Rapport de la Conférence nationale de santé

De
Résumé et explications des avis et propositions des 72 participants à la Conférence nationale de la santé qui ont établi dix priorités :
- donner des moyens à la promotion de la santé et à son évaluation,
- coordonner les actions en faveur de l'enfance,
- renforcer les actions et les programmes de prévention-éducation visant à éviter la dépendance chez l'adolescent,
- maintenir en lieu de vie ordinaire les personnes âgées dépendantes qui en font le choix,
- améliorer les performances et décloisonner le système de lutte contre le cancer,
- prévenir les suicides,
- obtenir plus d'informations sur les morts accidentelles,
- réduire l'incidence des accidents iatrogéniques,
- garantir à tous l'accès aux soins,
- réduire les inégalités de santé intra et interrégionales.
Publié le : dimanche 1 septembre 1996
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Source : http://www.ladocumentationfrancaise.fr/rapports-publics/974036500-rapport-de-la-conference-nationale-de-sante
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d u 27 août 1996, d e

m e

Paris, le 13 s e p t e m b r e 1 9 9 6

Monsieur le ministre
d u t r a v a i l e t d e s a f f a i r e s s o c i a l e s ,

Monsieur le ministre,

V o u s m ' a v e z fait l'honneur, a u x t e r m e s

d e l'arrêt

dsigner c o m m e l'une d e s d i x personnalits qualifies

nommes p a r m i les s o i x a n t e - d o u z e m e m b r e s d e l a Confrence N a t i o n a l e de

Sant. V o u s m ' a v e z a u s s i dsign p o u r être le prsident d e l a Confrence 1 9 9 6 .

C e t t e d s i g n a t i o n a i n d u i t trois m i s s i o n s 1) o r g a n i s e r l e s dbats d e la

Confrence, 2) e n a n i m e r e t / o u e n modrer l e s dbats p o u r f a c i l i t e r la

p a r t i c i p a t i o n d e tous, 3) crire u n r a p p o r t , r e m p l i s s a n t les objectifs dcrits d a n s

l'article R766 d u Dcret 96-720 d u 13 Août 1996 :

"Les a n a l y s e s e t propositions d e l a Confrence N a t i o n a l e d e Sant s o n t adoptes

l a majorit d e sv o i x d e s m e m b r e s prsents. Ellesfont l'objet d'un r a p p o r t q u e l e

prsident t r a n s m e t a u Ministre d e l a Santd a n s l e s d i x jours q u i s u i v e n t l'issue

d e l a confrence"

Quoiquelanominationduprsidentd'unetelleconfrencesupprimele

bnficedelalgitimitconfreparl'lecticoen,tteprocduretransitoire,

r e n d u e ncessaire p a r les dlais imposs, d o n n e p l u s d e libert d ' a c t i o n , t o u t

c o m m e l ' a b s e n c e d e schma r i g o u r e u x propos jusqu' c e jour p o u r la

s t r u c t u r e d u r a p p o r t laisse p l u s d e p l a c e l a libert d'expression.

La documentation Française : Rapport de la Confrence nationale de sant, septembre 1996.

J'ai utilis c e t t e libert a v e c p o u r objectif p r e m i e r d e v o u s informer, e t p o u r

objectif s e c o n d d e faciliter l a l e c t u r e ultrieure d u t e x t e p a r d e s p a r l e m e n t a i r e s

d e t o u t e s origines e t d e toutes t e n d a n c e s politiques.

Qu'il me soit p e r m i s d e v o u s d i r e l e plaisir q u e j'ai prouv

l ' i n d p e n d a n c e q u i m ' a t donne. Entre le 7 août 1 9 9 6 e t a u j o u r d ' h u i , j'ai

c e r t e s reçu d e vous-mêmes o u d e s m e m b r e s d e v o s c a b i n e t s , d e s e x p l i c a t i o n s

sur les t e x t e s rglementaires et leur esprit. A a u c u n m o m e n t , je n'ai perçu u n e

p r e s s i o n o u recueilli u n e s u g g e s t i o n d e n a t u r e politique s u s c e p t i b l e d'influencer

m o n c o m p o r t e m e n t lors d u droulement d e l a confrence o u lors d e la

rdaction d e m o n ra p p o r t . De plus, c e r a p p o r t a p u v o u s être remis s a n s a u c u n

c o n t a c t prliminaire. Il e s t envoy s i m u l t a n m e n t a u x m e m b r e s d e la

Confrence. Ainsi e s t g a r a n t i e l'indpendance t o t a l e d u c o n t e n u d e c e t e x t e

lorsque v o u s le ferez connaître a u x p a r l e m e n t a i r e s .

V e u i l l e z agrer, M o n s i e u r le ministre, l'expression d e m e s s e n t i m e n t s

r e s p e c t u e u x e t dvous.

La documentation Française : Rapport de la Confrence nationale de sant, septembre 1996.

d u 27 août 1996, d e

m e

Pans, le 13 s e p t e m b r e

1 9 9 6

Monsieur le secrtaire d'Etat
l a sant e t lsacurits o c i a l e ,

Monsieur le Ministre,

V o u s m ' a v e z fait l'honneur, a u x t e r m e s d e l'arrêt

dsigner c o m m e l u n e d e s d i x personnalits qualifies

nommes p a r m i les s o i x a n t e - d o u z e m e m b r e s d e l a Confrence N a t i o n a l e de

Sant. V o u s m ' a v e z aussi dsign p o u r être le prsident d e l a Confrence 1 9 9 6 .

C e t t e d s i g n a t i o n a i n d u i t trois m i s s i o n s 1) o r g a n i s e r l e s dbats d e la

Confrence, 2) e n a n i m e r e t / o u e n modrer les dbats p o u r f a c i l i t e r la

p a r t i c i p a t i o n d e tous, 3) crire u n r a p p o r t , r e m p l i s s a n t les objectifs dcrits d a n s

l'article R766 d u Dcret 96-720 d u 13 Août 1996 :

"Les a n a l y s e s e t propositions d e l a Confrence N a t i o n a l e d e Sant s o n t adoptes

l a majorit d e sv o i x d e s m e m b r e s prsents. Elles font l'objet d'un r a p p o r t q u e le

prsident t r a n s m e t a u Ministre d e l a Santd a n s les d i x jours q u i s u i v e n t l'issue

d e l a confrence"

Q u o i q u e l a n o m i n a t i o n d u prsident d ' u n e telle confrence s u p p r i m e l e

bnficedelalgitimitconfreparl'lecticoen,tteprocduretransitoire,

r e n d u e ncessaire p a r les dlais imposs, d o n n e plus d e libert d'action, t o u t

c o m m e l ' a b s e n c e d e schma r i g o u r e u x propos jusqu' c e jour p o u r

structure d u r a p p o r t laisse plus d e p l a c e l a libert d'expression.

La documentation Française : Rapport de la Confrence nationale de sant, septembre 1996.

la

J'ai utilis c e t t e libert a v e c p o u r objectif p r e m i e r d e v o u s informer, e t p o u r

objectif s e c o n d d e faciliter l a l e c t u r e ultrieure d u t e x t e p a r d e s p a r l e m e n t a i r e s

d e t o u t e s o r i g i n e s e t d e t o u t e s t e n d a n c e s politiques.

Qu'il me s o i t p e r m i s d e v o u s d i r e l e p l a i s i r q u e j'ai prouv

l ' i n d p e n d a n c e q u i m ' a t donne. Entre le7 aujourd'hui, t e 9 9 6août 1j'ai

c e r t e s reçu d e v o u s - m ê m e s o u d e s m e m b r e s d e v o s c a b i n e t s , d e s e x p l i c a t i o n s

surlestextesrglementairesetleuresprit.Aaucunmoment,jen'ai perçu une

pression o u recueilli u n e s u g g e s t i o n d e n a t u r e p o l i t i q u e s u s c e p t i b l e d'influencer

m o n c o m p o r t e m e n t lors d u d r o u l e m e n t d e l a c o n f r e n c e o u lors d e l a

rdaction d e m o n r a p p o r t . D e plus, c e r a p p o r t a p u v o u s être remis s a n s a u c u n

c o n t a c t prliminaire. Il e s t envoy s i mu l t a n m e n t a u x m e m b r e s d e la

Confrence. Ainsi e s t g a r a n t i e l'indpendance t o t a l e d u c o n t e n u d e c e t e x t e

l o r s q u e v o u s le f e r e z connaître a u x p a r l e m e n t a i r e s .

V e u i l l e z agrer, M o n s i e u r

r e s p e c t u e u x e t dvous.

le

m i n i s t r e , l ' e x p r e s s i o n d e m e s s e n t i m e n t s

La documentation Française : Rapport de la Confrence nationale de sant, septembre 1996.

Sommaire

- Rapportdelaconfrencenationale

-Annexes:

- Politiquedesantetquestiond'thique

- Rapportsdesateliers:

-Accidents iatrogniques

- Rduire la mortalit prmaturevitable

- Rduirelesincapacits vitables

- Amliorer la qualitde viedespersonnes
handicapesetmalades

- Rduirelesingalitsdesant

-Listedesmembresdelaconfrencenationale

- Glossaire

-emRciermenest

La documentation Française : Rapport de la Confrence nationale de sant, septembre 1996.

desant

I N T R O D U C T I O N

Ce rapport transmet le plus fidlement possible les propositions dbattues par la

Confrence Nationale de Sant 1996, et agres de majoritpar la prsents membres ses

travaillant en session plnire.

La ncessitd'uneprsentationqui s'efforced'êtresuffisamment attrayante pourêtre utile
risque bien sûr de dnaturerenapparence ou rellement certaines desopinions de ceuxqui se

sont engags sur les propositions.

Pour viterce risque, et les contestations qui en rsulteraient, lesdeux responsables de

chacun des quatre groupes de travail, qui ont sig endeux sancesd'une heureetdemie le 3
septembre 1996 et deux heures et demie le 4 septembre 1996, ont rdig descomptes rendus
des travaux de leur groupe, intgralement prsentdsans les annexes. Ces comptes rendus sont
bass surleurpropre tmoignageetsur les notes prises par deux fonctionnaires delaDirection

Gnrale dela Sant, de la Direction des Hôpitaux, ou de la Direction de la ScuritSociale,

prsents dans chaque groupe de travail. Ayant accept dene pas participer aux discussions, ces
professionnels ont contribu aubon droulement dela confrence, et l'information detous les

participants, avec une efficacit etune être remercis.discrtiondont ils doivent

Le texte du rapport inclut la formulation complteet exacte des propositions qui ont reçu

l'agrmentdela LeurConfrenceen sance plnire. des caractres par est marque apparition

gras dans le texte, et elles sontle photocopie des Laplus souvent prsentesdans des tableaux.
transparents utilissen session plnirea tdistribue aux participants.

La documentation Française : Rapport de la Confrence nationale de sant, septembre 1996.

Les rflexions ou critiques ventuellement induites par cemode d'criture du rapport

pourrontd'ailleursfaciliterle Bureautravail du dehuitmembres qui a t lu par la Confrence

pour prparer la Confrence 1997. Il faudra bien en effet un travail de tous pendant unanpour

dterminerlesmthodesquipermettrontungroupede72personnes,htrogmnaiesmotiv,

debiencommuniqueretdebienrflchidransunintervalledetempsdetroisjoursparan.

L'criturede ce rapport vise donc rsumer et expliquer lesavis mis par 72personnes
qui, pour la premire fois,serencontraient en temps qu'utilisateurs ou participants du systme

de sant. La Confrencesymbolise le"Passage d'un systme de distribution des soins
global d'organisation de la Sant".un systmeLes espoirs du rapporteur sont de

servir les 69 auteurs du rapport prsents la Confrence et d'informelreplus prcisement

possible leGouvernement pourquesoitoffertaux parlementaires un texte susceptible de retenir

leur attention, avantqu'il guiderleurs choix. ne contribue

DEROULEMENT DE LA CONFÉRENCE, 2 - 4 SEPTEMBRE 1996

La Confrence Nationale de Sant 1996a bien tdestinataire du rapport crit pourelle

par le Haut Comit dela Sant Publique.Elle a remercile Ducimetire,Vice-Prsident, Pierre

et ses collgues, pour la qualit de leur travail. La prsentation durapport figurera dans les

annexes. Le dlai donn auxparticipants pour tudier le rapport a t court, la limite de

l'acceptable. Les informations du rapport du Haut comit de la SantPublique prolongent et
amplifient l'excellent travail fait parceComit dansles annes prcdentedtspjilbu1,(.2)

La aussi auditionnConfrence aleDirecteurGledlarnq,tnaSairlaacuiirttenemerllpuoe
lesprincipauxenseignementsdes20ConfrencesRgionalesdeSantqus'itaienttenues

jusqu' cejouretavaient runi7240 participants. Le Directeur Gnral de la Sant a analys les

priorits communes de ces confrences rgionales, et leurs diffrences. La Confrence

Nationale de Sant a auditionnlesreprsentants de cinq organismes assurantle remboursement

La documentation Française : Rapport de la Confrence nationale de sant, septembre 1996.

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des dpenses de soins. Ceux-cil'ont de prcision et d'objectivitinforme avec le plus

possibles sur leurs structures et leurs rsultats. Hormis l'appui efficace et indispensable des
services du Ministre du Travail et des Affaires Sociales, qui ont. en cours de runion,

communiqurapidementdesinformationsncessairessucrertainsproblmesdesant(entre

autres, les infections dites nosocomiales), la Confrence et son prsidentn'ontpas fait appel

cette anne services, des comptents organismes ou personnels de sant en matireL.edlai

bref de mise en place delaConfrence 1996nel'apas permis, mais le travail prparatoire dela

Confrence 1997, qui seraorganise parle fera certainement appelbureau luen 1996,

certains d'entre eux par l'intermdiaire de groupes de travail qui seront mis en place. Monsieur

Jacques Monnot qui avait anim la rflexion sur l'organisation d'une Confrence Nationale de

Sant tait invitm. ais ne participait pas au dbat. La difficult de raliser le programme de
travail entre le 2 et le 4 septembre 1996n'a presse.pas permis d'informer valablement laDe ce

fait.il pdagogiques de cette effets premirerencontre de tous lespourrait être utile les que
participants du systme de santpuissentnouveau être amplifis, auniveau rgional et

national.

LES P R I N C I P E S GÉNÉRAUX

Avant de proposer publique sant depolitique dedes priorits la des orientations pour ou

prise en charge des soins,laConfrenceacherchnoseincipesgnrauxddifinlrserp

approche.Puiselleaslectionndescritresgnrauxutiles csheosix.Elleaenfinchoisides

modalits d'action, communes toutes les priorits etorientations susceptiblesd'êtreretenues.

La documentation Française : Rapport de la Confrence nationale de sant, septembre 1996.

a)Les Principes gnraux

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La rflexion de la Confrences'estappuye sur lespages 133 et 134 du rapport du Haut

Comit de la SantPublique, et sur l'intervention du Pr Changeux, prsident du Comit
Consultatif National d'Ethique.Cette prsentedans les annexes. Une rflexionintervention est

thique adonc inaugurletravail delaConfrence Nationale de Sant1996eten a influenc

l'esprit.

Le premier principe est celui du respect de la dignit humaine.

L'tablissement de priorits desant publique ne peut s'envisagerqu'la condition de
reconnaître tous la même dignitet mêmeschances. En s'exprimant, lesde donner tous

chaque participant de la Confrence Nationale de Sant a peu peu raliqsu'ilreprsentait en
prioritceux qui, pour des raisons physiques (âge, handicap), mentales ou sociales, ne sont pas

en mesure de choisir.

Le second principe concerne l'absolue ncessit d'introduire la solidarit

aprs l'analyse des besoins.Le systme de sant françaisfonctionne, dans son ensemble,

jusqu' ce jour, surl'offresanitaire ou sociale.Demultiples composantes ont dtermincette

offre :unerflexion administrative,latisisedgorneslocalenitiativulneecps,selisfnqieulotis
communales, dpartementales, rgionales et nationales, les hasards, les coutumes, les

opportunits de consommation ou demarch. Laconnaissance pralable desbesoins lis la

sant des citoyens d'un pays est une autre approche de l'organisation d'un systme desoins,
base sur la rponse auxbesoins prioritaires. Sila guide pas l'interprtation dessolidarit ne
informations chiffres donnespour analyserlesbesoins,il risque dechoisirexiste un norme
des pnorits sur labase d'intrêts personnels ou catgoriels, ousous la pression d'influences.
Notre socit est habitue doefsfres multiples. Ellen'apas ncessairementles informations
voulues sur la qualit de ces offres. Ellen'en lesperçoit pas prcisment coûts. Elleaccepte

implicitement les transferts des unes aux autres. Quand l'analyse des b esoins prcde

La documentation Française : Rapport de la Confrence nationale de sant, septembre 1996.

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l'organisation de l'offre, la solidarit doit guider les rapports entre les individus, entre les

groupes professionnels, entrelesgnrationsetl'intrieurdes gnrations, entre les rgions et

l'intrieur d'unemême rgion.

Le troisime principe estlaprise en compte de l'efficience.C'estla recherche

d'uneenoy,mtanlbmdesetapprormedesanal,problmtûominiuopecnurptoalimquital

par moyen,qu'il prventif, curatif ou palliatif.soit ducatif,

b) Les critres dechoix de priorits de santpublique ou d'orientations pour la

prise en charge des soins

Indispensables pourl'analyserigoureused'une s'effacersituation, les critres peuvent

derrire les principes,dans certaines circonstances.

Les chiffres. vident que grâce au travail ralis par est effrayante. Il estLeur multiplicit
de nombreux organismes, dontilserait souhaitable de toujours veiller ce queleurs approches

soient complmentaires et jamais redondantes,il de dire que la Franceest fauxn'apas

d'informations sur son tat de sant.Le rapport de la FNORS "La Sant observe enFrance" le
montre bien (3).Leproblmerelest celui dela leur informations et de cesmaîtrise de synthse
objective. La part d'interprtation subjective qui naît de l'observation des chiffres est illustre
parl'imagede la bouteille moitivide l'incidenceou moitipleine. Lorsqued'unepathologie

ou d'un handicap diminue, cela ne veut pas dire que la situation soit idale, surtoutquand
d'autres pays apportent la preuve qu'une performance meilleure est possible (par exemple, les

dcsparaccidentsdelaroutedanslesdiffrentspayseuropens).Parailleurs,certaines
maladies rares ou handicaps ont une charge motionnellesiforte que même de petits nombres
de cas sont inacceptables. La mobilisation autour des maladies gntiques quesont les
myopathies del'enfant enFranceen solidarit :est un exemple rcentqui a fait jouer une double
celle des donateurs, et celle des collecteurs de dons qui ont choisi de redistribuerleifanentncem

La documentation Française : Rapport de la Confrence nationale de sant, septembre 1996.

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