Les lettres que je ne vous ai jamais envoyées

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242 pages
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Prix Diva de la meilleure romance 2018 !

À la fin du XVIIIe siècle, Amy Rosebury, fille d’un gentleman anglais peu fortuné, tombe amoureuse du riche M. Henry Clenneth, aperçu un jour chez un libraire de Londres. Persuadée de ne jamais le revoir, elle lui ouvre son cœur et ses réflexions au gré de lettres qu’elle n’enverra jamais. Mais la gentry anglaise est un petit monde, et croisant de nouveau la route du gentleman, Amy découvre qu’il n’est peut être pas l’homme qu’il semblait être...


Latie Gétigney a 28 ans, elle dévore les romans dʼépoque et les séries historiques. Elle aime également le thé, l'histoire, lʼAngleterre et les disques vinyles. Elle est diplômée de SciencesPo Paris et consultante. Signe très particulier : elle collectionne des piles entières de cahiers gribouillés.

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EAN13 9782368123799
Langue Français

Informations légales : prix de location à la page 0,0075 €. Cette information est donnée uniquement à titre indicatif conformément à la législation en vigueur.

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LES LECTRICES ONT AIMÉ !
« Il y a de nombreux rebondissements dans le récit et tous les faits historiques apportent importance et
grandeur au roman. (…) La plume de l’auteure est très fine, c’est extrêmement agréable et j’ai pris un énorme
plaisir à la lire. »
Diana, du blog Follow the Reader

« Une romance historique vraiment passionnante. Un moment de lecture rythmé par les rebondissements et
les états d’âme de nos personnages. J’ai trouvé le récit très agréable à lire et je me suis laissée séduire par cette
romance hors du commun. »
Marlène, du blog Le monde enchanté de mes lectures

« L’histoire est bien ficelée et intéressante. L’époque est bien représentée. On a même droit à un peu d’action !
Je n’avais aucune idée d’où l’auteure me menait et je me suis laissée porter par sa plume agréable. »
Laeti, du blog Lire ou dormir il faut choisir

« J’ai passé un agréable moment de lecture. »
Jennifer, du blog Joanskingdom

Pour en savoir plus sur les Lectrices Diva Romance, rendez-vous sur la page
www.editionsdivaromance.fr/lectrices-diva-romanceAuteur
Latie Gétigney a 29 ans, elle dévore les romans et les séries historiques. Elle aime également le thé,
l’histoire, l’Angleterre et les disques vinyles. Originaire d’Anjou et diplômée de Sciences Po Paris,
elle est consultante à Paris. Signe très particulier : elle collectionne des piles entières de cahiers
gribouillés.

Cette œuvre est protégée par le droit d’auteur et strictement réservée à l’usage privé du client.
Toute reproduction ou diffusion au profit de tiers, à titre gratuit ou onéreux, de tout ou partie de
cette œuvre est strictement interdite et constitue une contrefaçon prévue par les articles L 335-2 et
suivants du Code de la propriété intellectuelle. L’éditeur se réserve le droit de poursuivre toute
atteinte à ses droits de propriété intellectuelle devant les juridictions civiles ou pénales.


Photographie de couverture : © Hajna Nemeth / Arcangel Images

© 2019 Collection Diva Romance, une marque des éditions Charleston (ISBN : 978-2-36812-379-9)
édition numérique de l’édition imprimée © 2019 Collection Diva Romance, une marque des
éditions Charleston (ISBN : 978-2-36812- 477-2).

Rendez-vous en fin d’ouvrage pour en savoir plus sur les éditions Charleston et la collection Diva
Romance.

À mes parents, en remerciement de leur amour,
de leur soutien, et de leur exemple infaillible,
À ma famille chérie,
Aux amitiés qui portent du fruit dans ma vie,
Au jury du Prix de la meilleure romance qui m’a offert
cette incroyable chance,
À toutes les bonnes fées et tous les magiciens
des Éditions Diva Romance,
Et à vous tous, qui croyez aux rêves…m
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La première lettre
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M A R​

Chapitre 1
Tout commence par un coffret en bois
orsqu’Amy Rosebury posa sa plume et enferma la lettre qu’elle venait d’écrire dans le coffret que sa
chère sœur Abigail lui avait offert à l’occasion de ses dix-neuf ans, elle croyait sincèrement s’en tenir àL son idée. Sa correspondance secrète viendrait s’empiler dans cet écrin, au fur et à mesure qu’elle y
décrirait ses émotions et ses pensées les plus profondes. Et jamais elle n’en attendrait davantage.
Elle caressa la boîte en bois sur laquelle sa sœur avait peint de fines lianes de lierre dont l’entrelacs dessinait
son monogramme. Désormais, chaque fois qu’elle l’ouvrirait, elle y associerait la douceur des souvenirs de
Londres car, dans quelques jours, elle rentrerait à Weymouth avec sa famille et ne croiserait plus jamais
Mr Clenneth.
Délicatement, elle posa le coffret sur le manteau de la cheminée. Il était temps de rejoindre sa famille. En
l’honneur de la présence des Rosebury, son oncle et sa tante Lennox avaient convié à souper quelques-unes
de leurs connaissances. Un peu nerveuse à l’idée de ces nouvelles rencontres, Amy rajusta ses boucles
blondes et inspecta le drapé de sa robe blanche avant de descendre.
Lorsqu’elle fit son entrée au salon, les trois autres femmes de la famille Rosebury siégeaient côte à côte sur
une banquette, le dos bien droit, les mains délicatement posées sur les genoux. Mrs Rosebury et ses filles
semblaient calmes mais leurs regards brillants trahissaient leur excitation. Toutes trois adoraient Londres et
avaient passé la majeure partie de l’après-midi à faire des conjectures sur leurs futures connaissances et le
déroulement de la soirée. Mrs Rosebury, en particulier, attendait beaucoup de cette distraction en si bonne
société. Pour l’occasion, elle avait tenu à choisir elle-même les toilettes de ses filles, cherchant la robe qui
mettrait en valeur l’allure aérienne et les grands yeux couleur océan de sa fille aînée, Abigail, puis celle qui
soulignerait la taille fine et la lourde chevelure auburn de sa cadette, Catherine. Amy aussi lui devait l’étoffe
immaculée qui rehaussait son teint de pêche. À présent, Mrs Rosebury était satisfaite et espérait grandement
que sa sœur ait pensé à convier quelque charmante compagnie qui ravisse les demoiselles.
Malheureusement, elle n’avait rien pu faire pour corriger la nonchalance de son fils, Robert, vautré sur un
canapé dans un coin du salon. D’humeur toujours encline à faire la fête, le frère aîné d’Amy était mortifié
que son père l’ait forcé à rester souper plutôt que d’aller retrouver les officiers – ses compagnons de boisson
et de jeu préférés.
La rondelette tante Lennox, elle, réglait les derniers détails avec le majordome tandis que Mr Rosebury et
l’oncle Lennox discutaient de leurs techniques de chasse près de la cheminée.
Amy rejoignit sa cousine qui s’affairait autour du piano, et la regarda avec amusement fouiller parmi les
piles de partitions. On ne pouvait pas dire que Lisa était belle. Son visage, malgré son éclat, était encadré par
deux grandes oreilles très rondes. Et sa bouche était masculine. Mais Amy admirait son regard vif et lui
enviait sa verve peu commune qui frisait parfois l’impertinence. D’aussi loin qu’elle s’en souvienne, elle
avait toujours ressenti une profonde affection pour sa cousine. Elle aimait son humour, sa franchise et sa
générosité. Les Lennox désespéraient de la marier un jour : Lisa n’avait nulle envie de lier son sort à celui
d’un homme et jurait que, puisqu’elle n’en avait pas la nécessité financière, elle ne prendrait jamais d’époux.

Les invités des Lennox ne tardèrent pas à arriver. Parmi eux, Amy remarqua tout de suite un grand jeune
homme affable, au teint rose comme celui d’un nourrisson, qu’on lui présenta comme Mr William
Bridgestone, originaire de Bath.
Ses manières aimables et ouvertes eurent très vite raison de la réserve naturelle d’Amy et elle se réjouit
d’être placée à côté de lui.
— Séjournez-vous régulièrement à Londres, Mr Bridgestone ?
— Oui, c’est un de mes plus grands plaisirs. J’ai la chance de profiter de l’hospitalité d’amis de ma famille
lorsque mes affaires me mènent à la capitale.
— Préférez-vous Londres à Bath ?
Amy, qui n’avait jamais visité la ville, était fort curieuse d’en apprendre davantage sur Bath. Elle n’en
connaissait guère que ce que Lisa lui avait décrit, mais comme la jeune femme y avait pratiquement été
conduite de force par Mrs Lennox pour prendre les bains – ce que Lisa avait en horreur – elle doutait de la
sincérité de la description.
— Non, je confesse que j’aime beaucoup Bath, confia William Bridgestone sans affectation. La société y
est tout aussi excellente, les divertissements riches, et la superficie de la ville me convient mieux. Je suis viteperdu dans la foule londonienne ! Le seul moment que je redoute, c’est la saison des bains ! Et vous,
miss Amy, vous plaisez-vous à Londres ?
— Pour tout vous avouer, je ne me sens pas toujours à mon aise dans cette immensité. C’est évidemment
bien plus grand que Weymouth, notre ville d’origine. En revanche, j’apprécie les richesses qui y sont
offertes.
— La côte doit vous manquer terriblement. Mais il est vrai que Londres regorge d’opportunités : concerts,
expositions, opéras, pièces de théâtre. Il y en a pour tous les goûts ! concéda Mr Bridgestone d’un air
entendu.
Suis-je sotte ! pensa Amy. C’est évidemment ce que tout le monde doit dire de Londres . Pourtant ce n’était
pas à cela qu’elle songeait.
— Certes, mais il existe bien d’autres trésors,
répliquat-elle d’un ton qu’elle espérait mystérieux.
— Dites-moi tout.
— Eh bien, par exemple, jamais je n’avais vu autant de livres rassemblés au même endroit : Lisa et moi
avons dévalisé les libraires ce matin.
C’est le moment que Lisa choisit pour intervenir joyeusement.
— Amy a découvert tant de ces fameux « trésors » que nous serions mortes écrasées sous leur poids sans la
sagesse de ma gouvernante.
— Ma sœur est ce qu’on appelle vulgairement un rat de bibliothèque, se moqua ouvertement Robert
Rosebury.
La cadette, Catherine, s’esclaffa à ces mots.
— Je comprends votre engouement pour la lecture, miss Amy, répondit Mr Bridgestone sans tenir
compte des remarques de Robert. Certains de mes amis en sont insatiables. J’aime tant les fréquenter. Leur
conversation est toujours des plus intéressantes. Et la lecture est, à mon avis ; une saine passion. Alors,
miss Lennox, où avez-vous trouvé tous ces trésors ?
Lisa sourit.
— En grande partie près de Covent Garden, monsieur. J’y ai d’ailleurs également déniché quelques
partitions des plus divertissantes.
— Il me tarde de les entendre.
Il sembla hésiter un instant, et Amy surprit le regard en coin qu’il posa sur Abigail avant de s’éclaircir la
gorge et de demander :
— Et vous, miss Rosebury, permettez-moi de m’enquérir : vous plaisez-vous à Londres ?
Abigail parut surprise de cette attention et répondit poliment.
— Beaucoup, je vous remercie, Mr Bridgestone.
Au grand étonnement d’Amy, le jeune homme rougit légèrement et, soudain mal à l’aise, se mit à
chercher ses mots :
— Trouvez-vous la ville divertissante ?
— Tout à fait divertissante.
Amy fut surprise de découvrir le visage d’Abigail si empourpré. Il était rare que sa sœur soit gênée.
Constatant qu’elle hésitait à son tour, elle l’entendit demander d’une voix plus agitée qu’à l’ordinaire :
— Puisque vous semblez bien connaître les divertissements offerts par Londres, Mr Bridgestone,
sauriezvous nous en conseiller ?
— Nul doute que vous avez connaissance d’un ou deux clubs bien pourvus où nous pourrions nous
échapper quelques heures, renchérit Robert avec un clin d’œil. Sans ces dames, il va sans dire !
— Je crains de vous décevoir, Mr Rosebury. Je me rends rarement au club, surtout à Londres. Ou alors,
j’y passe dans la journée afin de pouvoir échanger sur les derniers événements politiques avec mes
comparses. Mais je crains d’être un personnage bien ennuyeux. J’aime le grand air et me coucher tôt ! dit-il
en riant. Mais pour en revenir à la question de Miss Rosebury, j’ai entendu dire que la performance de
Mr Miles Peter Andrews dans l’opéra Rosina de William Shield qui est joué actuellement à Covent Garden
est extraordinaire. Si jamais vous aviez envie de vous y rendre, vous et vos jeunes sœurs, je serais heureux de
vous servir d’escorte.
— Je pense pouvoir répondre pour mes sœurs et moi que nous serions enchantées, si nos parents nous y
autorisent.
Mr Bridgestone parut satisfait et afficha un petit sourire embarrassé.

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La conversation dévia sur les aménagements architecturaux que prévoyaient les Lennox pour leur
demeure, laissant à Amy tout le loisir de continuer à observer sa sœur et Mr Bridgestone.
Ce n’était pas la première fois qu’on présentait un jeune homme à Abigail, et Amy avait souvent vu lesdits
prétendants s’embuer bien vite dans des œillades enamourées auxquelles la douce et pétillante jeune fille
répondait avec sobriété. Mais cette fois, c’était différent. Amy le sentait bien. Elle voyait sous ses yeux éclore
quelque chose de nouveau. Était-ce de l’amour ? Était-il possible qu’il ait surgi si vite ? Elle se mordit la
lèvre… Ces réflexions la renvoyaient à sa propre folie, dormant dans la boîte en bois. Si elle avait été séduite
par un simple inconnu aperçu à quelques pas, n’était-il pas normal que sa sœur se prenne d’affection aussi
vite pour un Mr Bridgestone, un être de chair et d’os, assis à leurs côtés ?

Le souper achevé, tandis que Lisa jouait un air au piano, l’amusement d’Amy ne cessa de croître devant
les efforts de Mr Bridgestone. Il s’était approché d’Abigail, assise près de la cheminée et discutait maintenant
avec animation. À n’en pas douter, leur rougissement subtil ne devait rien à la chaleur de l’âtre.
D’ailleurs, si leur conversation était des plus banales, leur air épanoui n’échappait à personne. Même la
cadette des Rosebury n’était pas dupe. D’un caractère plutôt envieux, il était évident qu’elle n’appréciait pas
que son aînée s’arroge la compagnie du meilleur parti de la soirée. Aussi proposa-t-elle qu’on joue aux
cartes, espérant ainsi, sans doute, que Mr Bridgestone la remarquerait. Peine perdue pour la pauvre
Catherine, car, s’il se conduisit en parfait gentleman et prit soin de s’intéresser tour à tour à toutes les jeunes
femmes, William Bridgestone eut bien du mal à détacher son regard du visage d’Abigail.

Plus tard dans la soirée, le cœur empli de multiples émotions, Amy s’excusa pour se retirer dans sa
chambre et s’installa au secrétaire en merisier fin qui jouxtait la fenêtre.

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Mr Bridgestone vint leur rendre visite le lendemain de la réception, puis dès le surlendemain tint sa
promesse de les accompagner à l’opéra. La soirée fut exquise. Amy – qui n’était jamais encore entrée dans le
Théâtre Royal – fut impressionnée par le volume du bâtiment et subjuguée par l’orgue qui trônait sur la
scène. William Bridgestone lui expliqua qu’il s’agissait d’un legs du grand Georg Friedrich Haendel en
personne au fondateur du théâtre, John Rich.
Coiffée à la grecque, Abigail était radieuse et William n’hésita pas à afficher sa préférence pour l’aînée des
demoiselles Rosebury en prenant place à côté d’elle au balcon dès le début du spectacle. Il donna ainsi tout
le loisir à Amy et à Lisa d’observer discrètement les deux jeunes gens. Les voir rire de bon cœur et
s’émouvoir de concert des aventures de Rosina et de Mr Belville, acheva de convaincre les deux
cousines que le jeune couple était décidément bien assorti.

Bientôt, les jeunes gens se mirent à visiter Londres ensemble. Débonnaire et animé, William Bridgestone
se révélait être un excellent guide. Il était aussi bien capable de leur montrer l’Observatoire Royal de
Greenwich, de leur décrire la construction des tours de Westminster, de leur narrer la fondation du Britishv
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Museum ou de la Royal Academy près de trente ans plus tôt que de leur parler de la machine sous-marine
dont un Hollandais avait fait la démonstration au siècle précédent dans la Tamise.
De manière générale, il avait toujours mille et une attentions à l’égard des demoiselles Rosebury. Amy et
lui aimaient discuter et riaient aisément ensemble. Il lui racontait volontiers des histoires de pirates et de
maisons hantées, lui fabriquait des arcs, et la laissait monter son cheval. Peu à peu, il se comportait
davantage en frère vis-à-vis d’elle que Robert Rosebury, l’aîné de la famille. Ce dernier préférait la
compagnie de ses amis de jeu et de boisson à celle de ses sœurs. Et à mesure que William gagnait l’amitié
d’Amy, il semblait également progresser dans la conquête du cœur de la douce Abigail.
On décida très vite que les Rosebury resteraient encore quelque temps à Londres. Mr Rosebury voulait
donner sa chance au jeune couple car Mr Bridgestone lui plaisait. Si Catherine fit quelques remarques
moqueuses à son aînée, aucun des autres membres de la famille ne commenta les liens qui se tissaient entre
Abigail et William : Robert était trop occupé à trouver des stratagèmes pour obtenir plus d’argent de son
père, et la sage Amy préférait attendre que sa sœur vienne se confier à elle. Quant à Mr et Mrs Lennox, ils
restaient discrets car ils craignaient bien trop les représailles de leurs sœur et beau-frère qui dans leur
jeunesse avaient fait les frais de leur enthousiasme marieur.

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Abigail et William s’unirent en avril. Ils invitèrent aussitôt Amy à découvrir Bath et leur nouvelle demeure
de Camden Place. C’est ainsi qu’ils scellèrent le bouleversement de la vie tranquille de la jeune fille.
Le destin choisit de se manifester lors d’un après-midi particulièrement pluvieux où elle était installée à
lire dans la bibliothèque de sa sœur.
— Amy, s’écria Abigail en faisant irruption dans la pièce. Le thé est servi. Descendez vite, nous avons de la
visite.
Amy suivit sa sœur dans le petit salon, priant secrètement pour que le visiteur ne soit pas cet hommeAmy suivit sa sœur dans le petit salon, priant secrètement pour que le visiteur ne soit pas cet homme
ridicule en habit jaune qui aimait courtiser Lisa lors des saisons mondaines, et dont sa cousine, fidèle à
ellemême, cherchait désespérément à se débarrasser en le poussant vers Amy.
— Amy, permettez-moi de vous présenter nos invités, fit Abigail en la précédant dans le salon feutré des
Bridgestone. Mr George Elias et Mr Henry Clenneth. Ce sont tous deux de très chers amis de William.
Messieurs, voici ma sœur bien-aimée, miss Amy Rosebury.

Clouée sur place par la surprise, Amy ne parvenait plus à réfléchir ni à réagir. Elle jeta un regard rapide
vers les visiteurs pour s’assurer qu’elle n’avait pas mal entendu. Mr Clenneth se tenait bien là, debout, à
quelques mètres d’elle, dans toute sa prestance, en tout point semblable à l’image qu’elle conservait de lui.
En proie à la panique, elle baissa les yeux. Elle entendait le sang battre furieusement contre ses tempes.
C’était insensé ! Mr Clenneth, un proche de William ? Elle qui avait cru ne jamais le revoir venait de lui être
présentée en bonne et due forme. Quelle contenance adopter ?
Une ombre s’avança, amplifiée par la lueur des chandelles qu’Abigail avait fait allumer. Elle sentait le feu
crépiter dans son dos. Un visage se tourna vers elle. Elle croisa d’un coup d’œil les grands yeux verts qui
s’appliquaient à la dévisager. Ses lèvres s’étirèrent en un petit sourire dont elle ne parvint pas à saisir le sens.
Était-il joyeux ou se moquait-il d’elle ?
— Mademoiselle.
Il s’inclina élégamment. Amy répondit par un faible sourire et salua rapidement le deuxième visiteur qui
s’inclinait à son tour.
Une fois assise, elle tenta de calmer l’angoisse qui montait en elle. Pourquoi n’avait-elle jamais su que
William et Mr Clenneth étaient liés ? Comment parviendrait-elle à être naturelle avec lui ? Qu’elle avait été
sotte de tant penser à lui ! De lui écrire des lettres ! Ah oui, quelle riche idée ! Maintenant qu’elle était
confrontée à lui, elle devenait muette et peureuse. Il l’intimidait tellement ! Et puis, comment interpréter
son sourire ? Elle avait tant prié pour le revoir et, à présent, elle ne savait plus comment se comporter.

Adossé contre le manteau de la cheminée, Mr Elias, le second visiteur, observait avec attention les vaines
tentatives de la jeune femme pour masquer son trouble, et ne s’en étonnait pas. Son ami, Henry Clenneth,
provoquait souvent quelques exaltations chez les jeunes femmes. Cela, Mr Elias le savait bien. Et pour
cause, il connaissait Mr Clenneth depuis toujours. Leurs domaines étaient attenants et leurs familles avaient
l’habitude de se recevoir régulièrement.
Malgré leur décennie de différence, Mr Elias avait très vite été séduit par la vivacité d’esprit du garçon et
l’avait pris sous sa protection. À force de balades et de discussions animées, il avait trouvé dans son ami le
frère qu’il n’avait jamais eu.
Quand il avait été temps pour Mr Clenneth de continuer ses études à l’Université, Mr Elias avait décidé
de le suivre à Oxford, poussé par sa curiosité innée ainsi que par la perspective exaltante de longues joutes
oratoires avec ses pairs.
C’était lui qui avait fait la connaissance de William Bridgestone en premier lors d’une conférence
mouvementée sur Machiavel. Il l’avait bien évidemment présenté à Mr Clenneth et tous trois avaient
commencé à construire une solide amitié.
Le temps d’Oxford était révolu et Mr Elias avait perdu la flamboyance de la jeunesse. Son très léger
embonpoint et son front dégarni pouvaient en attester. Pour autant, ses amis le jugeaient d’un bon
tempérament et d’un calme indéfectible. La lueur de ses yeux bruns et vifs laissait supposer une grande
intelligence. Ses manières naturelles reflétaient sa bonhomie. Ses propos étaient mesurés et il ne parlait que
pour dire quelque chose de sensé ou de raffiné. Tout le monde le disait affable, pondéré et sans histoires.

De son côté, Amy cherchait tant bien que mal à retrouver son calme. Elle concentra à son tour son
attention sur Mr Elias. Quelque chose dans l’éclat mélancolique de son regard l’alerta. On aurait dit qu’un
malheur le tourmentait. Et ce léger accent dramatique ne fit qu’accroître la sympathie qu’elle éprouva tout
de suite à son égard.
Elle s’enhardit à glisser un regard vers Mr Clenneth, qui avait pris place près de William. Lui aussi était
calme et silencieux. Pour autant, il prêtait attention à la conversation et on entendit à diverses reprises son
rire chaleureux lorsque William entreprit de divertir la petite assemblée comme il savait si bien le faire.
Attendrie, Amy remarqua que ses yeux vifs se faisaient alors délicieusement rieurs.
— Amy, ma chérie, lui demanda tout à coup Abigail, la tirant de sa rêverie, verriez-vous un inconvénient
à descendre à l’office et à demander au majordome s’il reste des détails à régler pour le souper ?
Encore chancelante, Amy fut presque soulagée de se voir offrir l’opportunité de quitter la pièce quelques
instants. Sur le chemin, elle prit le temps de s’appuyer un moment contre une console en noyer qui
meublait le grand hall. Il lui fallait un peu de temps pour assimiler le fait que l’homme à qui elle imaginait
confier secrètement ses pensées venait de se matérialiser par surprise.
Elle ferma les yeux une seconde – juste assez pour revoir l’éclat des grandes prunelles vertes la dévisageant.
Comment, après tout ce temps passé auprès de William, avait-elle pu ignorer qu’il était si proche de Henry
Clenneth ?
Elle secoua la tête. Personne ne devait remarquer son trouble. Elle ne voulait pas qu’on la prenne pour
une de ces jeunes femmes capables de tomber en pâmoison à la moindre émotion ! Et de toute façon,
Henry Clenneth et George Elias semblaient avoir l’intention de rester quelque temps : elle finirait bien par
en savoir plus !
Prenant une grande inspiration, elle se redressa pour se diriger vers l’office.

Mr Clenneth attendit, bien plus tard, que le souper soit servi dans l’imposante salle à manger de style
géorgien qu’Abigail prévoyait de redécorer, pour se tourner vers Amy :
— C’est un plaisir de faire votre connaissance, miss Rosebury. Bridgestone ne tarit pas d’éloges à votre
sujet.
Amy sourit, incapable de produire la moindre réponse audible tant elle se sentait mal. Ressaisis-toi,
songea-t-elle. Tu n’as plus douze ans !
— Savez-vous qu’Amy vous connaissait déjà ? lança Abigail.
— Vraiment ?
Mr Clenneth eut l’air gêné. Amy, elle, aurait voulu disparaître sous terre. Elle se souvenait que Lisa avait
effectivement dit à Abigail qu’elles avaient croisé la route de Mr Clenneth. Comment cette dernière
avaitelle pu omettre d’informer sa sœur que celui-ci était un bon ami de son prétendant !
— Oui, notre cousine Lisa Lennox et elle vous ont vu chez un libraire de Covent Garden, cet hiver.
Mr Clenneth plongea ses yeux dans ceux d’Amy. Elle ne put soutenir son regard magnétique. Que
cherchait-il à percer en elle ?
— Aimez-vous lire, miss Amy ? reprit-il en souriant poliment.
— Beaucoup, monsieur.
— Amy a toujours accordé beaucoup d’importance à l’éducation, renchérit Abigail avec fierté.
— Vraiment ? Et quelle littérature appréciez-vous ?
— Ma préférence va aux romans épiques, répondit Amy, gênée d’être soudainement au centre de
l’attention. Mais j’apprécie également les penseurs philosophiques et politiques.
— En ce moment, Amy s’intéresse aux travaux de Mr Hobbes, ajouta William. Est-ce bien cela, Amy ?
Ne soyez pas surprise. J’ai trouvé votre ruban en guise de marque-page dans la bibliothèque. Heureux
stratagème par lequel vous pensiez sans doute nous dissimuler vos lectures ! J’admirerai toujours
l’ingéniosité des femmes ! Enfin, Amy, je suis heureux que ce bon vieux Léviathan ne prenne plus la
poussière. Et personne à cette table ne vous tiendra rigueur de vous attaquer à de plus solides ouvrages que
les gazettes des colporteurs.
— Miss Rosebury, je suis impressionné, intervint Mr Elias. Que pensez-vous des idées de Hobbes ?
— Eh bien, Mr Elias, pour ne rien vous cacher je trouve cet homme un peu pessimiste, répondit Amy
mal à l’aise de devoir exprimer son point de vue à haute voix.
— Expliquez-vous, s’étonna Mr Elias avec un sourire encourageant.
— Il semble croire que les Hommes sont mauvais de nature. Je considère que c’est une vision peu
chrétienne du monde.
Mr Clenneth acquiesça avec un sourire espiègle :
— Rousseau soutient, lui, que c’est la société qui nous pervertit. Mais je ne crois pas que cela fasse de
Rousseau un meilleur chrétien que Hobbes.
Les autres convives rirent de bon cœur. Jean-Jacques Rousseau avait la réputation d’être irascible et
paranoïaque.
— Pourtant, reprit Mr Elias plus sérieusement, je tends à rejoindre Hobbes.
Amy se sentait plus à l’aise pour interroger Mr Elias que son comparse. Elle lui trouvait l’air bonhomme
d’un vieux précepteur attentionné. Aussi n’hésita-t-elle pas à lui demander des précisions sur ses idées.
— Vous pensez donc que si nous retournions à une époque où les hommes vivaient dans la nature et de
manière inorganisée, nous serions également dans un état de guerre ?— N’est-ce pas toujours le cas ? rit William. Avons-nous seulement quitté ce que Hobbes comprend
comme l’état de nature ?
— Je crois que Hobbes voit juste lorsqu’il affirme que les hommes vivent en perpétuel mouvement dont
ils craignent la fin. Cela signifie qu’ils sont effrayés par la mort. En conséquence, ils s’arment les uns contre
les autres pour l’éviter, expliqua Mr Elias. C’est tout à fait paradoxal, j’en conviens. Car en agissant ainsi, ils
ne font que provoquer leur fin.
— Mais pourquoi les hommes devraient-ils craindre la mort puisque, alors, Dieu les accueillera ? s’étonna
Abigail.
Amy réfléchit. À Weymouth, les anciens du village s’éteignaient dans la tranquillité et la foi. Pour autant,
elle savait que tout le monde ne partageait pas les mêmes croyances :
— Hobbes écrit dans un contexte trouble. Il n’est donc pas étonnant qu’il en vienne à douter.
— Il est certain qu’il a connu de violentes guerres de religion et qu’elles l’ont profondément influencé,
renchérit Mr Clenneth d’une voix douce.
Son intervention désarçonna la jeune fille. Au début de la conversation, elle avait cru qu’il la testait. Elle
avait hésité à parler car elle craignait de se ridiculiser en abordant des sujets qu’elle maîtrisait si peu, et voilà
qu’il la soutenait. Et avec quelle bienveillance !
Le cœur d’Amy se mit à battre très vite. Elle sentait le regard de Mr Clenneth peser sur elle. Pour éviter de
le croiser, elle se mit à inspecter le contenu de son assiette. Malheureusement, elle n’eut guère le temps de se
composer une contenance car, déjà, Mr Elias reprenait :
— Et que pensez-vous, miss Rosebury, de la théorie de Hobbes selon laquelle les hommes se lient par
contrat et décident d’abandonner toute souveraineté audit souverain ?
— Mr Elias, j’ai le sentiment que vous cherchez à me piéger ! Si j’ai bien compris, le souverain ne fait pas
partie du contrat établi par les hommes. Il est au-dessus. Cela m’effraie un peu. N’est-ce pas de cette
manière que le souverain peut se légitimer d’un pouvoir absolu ? Ne nous sommes-nous pas battus contre
cela, nous, Anglais ?
— Peut-être. Mais il ne s’agit pas non plus du système français que nous avons condamné, sourit
Mr Elias...