Monet
81 pages
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Monet , livre ebook

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Description

Para Monet, o acto de criar foi sempre um esforço doloroso. A sua obsessão em captar os efeitos luminosos na natureza foi muito mais intensa que a dos seus contemporâneos. Segundo as suas palavras: "o talento vai e vem... A arte é sempre a mesma coisa: a transposição da natureza que requer tanta vontade como sensibilidade. Eu luto contra o sol... Devo também pintar com ouro e pedras preciosas."

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Publié par
Date de parution 22 décembre 2011
Nombre de lectures 0
EAN13 9781780425832
Langue Português
Poids de l'ouvrage 20 Mo

Informations légales : prix de location à la page 0,0175€. Cette information est donnée uniquement à titre indicatif conformément à la législation en vigueur.

Extrait

MONET
Capa: Stéphanie Angoh Paginação: Julien Depaulis
© Confidential Concepts, worldwide, EUA © Sirrocco, Londres (Versão inglesa)
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou adaptada sem a prévia autorização do detentor dos direitos para todo o mundo. Desde que nada seja especificado em contrário, os direitos respeitantes às obras reproduzidas são pertença dos respectivos fotógrafos. Apesar de pesquisas intensivas, nem sempre foi possível determinar o detentor dos direitos. Onde tal se verifica, agradeceríamos a notificação.
ISBN : 978-1-78042-583-2
Claude Monet
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1.Puxando um Barco. Honfleur (1864) 55,5 x 82 cm Memorial Art Gallery of the University of Rochester, Rochester, Nova Iorque.
té nós chegaram numerosos retratos de Monet – autoretratos, trabalhos de amigos (Manet e Renoir, entre outros), fotografias de Carjat e Nadar – todos eles desAcrições literárias da aparência física de Monet, principalmente depois de se ter tornado reproduzindo os seus traços fisionómicos ao longo da vida. Também existem muitas conhecido e muito procurado por críticos de arte e jornalistas. Em 1919, quando Monet vivia em Giverny, não muito longe de VernonsurSeine, quase em reclusão, recebeu a visita de Fernand Léger, que o descreveu como «um cavalheiro baixo com um panamá e um elegante fato de corte inglês num cinzento suave … Tinha uma longa barba branca, faces rosadas e olhos pequenos, brilhantes e alegres, onde talvez se pudesse ver alguma desconfiança …»¹ Tanto os retratos visuais como literários de Monet descrevem no como uma pessoa instável e insatisfeita. As suas repentinas mudanças de humor, o constante descontentamento consigo próprio, as suas decisões instintivas, emoções tempestuosas e meticulosidade fria, a consciência de si mesmo como uma personalidade moldada pelas preocupações da idade, contrastando como o seu extremo individualismo – são características que em conjunto dizem muito acerca do processo criativo de Monet e sobre as suas atitudes perante o seu trabalho. ClaudeOscar Monet nasceu em Paris a 14 de Novembro de 1840, mas todas as suas impressões da infância e da adolescência ficaram ligadas ao Havre, cidade para onde a família se mudara em 1845. O ambiente em que o rapaz cresceu não era conducente a estudos artísticos: O pai de Monet geria uma mercearia e fingia não ouvir os desejos do filho de se tornar artista. O Havre não possuía museus com colecções significativas, ou exposições, ou uma escola de arte. O dotado rapaz tinha de se contentar com os conselhos do tio, que pintava simplesmente pelo prazer de pintar, e as directrizes do seu professor da escola primária. A impressão mais intensa que o jovem Monet teve na Normandia foi a causada por travar conhecimento com o artista Eugène Boudin. Foi ele quem aconselhou Monet a não perder tempo com as caricaturas que lhe deram o sucesso inicial como artista, e o instigou a voltarse para a pintura de paisagens. Boudin recomendoulhe que observasse o mar e o céu, e estudasse as pessoas, animais, edifícios e árvores à luz natural, ao ar livre. Ele dizia: «Tudo o que é pintado directamente num local tem uma energia, uma força, uma firmeza que não se consegue no estúdio».² Estas palavras poderiam servir de epígrafe à obra de Monet. O seu desenvolvimento posterior teve lugar em Paris, e depois novamente na Normandia, mas desta vez na companhia de artistas. A sua formação foi, em muitos aspectos, idêntica à de outros pintores desta geração e, no entanto, simultaneamente, o seu desenvolvimento como artista teve um cariz individual profundamente distinto. Monet preferia exposições de trabalhos com actualidade e encontros com artistas contemporâneos para visitarem museus. Um estudo das suas cartas fornece provas evidentes de que o contacto com os Velhos Mestres o excitava bem menos do que a vida que decorria à sua volta e as belezas da natureza. O que foi então que impressionou particularmente Monet durante a sua primeira visita a Paris em 1859? Uma resposta exaustiva está patente nas cartas que escreveu a Boudin, de Paris, após a visita ao Salon.
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2.O Caminho para Chailly na Floresta de Fontainebleau.(1865) 97 x 130 cm, Ordrupgaarsamlingen, Charlottenlund-Copenhague.
O jovem provinciano passa indiferente pelos quadros históricos e religiosos de Boulanger, Gérôme, Baudry e Gigoux; as cenas de batalhas ilustrando a campanha da Crimeia não o atraem; mesmo Delacroix representado por obras comoA Subida do Calvário, S. Sebastião, Ovídeo, O Rapto de Rebeccae outras obras similares não lhe pareceram dignas de interesse. Corot, pelo contrário é «agradável», Theodore Rousseau é «muito bom», Daubigny é «verdadeiramente belo», e Troyon é «soberbo». Monet visitou Troyon, um pintor de animais e paisagens, cujos conselhos Boudin já anteriormente lhe tinha dado. Nas cartas que dirigiu a Boudin refere as recomendações que Troyon lhe fez: deveria desenhar figuras humanas, fazer cópias no Louvre e deveria frequentar um estúdio reputado como, por exemplo o de Thomas Couture. De facto Monet identificou de imediato as figuras que viriam a ser as suas directrizes artísticas. Tratavase dos paisagistas da escola de Barbizon, que ilustraram a paisagem de França através das regiões de que eram originários; Millet e Courbet que se voltaram para a ilustração do trabalho e das formas de vida das pessoas simples; e, finalmente, Boudin e Jongkind, que tinham levado à paisagem a frescura e a proximidade que faltavam nas obras das gerações mais velhas dos pintores de Barbizon.
Monet pintou lado a lado com vários destes mestres – Boudin, Jongkind, Courbet (e também Whistler) – e ao observálos a pintar terá recebido muitas instruções práticas. Embora Monet não olhasse com grande aprovação o seu mestre directo, Charles Gleyre, em cujo estúdio ingressou em 1862, a sua estada ali não foi de modo nenhum uma perda de tempo já que lhe possibilitou a aquisição de conhecimentos profissionais importantes. Ainda mais porque Gleyre, embora um adepto do sistema de ensino académico, mesmo assim dava aos seus discípulos alguma liberdade e não tentava refrear qualquer entusiasmo pela pintura de paisagens. O mais importante para Monet no estúdio de Gleyre, porém, foi o início das suas relações de amizade com Bazille, Renoir e Sisley. Sabemos que já tinha travado conhecimento com Pissarro e, em verdade, pode dizerse que desde o começo da sua carreira o destino pôs Monet em contacto com os que viriam a ser os seus colegas e aliados durante muitos anos. Manet e Monet conheciam a obra um do outro muito antes de serem apresentados e, embora no princípio tivesse uma atitude reservada em relação à experimentação artística de Monet, o líder do grupo de Batignolle passou rapidamente a ter interesse e a acompanhar o evoluir do seu trabalho com muita atenção.
3.A Embocadura do Sena em Honfleur.(1865), 90 x 150 cm. Norton Simon Museum, Pasadena, Califórnia.
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4.Senhora de Vestido Verde (Camille). (1866), 231 x 151 cm, Kunsthalle Bremen, Brema, Alemanha.
5.Mulheres no Jardim. (1866), 250 x 208 cm, Musée d Orsay, Paris.
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