L'Oncle de Senèque / L'Ouncle de Cheneco

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104 pages
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Description

Une longue nouvelle en forme de conte qui évoque la vie quotidienne des villageois et des paysans dans le XIXe siècle du Haut-Agenais et jusqu’à nos jours.


Jean-Hubert Lasserre, natif de Villeréal (Lot-et-Garonne), continue avec "L'Ouncle de Cheneco" sa chronique villageoise et paysanne, imaginée, écrite en occitan populaire du Lot-et-Garonne, et traduite en français par l’auteur.


Une littérature populaire à découvrir, en plus de l’intérêt tout particulier de sa version bilingue occitan-français.

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Publié par
Nombre de lectures 2
EAN13 9782824050720
Langue Occitan (post 1500); Provençal
Poids de l'ouvrage 11 Mo

Informations légales : prix de location à la page 0,0037€. Cette information est donnée uniquement à titre indicatif conformément à la législation en vigueur.

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JEAN-HUBERT LASSERRE
L’ONCLE
DE SENÈQUE
traduit de l’occitan du Lot&Garonne L’OUNCLE DE CHENECO
Même auteur, même éditeur :
Tous droits de traduction de reproduction et d’adaptation réservés pour tous les pays. Conception, mise en page et maquette : © Eric Chaplain Pour la présente édition : © EDR/EDITIONS DES RÉGIONALISMES ™ — 2005/2014 EDR sarl : 48B, rue de Gâte-Grenier — 17160 CRESSÉ ISBN 978.2.8240.0407.5 Malgré le soin apporté à la correction de nos ouvrages, il peut arriver que nous laissions passer coquilles ou fautes — l’informatique, outil merveilleux, a parfois des ruses diaboliques... N’hésitez pas à nous en faire part : cela nous permettra d’améliorer les textes publiés lors de prochaines rééditions.
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JEAN-HUBERT LASSERRE
L’ONCLE DESENÈQUE
L’OUNCLE DE CHENECO bilingue françaisoccitan (Agenais)
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Imaginé en occitan (languedocien) du Haut-A g e n a i s , l e t e x t e a é t é é c r i t p h o n é t i q u e m e n t avant d’être adapté en français. A s s o r t i d ’ e x p r e s s i o n s l i c e n c i e u s e s , l e r é c i t évoque la vie quotidienne paysanne à la fin du e XIX siècle.
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n p a y j a t z é e n t a i l h a d é b a l o u n s d e l c o u s t a d e l P é r i g o r d o u n t o p i c h a b o a ï g aUc h é , a y g o sl a s o u e l d i j i o u n , m o u n d é uno gano qué débourdabo quand fajio c h o u n g r a n d o s … U n r i d é ü d é b i ü l o s m a s c a b o l’horijoun. Aquélo terro ch’apelabo CHÉNÈCO, y r e s t a b o t r è s o u q u a t r é m a ï j o u s d o u n t u n o é r o b a s t i d o a p r è s l a g u e r r o . Y a b i o d é r e s t o s dé majuros ounto ché charrabo la chalbatzino. L a g l e y j o c h é d é b o u l i a b o l o u c l o u t z i é t o u m -b a b o à b o u c h i ; c h u l t e r m é n ’ u n b e t z i o l o u c a s t è l d é m a d a m o l a C o u n t e c h o . D i n l o u b i -l a t z é d a m o u r a b o l o u s P i e r r o u e n r a c h i n a d u s -p e y d e c h i é c l é s . U n d é l o u r p e t i t - f i l q u é a b i o d i x - o u e y t a n s , titulari del bac plus dez, abio déchida dé resta à l a b o r i o , c h o u n p a ï y a b i o d i t : a q u i c h i r a s t o u n p a t r o u n . O h ! l o u s P i e r r o u n ’ é r o u n p a s p a ü r é s , c h ’ a g r a n d i c h i o u n t o u t l o u t é n . C h i n q o u c h i e z t r a c t u r s , l o u m a t é r i e l d a r r é m o d è l o , f a j i o u n l o u l a e l o u s b i r o c h o u l e l . L o u p a p é q u é c h é c h o u b e n i o d e s t z a f r é s , d i g u e t à l a m a ï j o u n a d o , n ’ e y p r o u d é b é r é t o u s l o u s t z o u r s e n b r e s p a i l h a n a q u é l o s r é c l a m o s e a q u é s c o p s d é f u j i l , b a ü b o u c o u n t a u n p a ü c a d o t z o u r l a b i t o d e n o s t r é s a n c h ê t r o s . Y a u c e n t c h i n q u a n t o a n s , a q u é l o s m a î j o u s a b a n d o u n a d o s é r o u n o c c u p a d o s ; y a b i o l a B u f a r e l o , l a B é n é j e t o , l a M a r g o u t o u d é G r a -t o m o u n i l , l a T a r t u f i è r o , l o u s T u s t o l o , T r u c o -
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n p a y s a g e e n t a i l l é d e v a l l o n s d u c ô t é U d u P é r i g o r d o ù c o u l a i t u n r u i s s e a u d é -bordant quand survenait un orage alors l e s g e n s d i s a i e n t : l e s e a u x s o n t g r a n d e s . . . u n rideau de peupliers fermait l’horizon. Cette terre s e n o m m a i t S E N E Q U E . I l n e r e s t a i t q u e t r o i s o u q u a t r e m a i s o n s d o n t u n e a v a i t é t é b â t i e a p r è s l a g u e r r e . O n y v o y a i t d e s r e s t e s d e m a -sures servant de refuges à la sauvagine ; l’église t o m b a i t e n r u i n e , l e c l o c h e r m e n a ç a i t d e s ’ é c r o u l e r ; s u r l a c o l l i n e s e d r e s s a i t l e c h â t e a u d e M a d a m e l a C o m t e s s e . D a n s l e v i l l a g e h a b i -t a i e n t l e s P i e r r o u e n r a c i n é s l à d e p u i s d e s s i è -c l e s . Un de leurs petit-fils qui devait avoir dans les 1 8 a n s , t i t u l a i r e d u b a c p l u s 1 0 , a v a i t d é c i d é d e r e s t e r à l a f e r m e ; s o n p è r e l u i a v a i t d i t : i c i t u s e r a s t o n p a t r o n . O h ! l e s P i e r r o u n ’ é t a i e n t p a s de s pauv r e s ; il s s’ag r andissaie nt to ut l e te mps. Cinq ou six tracteurs, les outils dernier modèle ; i l s p r o d u i s a i e n t d u l a i t e t d u t o u r n e s o l . L e g r and ’ p è r e q u i s e s o u v e nait d e s s o b r iq u e t s d i t à l a m a i s o n n é e j ’ e n a i a s s e z d ’ e n t e n d r e c h a q u e j o u r e n d é j e u n a n t c e s r é c l a m e s e t v o i r des coups de fusil à la télévision, je préfère vous c o n t e r c o m m e n t v i v a i e n t n o s a n c ê t r e s .
I l y a c e n t c i n q u a n t e a n s , c e s m a i s o n s a b a n -d o n n é e s é t a i e n t o c c u p é e s ; o n y t r o u v a i t l a Buffarelle, la Bénézette, la Margouttou de Grat-t e n o m b r i l , l a T a r t u f f i è r e , l e s T u s t o l l e , T r u -
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c o u i l h o u , C r o c o f a b o , F e r r o m o u s c o , L o u F a l -cou, lou Pélou, la Pélouno, lous Pincou, Brico-m o l o , B e n t r é l o u n g , C u r o t o u p i n o , B a r b o f i n o , C o u i l h e s t i n e a q u e l q u é c h é m e y l a b o d é t o u t e q u ’ a b i o u n c h u r n o u m m a l ’ O u n c l é d é C h é -n è c o … L a c a c h o , l a p e s c o , l o u b r a c o u n a t z é c o r o p e s o m é s , C a r n a b a l e l a b o t o c o r o p e r f a r i -pailho, las fiéros e lous enterroméns coro per a p r é n é l a s n o u b e l o s . L o u m o u n d é c h é r a -c h e m b l a b o u n p e r b a t r é , b e n d é n i a , d e s p a -n o u i l h a e t i a l o u t é c h o u . L ’ e n c l u m é d e l f a ü r é réjounabo, la clotzo chounabo metzour el’abé m a r i a , u n b o u ï é p a r l a b o à c h a s b a c o s , l a s a g a c h o s p i a l a b o u n e l o u c o u c u a n o u n c h a b o l o u p r i n t é n . Y a b i o p a s d ’ e s c o l o , l o u s d r ô l é s a n a b o u n à p e d à P é t o f e y n o . J u l o F e r r y a b i o d i t : c a l uno escolo per coummuno, e Chénèco éro en r e t a r d . U n t z o u r l o u m a i r o r é u n i g u è t c h o u n c o u n c h e l e d i g u e t , a q u e s t é c o , n é c a l b a s t i u n o , c o s l ’ e s t a t q u é p a g o . C a l i o t r o u b a u n t e r r é n , G u s t a b o p r o p o j è t l o u p r a d é l a M a r -g o u t o u , m é s l ’ o u n c l é d i g u è t : c h o u n c o u j i n ’ e y r i t a r o , m a l g r é q u é c h o u n f a t z a d u s p e y v i n g t a n s p e r u n c h a d é p a t a t o s . B a p t i s t o u e P o u r a d o c h ’ é r o u n r é b e i l h a q u a n d l a d i s -c u c h i o u d é r a s p è t c h u s u n a f a d é t i o u l ; l o u m a i r o b i r e t l a p a r t z o e c h é b o u t é r o u n d ’ a c -c o r d p e r b a s t i l ’ e s c o l o c h u l a p l a c h o d é l a g l e y j o . C o r o a l m o u m é n d é l a c h é p a r a c h i o u d é l a G l e y j o e l ’ E s t a t , a l o r s l o u d i m é n a p r è s , l o u c u r é q u é f a j i o p é t a l o u p e d m o u n t è t e n
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quecouillou, Croquefève, Ferremouche, le Fau-c o n , l e P é l o u , l a P é l o u n e , l e s P i n c o u , B r i q u e -m o l l e , V e n t r e l o n g , C u r e m a r m i t e , B a r b e f i n e , Couillestin et un qui se mêlait de tout et qu’on a v a i t s u r n o m m é l ’ O n c l e d e S é n è q u e . . .
L a c h a s s e , l a p ê c h e , l e b r a c o n n a g e é t a i e n t p o u r l e s h o m m e s , C a r n a v a l e t l a f ê t e v o t i v e é t a i e n t p o u r f a i r e r i p a i l l e , l e s f o i r e s e t l e s e n -t e r r e m e n t s p o u r a p p r e n d r e l e s n o u v e l l e s . L e s gens se rassemblaient pour dépiquer vendanger, d é p a n o u i l l e r e t t u e r l e c o c h o n . L ’ e n c l u m e d u f o r g e r o n r é s o n n a i t , l a c l o c h e s o n n a i t m i d i e t l’angélus ; un bouvier parlait à ses vaches, les pies piaillaient et le coucou annonçait le prin-t e m p s . I l n ’ y a v a i t p a s d ’ é c o l e , l e s e n f a n t s d e v a i e n t a l l e r à p i e d à P é t e f o u i n e . J u l e s F e r r y a v a i t p o u r t a n t d i t : i l f a u t u n e é c o l e p a r c o m m u n e , m a i s S é n è q u e é t a i t e n r e t a r d . U n j o u r , l e m a i r e r é u n i t s o n c o n s e i l e t p r o p o s a d ’ e n c o n s t r u i r e u n e : c ’ e s t l ’ E t a t q u i p a y e . I l f a l l a i t t r o u v e r u n t e r r a i n , G u s t a v e p r o p o s a l e p r é d e l a M a r -g o u t o u , m a i s l ’ o n c l e d i t : s o n c o u s i n e n h é r i -tera malgré qu’ils soient fâchés depuis vingt ans pour un sac de pommes de terre. Baptistou et Po ur r ade venaient de s e r é ve ille r qua nd la dis -cussion dérapa sur une affaire de fesse, le maire tourna la page et le conseil se mit d’accord pour b â t i r l ’ é c o l e s u r l a p l a c e d u s a n c t u a i r e . Ç a s e passait au moment du divorce de l’Eglise avec l’E t a t , e t le d ima n c h e s u iv a n t , le c u r é q u i fa i-
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c a r r i è r o p e r m a n i f e s t a c h o u n m é c o u n t e n -t o m é n . F a c h o a l p o u r t a l d é l a g l e y j o l o u s m a c h o u s e y l é b é r o u n u n b a s t i m e n d a n d e c r a m b o s e n na ü, de f enest r os per t out e de pic ha dous din la cour ; lou moundé dé l’endre qué ana-boun t o u t z o u r d a r r é l a c h é g o n ’ a b i o u n t z a m a ï b i a ü t a n t . Q u a n d l o u s t r a b a l s c h i g u è r o u n f é n i s l o u P r é f e t , l ’ i n s p e c t u r d ’ a c a d é m i e , l o u d é -puta benguèroun l’inaugura e al banquet, Julou q u é é r o m a i r o é r o a c h i t a e n f a c h o l o u d é -p u t a . A l d é c h e r n é c o u n t è t u n o q u é f a g u e t riré l’inspectur, més al champagno atzé béjoun d ’ a n a e n d ’ a c o n . D u s p e y q u ’ é r o m a r i d a t , n ’ a b i o t z a m a y r é u c h i à c h é b o u t o u n a c o u m o c a l e l o u m o u n d é d i j i o u n , J u l o u a u b o u t a l a drapéü. Quand tournèt gagna cha placho, cha fenno manquèt ch’estabani, uno meyta dé cha c a m i j o c h ’ e s c a p a b o d é c h a s c a ü t c h o s … r é -p r e n d c h a c a d i è r o e t o u t e n p a r l a n t d a n l o u députa abio bouta la ma déba la napo e acha-t z a b o b é p r o u d é b o u t a d ’ o r d r é d i n s c h o u s a f a s , m é s l a s c h u j o u r s y b é n i o u n q u a n d t o u t d ’ u n c o , l a s b o u t e i l h o s e l o u s b e r r é s c h é b o -t o u n à t r e n t i n a , l a s a c h i e t o s e l ’ a r z e n t a r i o à f u t z i s , q u a l c u n c r é d o , c h o u r t e n b i s t é c o s lous rébénants, ah ! coro pas lous esprits més e n p a r l a n t d a n l o u d é p u t a , J u l o u é r o e n t r é n d é f a d i n t r a d i n c h a s c a ü t c h o s , a q u e l o n a p o d é b i n t o s - q u a t r é s c o u b e r t s ! . . . C o ‘ r o l a f i d ’ a u t , u n m a t i a r r i b o u n o m -n i b u s t i r a p e r d o u c h s t z a b a l s q u é c h ’ a r r e s t o chu la placho ; uno damo coutilhounado e un m o u c h u b a r b u d a b a l o u n , c o r o l o u r i t z é n . .
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