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Katia Rovira
Roger Lécuyer
Organisation perceptive chez les bébés de 4 mois : la détection
de permutations
In: Enfance. Tome 48 n°2, 1995. pp. 135-146.
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Rovira Katia, Lécuyer Roger. Organisation perceptive chez les bébés de 4 mois : la détection de permutations. In: Enfance.
Tome 48 n°2, 1995. pp. 135-146.
http://www.persee.fr/web/revues/home/prescript/article/enfan_0013-7545_1995_num_48_2_2123
Résumé
L'organisation perceptive chez les bébés a beaucoup été étudiée dans les années soixante-dix, mais,
depuis quelque temps, on note un certain désintérêt pour ce domaine de recherche. Les recherches
actuelles mettent plutôt l'accent sur les activités cognitives des bébés. Pourtant, nous sommes loin de
tout connaître en matière d'organisation perceptive, et certains résultats obtenus dans notre équipe
montrent l'interdépendance entre processus perceptifs et cognitifs. Par exemple, suivant l'organisation
des figures présentées, le bébé est capable ou non de catégoriser un matériel équivalent du point de
vue cognitif
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d'habituation/réaction à la nouveauté, avec une procédure contrôlée par l'enfant. Nous habituons les
bébés à une figure organisée verticalement ou horizontalement. Cette figure est constituée d'une ligne
de 3 ronds et d'une ligne de 3 croix, situées de part et d'autre de l'axe vertical ou horizontal. En test la
figure subit une permutation symétrique (l'ensemble des éléments est permuté par rapport à l'axe) ou
non symétrique (les deux éléments du milieu sont permutés). Les résultats montrent que les bébés de 4
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Abstract
Perceptual organization in infants has been investigated during the seventies but during last years,
interest in this domain has declined noticeably. The current research places a greater emphasis on
infants' cognitive activities. However infants' perceptual organization is far from being well understood,
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interdependent. For example, depending on the organization of the presented figures, infants can or
cannot categorize on cogni- tively equivalent stimuli.
It seems interesting then to test the role of symmetry on a discrimination task in 4-month-old infants. A
habituation/novelty reaction paradigm with an infant control procedure was used. The subjects were
habituated to a vertical or horizontal figure. This figure consisted of a row of three circles and a row of
three crosses situated on either sides of the central axis (horizontal or vertical). In the test phase, the
figure was modified either completely (all the circles and crosses were permutated) or partially (one
circle and one cross were permutated). The results show that 4-month old infants exhibit a novelty
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