirpes sendo algumas de interesse econômico como o feijoeiro
do CpMMV, sendo que uma tem sido mais severa em comum e a soja (Moreira e Gaspar, 2002). Tem como
comparação com os resultados de trabalhos anteriores, vetor os afídeos (Hall, 1991).
pois as reduções na produtividade nunca foram
inferiores aos 85%, quando variedades suscetíveis eram Controle
infectadas pelo vírus (Almeida et al., 2003), podendo
ser até mesmo de 100% (Hoffmann et al., 2003). Pode ser com a seleção de variedades
A mosca branca Bemisia. tabaci é o principal resistentes de feijão, sendo provavelmente esta a medida
vetor do CpMMV, podendo um inseto apenas transmitir mais efetiva para controlar a disseminação numa região.
o vírus, sendo, também facilmente transmitido por Poderá ser também efcaz a alternativa do controle de
inoculação mecânica (Costa et al., 1980, 1983). afídeos vetores, embora seja uma medida criticamente
avaliada (Hall, 1991).
Controle
A população da mosca branca está diretamente LIteRAtuRA cItAdA
relacionada com a maior taxa de transmissão do vírus,
pelo que, pode-se reduzir a incidência do CpMMVem Agrios, G. N. 2005. Fitopatologia. 2da. Edicao. Ed.
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