Le grand guide des pédagogies alternatives

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Français
248 pages
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Pour bien apprendre, il faut prendre du plaisir à apprendre !



Tel est le message porté par les pédagogies alternatives. Imaginées par des précurseurs comme Friedrich Froebel, Maria Montessori, Célestin Freinet ou encore Ovide Decroly, elles mettent en avant l'importance du jeu, de l'expérimentation, de la manipulation et laissent les enfants évoluer à leur rythme, selon leurs besoins, en toute liberté.



Simple, clair et complet, le Grand guide des pédagogies alternatives présente à tous, parents ou éducateurs, l'origine des grandes pédagogies et la mise en pratique de leurs principes. D'abord pensées pour l'école, les pédagogies alternatives peuvent nous inspirer dans la vie de tous les jours à travers des activités et des jeux faciles à faire chez soi.




  • Une présentation synthétique de 11 grandes figures des pédagogies alternatives : Froebel, Montessori, Reggio, Steiner, Freinet, Decroly, Mason, Pikler, La Caranderie, Neill et Stern.


  • Les grands principes de chaque pédagogie expliqués simplement.


  • Des fiches d'activités réalisables facilement à la maison avec ses enfants.


  • Une chronologie des grands pédagogues de l'Antiquité à nos jours.




  • Friedrich Froebel


  • Maria Montessori


  • Reggio


  • Rudolf Steiner


  • Célestin Freinet


  • Ovide Decroly


  • Charlotte Mason


  • Emmi Pickler


  • Antoine de la Garanderie


  • Alexander Neill


  • Arnaud Stern

Sujets

Informations

Publié par
Date de parution 27 avril 2017
Nombre de lectures 25
EAN13 9782212046212
Langue Français
Poids de l'ouvrage 43 Mo

Informations légales : prix de location à la page 0,0035€. Cette information est donnée uniquement à titre indicatif conformément à la législation en vigueur.

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Pourbien apprendre, il faut prendre du plaisirà apprendre !
Tel est le message porté par les pédagogies alternatives. Imaginées par
des précurseurs comme Friedrich Frœbel, Maria Montessori, Célestin
Freinet ou encore Ovide Decroly, elles mettent en avant l'importance du
jeu, de l'expérimentation, de la manipulation et laissent les enfants
évoluer à leur rythme, selon leurs besoins, en toute liberté.
Simple, clair et complet, le Grand guide des pédagogies alternatives
présente à tous, parents ou éducateurs, l'origine des grandes pédagogies
et la mise en pratique de leurs principes. D'abord pensées pour l'école,
les pédagogies alternatives peuvent nous inspirer dans la vie de tous les
jours à travers des activités et des jeux faciles à faire chez soi.
Une présentation synthétique de 11 grandes figures des pédagogies alternatives :
Frœbel, Montessori, Reggio, Steiner, Freinet, Decroly, Mason, Pikler, La Garanderie,
Neillet Stern.
L e s grands principes de chaque pédagogie expliqués simplement.
D e s fiches d'activités réalisables facilement à la maison avec ses enfants.
Une chronologie des grands pédagogues de l'Antiquité à nos jours.
MADELEINEDENY
est auteur de nombreux livres sur l'éducation par le jeu,
pour les enfants et pour les parents.
ANNE- CÉCILEPIGACHE
maman de cinq enfants et professeure des écoles pendant
vingt ans, est l'auteur du blog Activités à la maison.
Conception de Mathilde Gamard
Studio Eyrolles © Éditions Eyrolles
Archives of Maria Montessori, AMI, Amsterdam
CharlotteFischer
Code éditeur : G56613
ISBN: 978-2-212-56613-0L e g r a n d g u i d e
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+ d e 1 4 0 a c t i v i t é s d e 0 à 1 2 a n sGroupe Eyrolles
61, boulevard Saint-Germ ain
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www.editions-eyrolles.com
© Groupe Eyrolles 2017
ISBN : 978-2-212-56613-0
Tous droits réservés.
En application de la loi du 11 mars 1957, il est interdit de reproduire intégralement ou partiellement le présent
ouvrage, sur quelque support que ce soit, sans l'autorisation de l'Éditeur ou du Centre français d'exploitation du
droit de copie, 20, rue des Grands-Augustins, 75006 Paris.
Conception éditoriale : Adrien Nachury
Conception graphique : Mathilde GamardM a d e l e i n e D e n y A n n e - C é c i l e P i g a c h e
L e g r a n d g u i d e
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P O U R Q U O I C E G U I D E ? 6 G R A N D S P R I N C I P E S
D é m o c r a t i e e t c o o p é r a t i o n 7 2
F R I E D R I C H F R Œ B E L 1 2 L e s « c e n t l a n g a g e s » 7 4
H i s t o i r e , i n f l u e n c e s , h é r i t a g e 1 4 « L ' e n v i r o n n e m e n t :
G R A N D S P R I N C I P E S l e t r o i s i è m e p r o f e s s e u r » 7 6
L ' e n f a n t m a î t r e d e s e s a p p r e n t i s s a g e s 1 6 L ' e n f a n t c h e r c h e u r , l ' a d u l t e p a r t e n a i r e 7 8
L ' a p p r e n t i s s a g e p a r l e j e u 1 8 P r o j e t e t d o c u m e n t a t i o n 8 0
« D o n s » e t « o c c u p a t i o n s » 2 0 L e m a t é r i e l 8 2
A p p r e n d r e e n b o u g e a n t e t e n c h a n t a n t 2 2 A C T I V I T É S
O b s e r v e r e t c o m p r e n d r e l a n a t u r e 2 4 • A p p r e n d r e e t c o m p r e n d r e
L e m a t é r i e l 2 6 p a r l ' e x p é r i e n c e 8 4
A C T I V I T É S • I n v i t a t i o n s e t d o c u m e n t a t i o n 8 6
• J e u x d e c o n s t r u c t i o n 2 8 • J e u x d ' i m a g i n a t i o n 8 8
• J e u x c r é a t i f s e t i n v e n t i o n s 3 0 • J e u x d e l u m i è r e e t d ' o m b r e s 9 0
• J e u x a r t i s t i q u e s 3 2 • M a c h i n e s e t m u s i q u e 9 2
• J e u x d e m o u v e m e n t e t d e c o m p t i n e s 3 4 Q u ' e n p e n s e n t l e s e n f a n t s ?
• J e u x d e n a t u r e e t d ' é c o l o g i e 3 6 Q u e l r ô l e a l e p a r e n t ? 9 4
Q u ' e n p e n s e n t l e s e n f a n t s ? S t e i n e r 9 5
Q u e l r ô l e a l e p a r e n t ? 3 8 R U D O L F S T E I N E R 9 6
M o n t e s s o r i 3 9 H i s t o i r e , i n f l u e n c e s , h é r i t a g e 9 8
M A R I A M O N T E S S O R I 4 0 G R A N D S P R I N C I P E S
H i s t o i r e , i n f l u e n c e s , h é r i t a g e 4 2 R y t h m e e t s e p t a i n e s 1 0 0
L ' a r t , s t i m u l a n t o u t i l d ' a p p r e n t i s s a g e 1 0 2G R A N D S P R I N C I P E S
L ' e s p r i t a b s o r b a n t e t l e s p é r i o d e s s e n s i b l e s 4 4 J e u l i b r e e t i m a g i n a t i o n c r é a t i v e 1 0 4
U n e n v i r o n n e m e n t A r t i s a n a t e t j o i e d e v i v r e 1 0 6
p é d a g o g i q u e b i e n p r é p a r é 4 6 R é c i t s , f ê t e s e t c é l é b r a t i o n s 1 0 8
A p p r e n d r e a v e c s e s m a i n s , L e m a t é r i e l 1 1 0
s ' i n s t r u i r e e n b o u g e a n t 4 8 A C T I V I T É S
L e m a t é r i e l , p o i n t e s s e n t i e l 5 0 • R y t h m e e t r i t u e l s 1 1 2
A u t o n o m i e e t l i b e r t é 5 2 • C r é a t i v i t é e t m a t é r i a u x d ' a r t 1 1 4
L e m a t é r i e l 5 4 • J e u l i b r e e t i m a g i n a t i o n c r é a t i v e 1 1 6
A C T I V I T É S • A r t i s a n a t e t j o i e d e v i v r e 1 1 8
• P é r i o d e s s e n s i b l e s 5 6 • R é c i t s , f ê t e s e t c é l é b r a t i o n s 1 2 0
• A c t i v i t é s s e n s o r i e l l e s 5 8 Q u ' e n p e n s e n t l e s e n f a n t s ?
• V i e p r a t i q u e 6 0 Q u e l r ô l e a l e p a r e n t ? 1 2 2
• M a t h é m a t i q u e s 6 2 F r e i n e t 1 2 3
• É c r i t u r e e t l e c t u r e 6 4 C É L E S T I N F R E I N E T 1 2 4
Q u ' e n p e n s e n t l e s e n f a n t s ? H i s t o i r e , i n f l u e n c e s , h é r i t a g e 1 2 6
Q u e l r ô l e a l e p a r e n t ? 6 6 G R A N D S P R I N C I P E S
g g i o 6 7 L a p r i m a u t é d e s o u t i l s 1 2 8
L i b r e e x p r e s s i o n ,R E G G I O 6 8
H i s t o i r e , i n f l u e n c e s , h é r i t a g e 7 0 É c h a n g e e t c o m m u n i c a t i o n 1 3 0
- 4 -C o o p é r a t i o n e t a p p r e n t i s s a g e 1 3 2 E M M I P I K L E R 1 9 0
T â t o n n e m e n t e x p é r i m e n t a l H i s t o i r e , i n f l u e n c e s , h é r i t a g e 1 9 2
e t m é t h o d e n a t u r e l l e 1 3 4 G R A N D S P R I N C I P E S
L a n a t u r e c o m m e o u t i l d e t r a v a i l 1 3 6 L e p r e n d r e s o i n 1 9 4
L e m a t é r i e l 1 3 8 A c t i v i t é s a u t o n o m e s e t m o t r i c i t é l i b r e 1 9 6
A C T I V I T É S A C T I V I T É S
• P r i m a u t é d e s o u t i l s 1 4 0 • B é b é f i e r d e l u i ! 1 9 8
• É c h a n g e e t c o m m u n i c a t i o n 1 4 2 L a G a r a n d e r i e 1 9 9
• C o o p é r a t i o n e t a p p r e n t i s s a g e 1 4 4 A N T O I N E D E L A G A R A N D E R I E 2 0 0
• T â t o n n e m e n t e x p é r i m e n t a l e t H i s t o i r e , i n f l u e n c e s , h é r i t a g e 2 0 2
m é t h o d e n a t u r e l l e 1 4 6 G R A N D S P R I N C I P E S
• L a n a t u r e c o m m e o u t i l d e t r a v a i l 1 4 8 É v o c a t i o n e t l a n g a g e s m a t e r n e l s 2 0 4
Q u ' e n p e n s e n t l e s e n f a n t s ? L e s g e s t e s m e n t a u x 2 0 6
Q u e l r ô l e a l e p a r e n t ? 1 5 0 A C T I V I T É S
D e c r o l y 1 5 1 • D é v e l o p p e r s e s c a p a c i t é s d ' a p p r e n t i s s a g e 2 0 8
O V I D E D E C R O L Y 1 5 2
H i s t o i r e , i n f l u e n c e s , h é r i t a g e 1 5 5 N e i l l 2 0 9
G R A N D S P R I N C I P E S A L E X A N D E R N E I L L 2 1 0
L a g l o b a l i s a t i o n 1 5 6 H i s t o i r e , i n f l u e n c e s , h é r i t a g e 2 1 2
L e s c e n t r e s d ' i n t é r ê t 1 5 8 G R A N D S P R I N C I P E S
O b s e r v e r , a s s o c i e r , e x p r i m e r 1 6 0 J o u e r e t ê t r e h e u r e u x ! 2 1 4
I n d i v i d u a l i s a t i o n e t s o c i a l i s a t i o n 1 6 2 Ê t r e l i b r e ! 2 1 6
L e j e u e s t u n t r a v a i l 1 6 4 A C T I V I T É S
L e m a t é r i e l 1 6 6 • « E n f a n t s l i b r e s » e n f a m i l l e 2 1 8
A C T I V I T É S S t e r n 2 1 9
• L a m é t h o d e g l o b a l e à l a m a i s o n 1 6 8 A R N O S T E R N 2 2 0
• L e s c e n t r e s d ' i n t é r ê t 1 7 0 H i s t o i r e , i n f l u e n c e s , h é r i t a g e 2 2 2
• L a « m a i n à l a p â t e » 1 7 2 G R A N D S P R I N C I P E S
• I n d i v i d u a l i s a t i o n e t s o c i a l i s a t i o n 1 7 4 L e J e u d e P e i n d r e e t l a s p o n t a n é i t é 2 2 4
• L e s j e u x é d u c a t i f s e t L a F o r m u l a t i o n 2 2 6
L e u r p o u v o i r d ' a p p r e n t i s s a g e 1 7 6 A C T I V I T É S
Q u ' e n p e n s e n t l e s e n f a n t s ? • S é a n c e d e p e i n t u r e f a m i l i a l e
Q u e l r ô l e a l e p a r e n t ? 1 7 8 e t c o n v i v i a l e 2 2 8
M a s o n 1 7 9
C H A R L O T T E M A S O N 1 8 0
H i s t o i r e , i n f l u e n c e s , h é r i t a g e 1 8 2 2 5 0 0 a n s d e p é d a g o g i e e t d e p é d a g o g u e s 2 3 0
P O U R C O N C L U R E 2 3 4G R A N D S P R I N C I P E S
L a n a t u r e 1 8 4 T a b l e a u d e s a c t i v i t é s p a r t h è m e s 2 3 6
L e s « l i v i n g b o o k s » 1 8 6 I N D E X 2 4 2
A C T I V I T É S
• D é c o u v r i r l e m o n d e q u i n o u s e n t o u r e 1 8 8
- 5 -P o u r q u o i c e g u i d e ?
L'écriture du Grand guide des pédagogies alternatives est partie
d'une rencontre entre deux passionnées de pédagogies actives et du croisement
de leurs expériences et convictions : Anne-Cécile, maman de cinq enfants et
professeur des écoles pendant vingt ans, et Madeleine, auteur de nombreux
livres sur l'éducation par le jeu. Elles se sont lancé un défi, celui de s'emparer
de l'immense sujet de la pédagogie alternative pour en synthétiser les grands
principes dans un style d'écriture simple, clair et complet, et dans l'esprit
qui les habite toutes deux : celui du bon épanouissement des enfants.
développer sa créativité n'étaient tant inspirée lors de l'écritureA N N E - C É C I L E
De nombreux parents, dans leur pas regroupées dans un même de mes livres jeunesse et
soif d'apprendre à bien faire, ont livre alors que ces pédagogues de mes guides parenting.
L'idée du Grand guide desété attirés par les pédagogies avaient quasiment tous travaillé
pédagogies alternatives étaitmain dans la main ?actives sans savoir que Maria
Montessori et sa pédagogie ne née ainsi qu'un duo amical qui a
représentaient qu'une infime M A D E L E I N E fonctionné à merveille avec pour
partie de l'énorme travail que des Oui, c'est bien ce qui m'a séduite seul but : expliquer simplement
dizaines de pédagogues tels que quand tu m'as fait part de ton à tous, parents ou éducateurs,
Frœ bel, Malaguzzi, Steiner, projet d'écriture. Il coïncidait avec ce qu'était chacune de ces
Decroly, Freinet… avaient fait mon désir de travailler sur un sujet pédagogies actives,
dans le même esprit, avant qui me tient à cœur depuis la personnalité de ces grands
hommes et femmes et la mise enou après elle. toujours, celui de la pédagogie
alternative, non pas pour « jouer » pratique de leurs grands principes.C'est en partant de ce constat,
accompagné de l'envie d'en savoir à ce que je ne suis pas, une Un terme, « pédagogie active »,
plus, que je me suis dit que psychologue ou une chercheuse que les membres du mouvement
j'aimerais les voir tous réunis. En en sciences de l'éducation, mais de l'Éducation nouvelle ont
effet, pourquoi ces pédagogies tout simplement pour partager posé pour pointer l'importance
toutes passionnantes, toutes ayant avec tous les grandes leçons de du jeu, de l'expérimentation,
pour but d'aider un enfant à philosophie, de vie et d'humanité de la manipulation pour bien
apprendre.s'épanouir, à être autonome et à de ces pédagogues dont je me suis
- 6 -« Aider un enfant à s'épanouir, à être
autonome et à développer sa créativité »
L'ÉDUCATION NOUVELLE
Entre 1918 et 1939, entre les deux guerres, un ses apprentissages qui doivent partir
grand mouvement pour une nouvelle éducation de ses propres intérêts ;
va grandir dans le monde entier. Des éducateurs l'enfant apprend en étant actif, en
rêvent d'un monde meilleur où l'on apprendra expérimentant, en explorant, en utilisant ses sens
aux enfants à penser et à vivre en démocratie. et non en écoutant simplement un professeur ;
Changer l'école pour changer le monde… l'école est un lieu où l'on peut apprendre
Un homme, Adolphe Ferrière, rassemble toutes à vivre en société en participant à des assemblées,
ces expériences pédagogiques dans un grand en créant les lois qui vont être appliquées…
mouvement et inaugure, en 1921, le premier les activités intellectuelles ont la même
Congrès international d'Éducation nouvelle. Sept importance que les activités manuelles,
congrès de ce type auront lieu dans l'entre-deux- artistiques et sportives ;
guerres, regroupant toujours plus de pédagogues, le maître est un guide et non une personne
tous pacifistes, mais venant du monde entier, à laquelle l'enfant est soumis ;
de religions et opinions politiques diverses. l'enfant apprend pour lui-même, pour assouvir
Philosophes, scientifiques, enseignants, médecins, sa curiosité : il ne devrait donc y avoir ni punitions,
psychologues y réfléchissent au but de l'école, ni récompenses, ni notes, ni examens ;
à l'énergie créatrice des enfants, à la liberté dans un environnement riche et stimulant conduit
l'éducation avec ces idées phares : l'enfant à agir par lui-même et à se passionner
les enfants doivent recevoir la même éducation, pour différents domaines.
quel que soit leur sexe ou leur milieu social. Adolphe Ferrière, John Dewey, Maria Montessori,
Ils apprennent à réfléchir, à se forger leur propre Ovide Decroly, Alexander Neill, Roger Cousinet,
opinion, à agir par eux-mêmes ; Jean Piaget, Célestin Freinet et tant d'autres se sont
l'école doit être un lieu ouvert sur le monde ; engagés dans ce mouvement qu'ils souhaitaient
la nature est le lieu par excellence des opposer de façon stratégique à l'éducation
apprentissages ; traditionnelle. L'Éducation nouvelle s'identifie
à « l'école active », celle qui développel'enfant est un être à part entière, avec
sa volonté propre qui doit être respectée. la confiance en soi et réconcilie la culture et la vie.
On doit veiller à l'épanouissement de Un mouvement qui, même s'il n'a pas survécu, reste
la personnalité de l'enfant, de son individualité ; d'une totale modernité… preuves à l'appui dans les
l'enfant doit être libre du choix de pages qui suivent !
- 7 -« Et nos enfants ont tellement
à découvrir, à rêver, à jouer, à imaginer,
à expérimenter… à vivre ! »
A N N E - C É C I L E ces pédagogies ont été à l'origine du message de tous ces
pensées pour l'école, mais toutesEn effet, notre motivation était pédagogues : laisser les enfants
en premier lieu d'aider les parents ont une façon de considérer apprendre à leur rythme et
ou les éducateurs en essayant l'enfant dans son développement seulement lorsqu'ils
d'expliquer le plus clairement et ses apprentissages qui peut en ressentent le besoin.
possible un certain nombre nous inspirer dans la vie de tous
de pédagogies ainsi que le les jours. Chacune a quelque chose A N N E - C É C I L E
mouvement de l'Éducation à nous apprendre. Bien sûr, J'ai acquis mes connaissances
nouvelle. Même si cela était certains points de vue s'opposent sur ces pédagogies puis je
parfois, mais de nombreusesdifficile, j'ai aussi dû choisir les ai partagées avec mes enfants
les pédagogies qui me semblaient idées se rejoignent. en leur proposant des activités,
le plus en adéquation avec notre Là a été mon plaisir de toutes en les laissant libres de s'y
époque, celles que l'on pouvait les rassembler. intéresser suivant leurs envies.
aisément faire coïncider avec des Cette liberté est aussi à la base
activités et des jeux faciles à faire de ce guide où chacun peutM A D E L E I N E
chez soi. L'idée était juste de Rassembler, rester fidèle aux soit se passionner pour l'une de
partager ce que j'avais appris en grands principes éducatifs de tous ces pédagogies et vouloir ensuite
lisant, en mettant en pratique les les pédagogues et cela jusque dans l'approfondir, soit « piocher »
activités que je pouvais faire avec les fiches pratiques d'activités ce qui lui correspond le plus
qui clôturent chaque chapitre.mes enfants à la maison sans trahir dans l'une ou l'autre.
ni dénaturer les idées éducatives Elles ne comprennent ni tranche Entrer en « pédagogie active »
que tous ces pédagogues avaient d'âge ni indication de temps de ouvre des portes vers tellement
voulu faire passer. Certaines de réalisation pour garder la force de mondes à explorer !
CHRONOLOGIEDES PÉDAGOGUES
1 8 4 2 1 8 7 0 1 8 8 3
Naissance Naissance Naissance
1 8 6 1de Charlotte de Maria d'Alexander1 7 8 2 NaissanceMason 1 8 7 1Montessori NeillNaissance de Rudolf Naissance
de Friedrich Steiner d'Ovide
Frœ bel DecrolyRémi – 16 ans Baptiste – 14 ans Lison – 12 ans
M A D E L E I N E A N N E - C É C I L E
Il ne me reste plus qu'à vousIl faut dire que ta famille s'est
bien impliquée dans le projet ! présenter mes enfants qui ont pris
J'aime qu'à la place des classiques leurs crayons pour se décrire avant
photos fictives d'enfants tout de les retrouver en action au fil
bien habillés et peignés en train des pages de ce guide !
de poser dans un bel univers, nous
ayons pris le parti de photos
spontanées, prises dans le « feu de
Noé – 6 ansl'action », souvent mal cadrées et
dans un classique fouillis d'une
maison avec enfants. Ce « sans
artifice » est d'ailleurs à la base de
tout ce livre : vraies photos, activités
réellement faites par les enfants,
spontanéité des expériences
partagées avec le lecteur à chaque
page du guide. Cela permet à
chacun, même sans avoir une
famille de cinq enfants, d'avoir un
jeu, une expérience adaptée à l'âge
de l'un ou l'autre des siens !
Firmin – 3 ans
1 9 0 2 1 9 2 4 1 9 4 6Naissance Naissance Premièred'Emmi Pikler d'Arno Stern école Reggio1 8 9 6 1 9 2 0
Naissance Naissance
de Célestin d'Antoine de
Freinet La GaranderieMode d'emploi
Grands principes de pédagogies alternatives et fiches d'activités
sont organisés de façon simple et claire pour que chacun trouve
facilement ce qui suscite en priorité son intérêt.
L E S P R I N C I P A L E S
É T A P E S D E L A V I E
D E S F O N D A T E U R S
L E S G R A N D S P R I N C I P E S
P É D A G O G I Q U E S
T E S T É S E N F A M I L L E
L ' ΠU V R E
P É D A G O G I Q U E
E X P L I Q U É E
- 10 -L E M A T É R I E L
P O U R R É A L I S E R
L ' E N S E M B L E
D E S A C T I V I T É S
L E S A C T I V I T É S
À F A I R E A V E C
S E S E N F A N T S
D E S I D É E S P O U R L E S
P L U S J E U N E S E T D E S
P R O J E T S À P R O P O S E R
E N G R O U P E . . .
D E S R É S U M É S
P O U R R E T R O U V E R
L E S G R A N D S
P R I N C I P E S
- 1 1 -La p édagogie
F r œ b e l
« Le jeu n'est pas
une chose frivole
pour l'enfant
mais une chose
de profonde
signification. »Friedrich Frœ bel
Histoire, influences, héritage
Friedrich Frœbel est le premier pédagogue à s'être intéressé aux enfants d'âge
préscolaire et à leur stimulation par le jeu et l'activité physique.
Friedrich le petit Allemand est le Frœbel trentenaire démarre sa l'aboutissement d'une longue carrière.
dernier d'une fratrie de six enfants. carrière pédagogique. Ses premiers
Sa mère décède quand il a 1 an. Jugé élèves sont ses neveux. Il fonde l'Ins- 1851, date maudite ! Le
gouvernepeu doué par son père et sa belle- titut général allemand d'éducation, ment prussien, considérant que le
mère, Friedrich, jusqu'à ses 10 ans, une première école, et en devient programme de Frœbel « le socialiste »
est très réservé. Son passe-temps « un apôtre militant ». C'est un vrai conduit les enfants vers l'athéisme,
préféré est l'observation de la nature succès et l'école passe de cinq à fait fermer les jardins d'enfants.
et c'est sûrement ce qui incite un de soixante élèves en trois ans. Frœbel meurt l'année suivante.
ses oncles à le prendre sous son aile
pour lui apprendre le métier de Les écoles Frœbel vont, jusqu'à la Frœbel après Frœbel. Louise, sa
garde-forestier. mort du pédagogue, osciller entre veuve, Bertha Von Marenholtz-Bülow,
réussites et échecs – le plus souvent sa mécène, Middendorf, l'un de ses
Jeune adulte, Friedrich quitte sa dus à des problèmes financiers ou directeurs d'école, vont
infatigablerégion natale, le Thuringe, au centre politiques. Le fardeau des dettes et les ment poursuivre le travail de Frœbel.
de l'Allemagne. Après quelques incur- critiques n'empêchent pas Friedrich En 1853, lors du cinquième congrès
sions dans la vie étudiante, où il s'ini - Frœbel de poursuivre son œuvre édu- des instituteurs allemands, il est voté
tie au métier d'arpenteur et à cative avec la fondation d'écoles, la une résolution déclarant que « le
jarl'architecture, il découvre à Francfort, publication de revues et de livres, et la din d'enfants doit être considéré
en 1805, la « pédagogie nouvelle ». diffusion de son matériel éducatif comme une utile préparation à l'école
Une rencontre avec le directeur de spielgaben (les « dons »). primaire ». En 1854, l'interdiction des
l'école-modèle de Francfort, où est jardins d'enfants est levée. La baronne
appliqué le système de pédagogie Frœbel en fin de vie assoit le fonde- Marenholtz, tout entière dévouée à
Pestalozzi, lui permet en effet d'oc- ment de sa pédagogie avec la création l'œuvre de Frœbel, réussit à faire créer
cuper une place vacante d'ensei- de centres d'éducation pour les des jardins d'enfants dans toute
l'Eugnant et de découvrir la profession tout-petits, les kindergarten (au sens rope. Elle donne des conférences sur
d'instituteur. propre : jardins d'enfants) qui seront les idées nouvelles d'éducation de
LESGRANDES DATES
18401833
erFondation du 1Ouverture1808
jardin d'enfants1782 d'un institutSéjour à
à BlankenburgNaissance en Suissel'Institut
(Allemagne)de Friedrich Pestalozzi
Frœ bel 1816 1839
1805 Fondation de Présentation
Instituteur à l'Institut général du matériel
l'école- modèle d'éducation éducatif
Francfort à Keilhau spielgaben à la
(Allemagne) reine de SaxeVIEPRIVÉE
Friedrich Frœbel a été marié deux
Frœbel et gagne à sa cause philo- fois mais n'a pas eu d'enfants.
sophes et écrivains (Charles Dickens, Très lié avec son frère Christophe,
Auguste Com te…). il s'occupera à son décès de ses
trois fils et de deux autres de ses
L'enseignement Frœbel. Les théo- neveux, qui seront ses premiers
ries de Frœbel perdent un peu de élèves. Ses deux épouses, vraies
eleur force au XX siècle mais ses dis- collaboratrices, ont énormément
ciples ont réussi un tour de force : compté dans son travail et la
faire que Frœbel et ses idées soient diffusion de son œuvre.
reconnus de grande valeur
éducative. De nos jours, sans le savoir, nous
faisons encore souvent appel à la
méthode Frœbel et son matériel
éducatif est toujours d'actualité dans les ILADIT
écoles du monde entier. « C'ESTÉTONNANTCOMBIEN
MESOCCUPATIONSMEPLAISENT.
DÈSLAPREMIÈRELEÇON, ILME
FRŒBEL-PESTALOZZI, MAIN DANS LA MAIN SEMBLAQUEJEN'AVAISJAMAIS
Frœbel s'est fortement imprégné de la méthode éducative du Suisse FAITAUTRE CHOSEETQUE
Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1826), le père de la pédagogie JEN'ÉTAISNÉQUEPOURCELA… »
moderne. Cet homme de cœur consacre sa vie aux enfants pauvres. (lettre à son frère Christophe en 1805,
En 1800, le gouvernement suisse l'incite à ouvrir un institut–modèle où alors qu'il vient d'être nommé
ses méthodes révolutionnaires attirent visiteurs et stagiaires du monde instituteur)
entier : il n'y a ni classe, ni programme, ni horaires, ni sanctions.
Comme Frœbel, Pestalozzi a le souci d'une formation globale
de l'enfant qui prend en compte « la tête, le cœur et la main ».
190018521848 1860 Essor des jardinsDécès deLes jardins Fondations d'enfants Pestalozzi-Frœ beld'enfants en des jardins Frœbel en Allemagne :Allemagne sont d'enfants on en compte 7 500au nombre en Suisse en 19141851de 44 romandePremier jardin 1884
d'enfants en Fondation de la
Angleterre Frœ bel Society
à Londres
— Histoire et héritage
FRŒBELGrand principe 1
L 'enfant maître de
ses apprentissages
Les recherches pédagogiques de Frœbel se concentrent sur la petite enfance.
Sa méthode pédagogique propose un programme éducatif très complet
où la priorité est donnée au plaisir, à la liberté et à la bienveillance.
« MAISC'ESTL'ENFANT QUIFAIT LUI-MÊME « VOICILEPOINTCENTRAL
LEPREMIERPASDANSTOUTCELA. » DETOUTEVIEENFANTINE :
Frœbel est un précurseur. Il démontre dans sa pédagogie VIVACITÉ, ACTIVITÉ, SENTIMENT. »
l'importance et le respect qu'il faut apporter aux enfants, chacun Qu'entend Frœbel par ces trois
avançant à son rythme, tous ayant des intérêts différents. term es ?
De nos jours nous savons que le « bourrage de crâne » est - Vivacité : prendre soin et développer
contre-productif : trop d'informations tuant le plaisir de la son corps par des activités
découverte spontanée. C'est l'enfant, par l'utilisation de matériel sensorielles et physiques.
approprié ou par le biais de son « vécu » (promenades en forêt, - Activité : manipuler, construire,
courses au supermarché, spectacles de rue…), qui, de façon créer,s'exprim er.
autonome, construit son savoir. Les jardins d'enfants de Frœbel - Sentiment : développer
étaient avant l'heure de vraies écoles actives où apprendre une vie intérieure et spirituelle.
se faisait en multipliant les expériences, sans imposer aucune Ainsi Frœbel a une vision
tâche décourageante ou rebutante. globalisante de l'enfant pour lui
permettre de se développer dans
des dimensions à la fois physiques,
intellectuelles et spirituelles.
Friedrich
Ce sont des idées que l'on retrouvera
Frœ bel
notamment chez Rudolf Steiner.
« LASATISFACTIONESTLEPOINT dit
CENTRALVÉRITABLEETLAPIERRE
D'ACHOPPEMENTQUINEBOUGE
JAMAIS, NONSEULEMENTDELA
VIEDEL'ENFANT, MAISDETOUTE
LAVIESAINEDEL'HOMME. »
Le plaisir déclenche l'envie
d'apprendre. Au temps de Frœbel,
cette idée est révolutionnaire.
Un enfant qui se régale à jouer est,
l'air de rien, en train de prendre son « L'HOMMECONSCIENTDOITASSISTERL'ENFANTDANSSONÉDUCATION
éducation en main. En s'amusant ENL'AIDANT– ENVUEDELAPOURSUITED'UNDÉVELOPPEMENTDE
avec des matériaux simples, L'HUMANITÉ. »
il est libre de faire de multiples Le sens étymologique du mot « éducation » est « conduire à ». L'éducateur est
expériences qui le motivent à aller, celui qui conduit vers la connaissance, qui accompagne, qui guide, qui aide
chaque fois, un peu plus loin. à comprendre à partir des questionnements des enfants. Dans la pédagogie
Il en découle naturellement de Frœbel, les éléments éducatifs se glissent dans les jeux, et la bienveillance
la satisfaction de jouer, tout de l'adulte encourage les enfants à développer leur curiosité, leur ingéniosité
en apprenant à bien faire. dans un heureux mélange d'activités intellectuelles et physiques.
- 16 -FRŒBELEN PRATIQUE
FICHES ACTIVITÉS PAGES 28-29
C i n q e n f a n t s
FRŒBELETLAPHILOSOPHIEDELASPHÈRE et mon e xpérience
Durant ses études scientifiques,
Frœbel écrit « La philosophie de la Quand je vois Noé, 4 ans,
sphère », un texte mêlant spiritualité commencer à se passionner pour
et métaphysique qui influence sa un sujet (les engins de chantier,
pédagogie. Pour lui, telle une sphère les lettres, les fourmis…), je sais
en expansion, la force intérieure que c'est le moment de le guider
d'un jeune enfant se développe pour étancher sa soif de savoir.
dans la confrontation avec le monde Bien sûr je réponds à ses
extérieur. Un enfant, comme un fruit, questions, mais j'essaye surtout
grandit en emmagasinant à l'intérieur de l'aider à trouver des réponses.
de lui tout ce qui, à l'extérieur, l'aide Les livres, les rencontres, les
à bien se développer. À l'inverse, expositions, les jeux… on a
il « mûrit » petit à petit en extériorisant toujours l'embarras du choix.
les richesses qu'il a naturellement en lui. Pas facile d'être à l'écoute sans
le noyer d'informations dont
il n'a que faire ! J'aime de temps
en temps susciter de nouveaux
intérêts, le but étant de titiller
la curiosité sans rien imposer !
Parfois, ça marche ; d'autres fois,
ça tombe à côté. Être son guide
dans sa démarche d'apprentissage
est toujours très joyeux. Je sais aussi
rester en retrait et le laisser raconter,
s'il en a envie, son nouveau savoir
à ses frères et sœur !
J'essaye d'avoir à l'esprit la devise
de Frœbel : « Tua es agitur »,
« il s'agit de ton affaire ».
Anne - Cé cile Pigache
+ + MOTS CLÉS + +
ACTIVITÉVARIÉE +
CURIOSITÉNATURELLE =
ENVIED'APPRENDRE
- 17 -
— Les grands principes
FRŒBELGrand principe 2
L 'apprentissage
parle jeu
Pour Frœbel, c'est dans le jeu que le besoin d'activité des enfants trouve
le mieux à s'exprimer. Pas comme un divertissement passager,
mais comme un outil pour mieux comprendre le monde qui les entoure.
« LEJEUESTLEPLUSHAUTDEGRÉDUDÉVELOPPEMENT DE « S'APPROPRIERLADIVERSITÉ
L'ENFANT. LEJEUPRODUITJOIE, LIBERTÉ, SATISFACTION. » DESCHOSESDANSLEMONDEQUI
Un des points fondamentaux de la pédagogie de Frœbel est sa L'ENTOUREPARL'OBSERVATION,
théorie du jeu. Il distingue quatre grands types d'activités L'ACCUMULATION,LA
enfantines : les « dons » et « occupations » (assembler des formes, COMPARAISON,L'IMITATION,
entrelacer des bandes de papier, dessiner avec des bâtonnets, LATRANSFORMATION, ENBREF,
découper…), les chansons et jeux de doigts (scander des comptines, PARL'UTILISATION. »
imiter des gestes, répéter des mots…), les jeux de mouvements Le jeu, miroir de la vie, a deux
(jeux d'équilibre, de course, de danse…), les activités de jardinage fonctions qui correspondent à la
(planter quelques graines, ramasser des feuilles, faire un herbier…). théorie « extérieur-intérieur » de
Frœbel : en construisant, en créant,
un enfant se découvre des talents
dont il ne se serait pas cru capable,
il révèle à l'extérieur son monde« LEJEUDECETEMPSN'ESTPASUN
intérieur par des jeux d'imagination ;AMUSEMENT; ILESTTRESSÉRIEUXETILA
inversement, le jeu permet de faireUNESIGNIFICATIONPROFONDE.PRENDS-EN
SOIN, DÉVELOPPE- LE. ÔMÈRE! PROTÈGE- LE, sien l'environnement extérieur, etFriedrich
SAUVEGARDE-LE, ÔPÈRE! » l'enfant emmagasine ses richessesFrœ bel
Même si cela est dit avec emphase, le à l'intérieur.ditpédagogue met l'accent sur un des points forts C'est une pédagogie de l'action qui
des temps de jeu que l'on se doit de partager nous est présentée ici. Le joueur
avec les enfants. On continue souvent à penser prend en main son activité en toute
l'inverse, mais le jeu n'est pas quelque chose autonomie. Il progresse à coups
de futile. Frœbel insiste sur l'application des d'essais et d'erreurs. Il met des mots
enfants lorsqu'ils jouent. Il montre également sur ce qu'il fait. Le jeu, plutôt qu'un
que le jeu est très utile dans les rapports qu'un simple amusement gratuit, est alors
parent a avec son enfant car il lui permet de source de créativité intarissable.
m ieux le connaître.
« TROUVERENTREDEUXMONDESAPPAREMMENTSÉPARÉSETDIFFÉRENTSL'UNITÉINTÉRIEUREORIGINELLE,
LARÉELLEHARMONIEETLAVÉRITABLEPAIX. »
En jouant et manipulant les solides proposés par Frœbel, en tant qu'être pensant capable d'agir sur le monde, de
l'enfant en saisit la structure et appréhende ainsi le monde trouver des solutions à un problème rencontré, d'imaginer
extérieur de façon intuitive : il va expérimenter des notions des stratégies. Et c'est la rencontre entre ce monde
de pesanteur, d'équilibre, de longueur, de surface... Mais intérieur des pensées et des rêves et le monde extérieur
dans le même temps où il comprend mieux les lois de la réalité physique qui va permettre à l'enfant de se
générales qui régissent l'univers, il va s'épanouir également développer pleinement, en jouant.
- 18 -FRŒBEL EN PRATIQUE
FICHES ACTIVITÉS PAGES 30- 31
C i n q e n f a n t s
et mon e xpérience
Les meilleurs jeux pour nos
enfants sont les jeux ouverts,
qui permettent toutes sortes
d'utilisation (par exemple les jeux
de construction), par opposition
à des jeux plus fermés où il n'y a
qu'une seule façon de jouer, et
dont on fait beaucoup plus vite le
tour. Le travail de mes plus jeunes
enfants, pour moi, c'est en
priorité le jeu ! Quand Frœbel
nous dit que le jeu est sérieux
et qu'il permet à nos enfants
d'appréhender le monde, il ne
nous parle pas de simples jeux
éducatifs pour apprendre telle
ou telle notion à l'enfant !
Non, il s'agit bien de « vrais jeux »
où chacun peut mettre en action
toute son inventivité et
sa créativité.
A n n e - C é c i l e P i g a c h e
FRŒBELETLEJEU LIBRE
Un enfant, dans son plaisir du jeu, est un formidable créateur.
Il invente à partir de formes simples une infinité de compositions,
que Frœbel classe en trois catégories : les formes de vie, les formes
de beauté et les formes de connaissance.
Les formes de vie sont des représentations du monde qui entourent un
enfant, que ce soit la nature ou les constructions humaines. Les formes
de beauté conduisent un enfant à observer le monde autour de lui et
à y remarquer des motifs, des éléments symétriques qu'il peut répliquer
avec ses jeux ou inventer. Quant aux formes de connaissance, elles font
entrer un enfant dans le domaine des sciences et des mathématiques, + + MOTS CLÉS + +
en l'incitant à compter, à utiliser des formes géométriques, à comprendre
JEU+ AUTONOMIE= PLAISIRles notions de longueur, de symétrie…
- 19 -
— Les grands principes
FRŒBELGrand principe 3
« Dons » et « occupations »
Dans la pédagogie de Frœbel, les enfants jouent avec des « dons » et
des « occupations ». Les dons sont un ensemble de balles et formes
élémentaires en bois servant à de multiples expériences. Les occupations
sont des activités visant à développer les sens, l'adresse et la logique.
« L'ÂMEDUPETITENFANTNEPEUT, DANSLAPREMIÈREPÉRIODE
DESONDÉVELOPPEMENT, SERECONNAÎTRE, SESAISIRELLE- MÊME Friedrich
QUEDANSLAPERCEPTIONDESFORMESLESPLUSSIMPLES Frœ bel
DUMONDEEXTÉRIEURPRÉSENTÉD'UNEFAÇONCONCRÈTE. » dit
La « gymnastique de la main », auquel Frœbel tient tant, est à l'origine
d'un matériel révolutionnaire à l'époque : les dons. Ces dons, au nombre
de six, sont faits de balles et de blocs de bois… et sont toujours
d'avant-garde de nos jours ! Leurs formes élémentaires cachent en effet,
pour qui ne les connaît pas, un fort potentiel d'apprentissage. Avec ces
activités de manipulation, de construction, d'équilibre, les enfants vont,
pas à pas, s'approprier des quantités de notions. Un matériel
qui évolue avec les capacités de l'enfant.
« CEQUIN'APASDESENSPOUR
UNENFANTMANQUESON BUT
ÉDUCATIF. »
Ce panel d'activités est pour Frœbel
com plém entaire aux dons.
Contrairement à eux, la forme du
matériau de départ est la plupart du« LEJEUESTDANSL'ENFANTLETÉMOIGNAGE
DEL'INTELLIGENCEDEL'HOMME. » temps modifiée durant le jeu. Elle ne
Pour compléter les dons, dont il est le créateur, peut retourner à sa forme d'origine.
le pédagogue adjoint un matériel plus ordinaire « Dons » et « occupations » donnent
qu'il nomme les « occupations ». Il ne prétend donc aux enfants l'idée de
pas inventer les jeux d'ouvrages que sont permanence, avec des jeux qui
l'enfilage de perles, le dessin avec bâtonnets, le restent toujours à l'identique et
tissage ou le pliage. Le pédagogue y a seulement d'autres non. Les occupations ont
intégré le fondement de sa théorie, celle d'une aussi pour but d'inciter les enfants à
progression lente et raisonnée, agrémentée cultiver les facultés les plus diverses :
de la liberté qui est donnée aux enfants. l'attention, la persévérance, la
Les occupations ne sont ni imposées ni rigides. volonté. Des ouvrages faits de ses
On explique « le comment faire » et mains rendent un enfant fier de lui
on laisse les enfants les utiliser à leur façon. lors du résultat final.
- 20 -FRŒBELEN PRATIQUE
FICHES ACTIVITÉS PAGES 32- 33
Cinq enfants
LES DONS ( S P I E L G A B E N ) et mon e xpérience
er1 don/ Jeuxavec balles
Les dons ( s p i e l g a b e n) m'ontPour Frœbel, la balle est la première amie d'un enfant.
e émerveillée car ils incitent2 don/ Jeux avec trois solides
La boule roule, le cube est statique, le cylindre est un peu de l'un naturellement à créer des formes
et de l'autre. et des univers nouveaux, tout
e droits sortis de l'imagination3 don/ Jeuxavec cubes
Les huit petits cubes assemblés en forment un grand. Mais on peut aussi les des enfants, ou à inventer de
aligner, former un escalier, les ranger en ligne droite, en étoile, en cercle... multiples jeux. Firmin, à 2 ans,
e crée des sculptures colorées en4 don/ Jeux avec cube divisé en briques
On joue de même façon qu'avec les cubes, mais la difficulté augmente : enfilant des perles sur des tiges.
les formes rectangulaires sont plus complexes à assembler. Noé, 4 ans, s'amuse à construire
e e parcours ou labyrinthes. Lison,5 et 6 dons / Jeux avec cubes, prismes, pavés et briques
Les jeux précédents ont été un excellent apprentissage. Monter un mur, 10 ans, réalise des constructions
des tours, tout paraît facile maintenant. Il ne reste plus qu'à installer les avec les différents solides.
pièces de bois en s'inspirant des formes usuelles (maison, voiture), des Baptiste, à l'aide des formes
formes esthétiques (soleil, vagues) ou mathématiques (labyrinthe). colorées, fait de magnifiques
e e dessins. Et Rémi se lance plutôt7 à10 dons / Jeux avec surfaces, lignes et points
Il s'agit là d'emprunter à la brique, au cube, au cylindre une de ses faces, de dans la fabrication de machines.
Être créateur, artiste, inventeur...ses arêtes ou de ses sommets pour réaliser à plat des figures symétriques,
des jeux de calculs et l'idée forte de Frœbel : combiner un nombre précis Quelle richesse ! Quelle
de pièces en inventant à chaque fois une figure différente. satisfaction pour chacun ! Pour
Frœbel, il faut éduquer un enfant
« en particulier en relation avec
sa force créatrice et ses instincts
créateurs », il faut construire et
mettre en valeur sa « conception
poétique du monde et des
LES OCCUPATIONS choses ». La famille est sûrement
Piquage : utilisation d'un poinçon pour découper le papier en suivant un l'endroit idéal pour que les enfants
contour précis . développent la créativité qui fait
Broderie : utilisation d'une aiguille de fil à broder pour suivre le dessin partie de leur nature profonde.
d'un carton prétroué. A n n e - C é c i l e P i g a c h e
Pliage-découpage : réalisation de napperons avec découpes dans du papier plié.
Enfilage : fabrication de colliers de perles sur un ou deux rangs ou suivant
des algorithm es .
Jeu avec fil : dessin avec cordon mouillé posé sur une ardoise humide.
Modelage : modelage réaliste de solides géométriques, de fruits ou légumes.
Dessin linéaire : représentations symétriques sur papier quadrillé permettant
ensuite d'autres inventions.
Planchettes : entrelacs de planchettes souples pour en faire une surface rigide.
+ + MOTS CLÉS + +
Ouvrage en pois : construction d'un cube ou prisme avec quelques pics
en bois assemblés avec des petits pois frais. APPRENDREEN MANIPULANT
Tissage : bandes de papier croisées entre elles. = BONAPPRENTISSAGE
- 21 -
— Les grands principes
FRŒBELGrand principe 4
Apprendre en bougeant
et en chantant
Le chant, les comptines, la danse, la course sont des jeux, mais aussi de
puissants éléments de développement du corps et de l'esprit. Frœbel incite
les parents à participer à ces activités douces ou toniques.
« FAISONSCONFIANCEÀL'ENFANT, CARC'ESTPARCEQUENOUS
CONFIONSTROP PEUÀLAFORCEINTÉRIEUREQUIAGITENLUI
QU'ELLEPRODUITSIPEUDECHOSES:LESEULFAITDEN'EN PAS
USERLARÉDUITÀRIEN. » « LEPREMIEROBJETQUILUI
Le pédagogue est également précurseur dans ce domaine. Dans les ESTPROCHEESTPOURL'ENFANT
kindergarten (jardins d'enfants) de Frœbel, les enfants font toutes sortes SONPROPRECORPS, D'ABORDET
de rondes et de jeux chantés. Chaque journée commence et se termine AVANTTOUTSAPROPREMAIN,
par un jeu de mouvement afin de réveiller le corps et l'esprit, ce qui SESPROPRESDOIGTS, SONPOING. »
permet aux enfants de se concentrer en bougeant et en s'amusant. À une époque où les éducateurs de
Ces jeux sont beaucoup plus que de simples petites rondes. Ils sont pour l'enfant étaient des hommes, Frœbel
chaque enfant un moyen de s'exprimer totalement, avec son corps. donne toute sa place aux mères.
C'est pour elles qu'il publie deux
recueils de chansons. Le plus
populaire, Chansons pour la mère qui
câline son enfant, est composé de sept
berceuses et de cinquante chansons« METTEZ ENRAPPORTAVECUN
ACTEQUELCONQUEDELAVIE Friedrich accompagnées de jeux de doigts et
RÉELLETOUTCEQUEVOUSFAITES Frœ bel de mélodies. Le second, Cent chansons
de balles, propose des chants trèsFAIREÀVOTREENFANT. » dit
L'approche sensorielle est très simples qui accompagnent les jeux
importante pour Frœbel. Impliqués d'adresse développant la précision
dans leurs jeux actifs, les enfants et le sens du rythme des enfants.
apprennent à maîtriser leur corps et Dans ces chansons, pas un mot,
à coordonner leurs mouvements. pas un geste n'est laissé au hasard.
Pour Frœbel, le mouvement et l'esprit
sont inextricablement liés. Par
exemple, dans un jeu chanté nommé
« ronde de la roue de la charrette », « CEQUELAMÈREÉVEILLEETCULTIVEPARDESCHANTSJOYEUX,
les enfants font une grande ronde et SOUSLESAILESPROTECTRICESDESONAMOUR, VITDANS SESENFANTS
une autre plus petite à l'intérieur de JUSQU'ÀLAMILLIÈMEGÉNÉRATION. »
la première. Ainsi les enfants Le pédagogue insiste sur la haute importance de « câliner » son enfant pour
expérimentent avec leur corps que la éveiller ses facultés intellectuelles et motrices. Et cela avec des procédés d'une
plus petite ronde du milieu tourne grande simplicité : chanter, danser, scander des comptines, battre des mains,
plus vite que la plus grande. Ces jeux faire le moulin avec ses bras. Ce ne sont pas que de simples mouvements de
de mouvement aident au coordination ou de mémorisation de gestes et de paroles : ils servent avant
développem ent psychom oteur, à tout, comme le dit Frœbel, à favoriser le bien-être d'un enfant dans sa
l'équilibre et à l'appréhension de la globalité. Des principes pédagogiques qui sécurisent les enfants et que l'on
notion d'espace. retrouve également dans les pédagogies de Rudolf Steiner ou d'Ovide Decroly.
- 22 -