Fenologia da Calotropis procera ait r. Br., em função do sistema e da densidade de plantio (Phenology of the Calotropis procera, ait r. Br., in diferent soil management systems and row spacing)

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Resumo
Avaliou-se o efeito de dois sistemas de manejo do solo sem camalhão e com camalhão, três espaçamentos (1,0 m x 1,5 m
1,5 m x 2,0 m e 2,0 m x 2,0 m) em cinco idades após o plantio (30
60
90
120 e 150) em dias, sobre a fenologia da flor de seda. O delineamento foi de blocos casualizados em esquema fatorial 2 x 3 x 5, com 5 repetições, em parcelas subdivididas no espaço e no tempo. Os sistemas de manejo do solo e as densidades não influenciaram a fenologia da flor de seda. Foi verificado efeito nos aspectos fenológicos quanto às idades avaliadas, verificando-se respostas lineares positivas para número de folhas, altura e diâmetro da planta. O número de brotações primárias apresentou efeito linear decrescente.
Abstract
The effect of two systems of handling of the soil was evaluated (with parterre and without parterre), three spacings (1.0 m x 1.5 m
1.5 m x 2.0 m and 2.0 m x 2.0 m) and five ages after the planting (30
60
90
120 and 150) days on the phenology of the silk flower. The statistical design was of randomized blocks design in factorial model 2 x 3 x 5, in portions subdivided in the space and in the time. The management systems of the soil and the spacings didn"t influenced the phenology of the silk flower. However significant effect was verified for the appraised ages, being verified positive lineal response for number of leaves, primary germinate, height and diameter of the phenology plant.
Publié le : samedi 1 janvier 2005
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Source : Archivos de Zootecnia 0004-0592 2005 Vol. 54 Núm. 208 pp: 631-634
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NOTA BREVE
FENOLOGIA DA CALOTROPIS PROCERA AIT R. BR., EM FUNÇÃO
DO SISTEMA E DA DENSIDADE DE PLANTIO*
PHENOLOGY OF THE , AIT R. BR., IN DIFERENT SOIL
MANAGEMENT SYSTEMS AND ROW SPACING
1 2 3 2 4Andrade, M.V.M. , D.S. Silva , A.P. Andrade , A.N. Medeiros e M.S.C. Pinto
1Zootecnista. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia-PPGZ, CCA/UFPB. Areia-PB.
Bolsista CNPq. Rua 15 de Janeiro s/n. Centro, Marí-Paraíba. Cep 58.345000. Brasil.
E-mail: veronicameira@bol.com.br
2Professor Adjunto do Departamento de Zootecnia. CCA/UFPB, Areia-PB. Brasil. E-mail: divan@cca.ufpb.br
3Zootecnista, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia-PPGZ, CCA/UFPB. Areia-PB.
Brasil. E-mail: caldaspinto@bol.com.br
4Professor do Departamento de Solos e Engenharia Rural CCA/UFPB. Areia-PB. Brasil.
PALAVRAS CHAVE ADICIONAIS ADDITIONAL KEYWORDS
Brasil NE. Fenologia. Brasilian NE. Phenology.
RESUMO SUMMARY
Avaliou-se o efeito de dois sistemas de The effect of two systems of handling of the
manejo do solo sem camalhão e com camalhão, soil was evaluated (with parterre and without
três espaçamentos (1,0 m x 1,5 m; 1,5 m x 2,0 m parterre), three spacings (1.0 m x 1.5 m; 1.5 m x
e 2,0 m x 2,0 m) em cinco idades após o plantio 2.0 m and 2.0 m x 2.0 m) and five ages after the
(30; 60; 90; 120 e 150) em dias, sobre a fenologia planting (30; 60; 90; 120 and 150) days on the
da flor de seda. O delineamento foi de blocos phenology of the silk flower. The statistical design
casualizados em esquema fatorial 2 x 3 x 5, com was of randomized blocks design in factorial
5 repetições, em parcelas subdivididas no espaço model 2 x 3 x 5, in portions subdivided in the space
e no tempo. Os sistemas de manejo do solo e as and in the time. The management systems of the
densidades não influenciaram a fenologia da flor soil and the spacings didn't influenced the
de seda. Foi verificado efeito nos aspectos phenology of the silk flower. However significant
fenológicos quanto às idades avaliadas, verifi- effect was verified for the appraised ages, being
cando-se respostas lineares positivas para nú- verified positive lineal response for number of
mero de folhas, altura e diâmetro da planta. O leaves, primary germinate, height and diameter of
número de brotações primárias apresentou efeito the phenology plant.
linear decrescente.
INTRODUÇÃO
*Parte do Trabalho de dissertação do primeiro
O estudo das plantas xerófilas seautor, financiado pelo CNPq.
Arch. Zootec. 54: 631-634. 2005.
NotaFenologiaAndrade.p65 631 23/01/2006, 13:57ANDRADE, SILVA, ANDRADE, MEDEIROS E PINTO
reveste de importância, considerando MATERIAL E MÉTODOS
que esses vegetais formam um grande
grupo de espécies, ocupando uma O trabalho foi realizado no município
considerável área geográfica do pla- de Cubatí, Curimataú paraibano. Pela
neta, com plantas de interesse ecológi- classificação de Köopen (1936), o tipo
co e econômico. No Brasil, as xerófilas climático da região é Bsh semi-árido
correspondem a 74,3 p.100 da área do quente, com precipitação média em
Nordeste e 13,5 p.100 da superfície torno de 400 mm anuais em condições
total do País (IBGE, 1998). A flor de climáticas normais e temperatura média
seda possui uma ampla distribuição de 27°C. Durante o período experi-
geográfica, se espalhando pelas regiões mental (30/04/2003), implantação do
tropicais e subtropicais de todo o mun- experimento, início e término das
do. avaliações (12/09/2003 a 09/01/2004),
O conhecimento sobre a fenologia a precipitação registrada foi de 25,5
permite avaliar a disponibilidade de mm distribuída conforme figura 1.
recursos ao longo do ano (Morellato, A área experimental foi demarcada
1995). Assim, o conhecimento da e uma amostra composta do solo foi
floração e frutificação permite prever coletada a profundidade de 20 cm do
períodos de reprodução das plantas, solo, conduzida ao laboratório, onde se
seus ciclos de crescimento e outras procedeu a análise química. Foram
características de grande valiam no preparadas mudas de flor de seda em
manejo das espécies (Fournier, 1974; viveiro florestal, onde se utilizou de um
1976), possibilita determinar estratégias substrato constituído de areia + terra
de coleta de sementes e disponibilidade vegetal + esterco, o plantio foi feito por
de frutos, o que influenciará a qualidade sementes. Foram considerados dois
e quantidade da dispersão das sementes sistemas de manejo do solo, com
(Mariot et al., 2003). camalhão (CC) e sem camalhão (SC).
O uso de sistema de manejo do solo O delineamento utilizado foi o de
é uma alternativa que favorece blocos casualizados num arranjo fatorial
estabelecimento, crescimento e
desenvolvimento das culturas, redu-
zindo as perdas no rendimento causa- 100
das pelos fatores ambientais adversos 80
(Souto, 2001). 60
A população ideal de plantas de 40
uma cultura por unidade de área é um
20
dos componentes de produção que
0
contribuem significativamente para o
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
aumento da produtividade. Este
Meses trabalho teve como objetivo avaliar a
fenologia da flor de seda cultivada em Figura 1. Precipitação do Município de
dois sistemas de manejo do solo e três Cubatí durante 2003. (Precipitation (mm) of
espaçamentos, em cinco idades de the Municipal district of Cubatí during experimen-
avaliação. tal period).
Archivos de zootecnia vol. 54, núm. 208, p. 632.
NotaFenologiaAndrade.p65 632 23/01/2006, 13:57
Precipitação (mm)SISTEMA E DENSIDADE DE PLANTIO E FENOLOGIA DA CALOTROPIS PROCERA
de 3 x 2 x 5 sendo 3 densidades (1,0 m a40 Y = 0,12x + 14,6
2x 1,5 m; 1,5 m x 2,0 m e 2,0 m x 2,0 m), 35 R = 0,87
30dois sistemas de manejo do solo, cinco
25idades de avaliação (30, 60, 90, 120 e
20150 dias) e cinco repetições. A
15
quantidade de plantas por hectare foi
30 60 90 120 150
de 6666, 3333 e 2500 nos espaçamen-
Idade (dias)tos. As variáveis estudadas foram: al-
tura da planta, número de brotações,
número de folhas, diâmetro do caule,
bnúmero de flores e frutos. Os dados 8
6obtidos foram analisados pelo progra- Y = -0,0029x + 2,4634
24 R = 0,61ma estatístico SAEG (1997), e feito à
2
análise de regressão para obtenção
0
das equações.
30 60 90 120 150
Idade (dias)
RESULTADOS E DISCUSSÃO
2 c
Y = 0,006x + 0,321Não houve efeito (p>0,05) para
1,5 2R = 0,99espaçamento, sistema de manejo e para
1
interação densidade x sistema de ma-
0,5
nejo, com média de 43,86 cm; 2,45;
0
0,83 cm e 26,18 para altura, número de
30 60 90 120 150
brotações, diâmetro e número de folhas
Idade (dias)da planta respectivamente, para o sis-
tema sem camalhão. Os valores médios
80 dY = 0,3128x + 17,739
260 R = 0,99
500
40
400 20
0300
30 60 90 120 150
flores200
Idade (dias)fruto
100
0 Figura 3. Número de folhas (a), diâmetro
30 60 90 120 150
do caule (b), número de brotações primárias
Idade (dias)
(c) e altura da planta (d) da flor de seda
(Calotropis procera) em função da idade deFigura 2. Quantidade de flores e frutos da
avaliação. (Number of leaves (a), diameter offlor de seda (Calotropis procera) em função
the stem (b), number of primary bud (c) and heightda idade de avaliação. (Amount of flowers
of the plant (d) of the silk flower (Calotropisand fruits in the first cut of the silk flower (Calo-
procera) in function of the evaluation age).tropis procera) in function of the evaluation age).
Archivos de zootecnia vol. 54, núm. 208, p. 633.
NotaFenologiaAndrade.p65 633 23/01/2006, 13:57
Nº de flores e frutos
Altura (cm) Número de
Diâmetro (mm) número de folhas
brotações primárias ANDRADE, SILVA, ANDRADE, MEDEIROS E PINTO
obtidos no sistema com camalhão para dados de número de flores e frutos,
altura, número de brotações, diâmetro onde se observa que o surgimento de
e número de folhas da planta foram de flores e frutos ocorreu aos 60 dias e 90
51,08 cm; 1,92 unidades; 0,86 mm e dias respectivamente. Observa-se na
25,37 unidades respectivamente. figura 3 que houve efeito (p< 0,05) da
Observando os dados referentes à idade para número de folhas, diâmetro
precipitação ocorrida no ano de 2003, do caule e altura da planta, com
figura 1, verifica-se que os índices respostas lineares positivas. Para nú-
pluviométricos foram bastante baixos, mero de brotações primárias foi verifi-
o que provavelmente deve ter influen- cada uma resposta linear decrescente,
ciado no processo de desenvolvimento onde a cada avaliação havia uma redução
da planta. Verifica-se na figura 2 os de 0,0029 unidades percentuais.
BIBLIOGRAFIA
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Fournier, L.A. 1976. El dendrofenograma, una vista Brasileira de Plantas Medicinais, 5: 1-
representación gráfica del comportamiento 10.
de los árbores. Turrialba, 26: 96-97. SAEG. Sistema para Análise Estatística e Gené-
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der klimatologia. Berlin. Gerdrulir bomtraeger. Janeiro. Seropédica: Embrapa Agrobiologia,
v. 1. part. dez. 69 p. (Embrapa Agrobiologia. Documen-
Mariot, A., A. Mantovani e M.S. Reis. 2003. Uso tos, 135).
Recibido: 14-9-03. Aceptado: 13-7-05.
Archivos de zootecnia vol. 54, núm. 208, p. 634.
NotaFenologiaAndrade.p65 634 23/01/2006, 13:57

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