Rendimento e composição de filés de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) e piavuçu (Leporinus macrocephalus) cultivados em pesque-pagues (Yield and composition of fillets of the Nile tilapia (Oreochromis niloticus) and piavuçu (Leporinus macrocephalus) in feefishing farms)

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Resumo
Este estudo objetivou avaliar o efeito do local (pesque-pague), da espécie e do sexo sobre a composição em nutrientes: matéria seca (MS), extrato etéreo (EE), matéria mineral (MM) e proteína bruta (PB), além da composição em teores de minerais: nitrogênio, fósforo, potássio, magnésio, enxofre, ferro e zinco para filés de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) e piavuçu (Leporinus macrocephalus). Foram filetados 120 peixes de cada espécie, coletados em quatro pesque-pagues da região de Presidente Prudente, durante o período de abril a junho de 2002. As análises foram realizadas no Laboratório de Análises Bromatológicas da UNOESTE (Univer-sidade do Oeste Paulista), de acordo com os métodos da AOAC (1995). Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (SAS versão 8,0). Houve influência (p<0,01) do sexo e pesque-pague no rendimento de filé de piavuçu. Nos machos os rendimentos foram superiores (p<0,01) aos das fêmeas, independente do pesque-pague. Observou-se que para o fator sexo não houve diferenças significativas para os nutrientes MS, MM e PB
e os minerais N, P, K, Mg, S e Zn. Entre pesque-pagues houve diferenças significativas para MM e EE
e os minerais N, P e S, enquanto que nos machos não se observou variação (p>0,05) na composição de nutrientes ou minerais dos filés de piavuçu. O rendimento de filé dos piavuçus foi superior (p<0,01) aos das tilápias para todos os pesque-pagues estudados. Exceto para EE, não houve influência (p>0,05) do local (pesque-pague) na composição de nutrientes dos filés. O teor de MM ou PB em tilápia, para todos os pesque-pagues estudados, superou (p<0,01) aos verificados em piavuçu, enquanto que valores de MS ou EE em piavuçu foram superiores (p<0,05) aos observados em tilápia. Não foram encontradas variações nos teores de Fe e Zn dos filés entre espécies e pesque-pagues. Exceto para enxofre, o fator espécie entre pesque-pagues não influenciou (p>0,05) na composição de minerais dos filés.
Abstract
This study aimed to evaluate the effect of place (feefishing farm) and sex on the yield and proximate composition of piavuçu"s fillet. The nutrients studied were dry matter (MS), ether extract (EE), mineral matter (MM) and crude protein (PB). The mineral composition of the fillets was also evaluated: nitrogen, phosphorus, potassium, magnesium, sulphur, iron and zinc. One hundred-twenty fish from each specie were filleted at four feefishing farms nearby Presidente Prudente city, during the period of April to June 2002. The samples of fillets were analyzed at the Animal Nutrition Laboratory of UNOESTE according to AOAC (1995). The data were analyzed for variance and the means compared by Tukey"s test using SAS v. 8.0. There were influences (p<0.01) of sex and feefishing farms on fillet yield of piavuçus. The fillet yields in males were higher (p<0.01) than females independently of the feefishing farms. The results did show that the sex factor was not significant to the MS, CZ, PB and the minerals N, P, K, Mg, S and Zn. However, among the feefishing farms the effect of place was significant to the nutrients EE, CZ and N, P e S to females, whereas the nutrient and mineral composition of males piavuçu"s fillet did not present differences. The piavuçu"s fillet yield was higher (p<0.01) than in the tilapias reared in feefishing farms. There was not influence of place on proximate composition of fillets, except of EE. The values of MM or PB in tilapia were higher than in piavuçu, while the means values of MS or EE in piavuçu were higher than tilapia. The fillet composition of Fe e Zn among species and feefishing farms did show significant variations. Except for S, the factor species among feefishing farms did not influence in the mineral composition of fillets.

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Publié le 01 janvier 2006
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RENDIMENTO E COMPOSIÇÃO DE FILÉS DE TILÁPIA DO NILO
(OREOCHROMIS NILOTICUS) E PIAVUÇU (LEPORINUS
MACROCEPHALUS) CULTIVADOS EM PESQUE-PAGUES
YIELD AND COMPOSITION OF FILLETS OF THE NILE TILAPIA (OREOCHROMIS
NILOTICUS) AND PIAVUÇU (LEPORINUS MACROCEPHALUS) IN FEEFISHING FARMS
1 2Marengoni, N.G. * e R.S. Santos
1*Pesquisador do GESOMA. Universidade Estadual do Oeste do Paraná. UNOESTE. Centro de Ciências
Agrárias. Rua Pernambuco, 1777. CEP 85960-000, Marechal Cândido Rondon. PR, Brasil.*Correspondência:
e-mail: marengoni@unioeste.br
2Universidade do Oeste Paulista. Presidente Prudente. SP Brasil. E-mail: souzar@unoeste.br
PALAVRAS CHAVE ADICIONAIS ADDITIONAL KEYWORDS
Aqüicultura. Brasil. Composição química. Nu- Aquaculture. Brazil. Chemical composition.
trientes. Minerais. Peixe. Nutrients. Minerals. Fish.
RESUMO
Este estudo objetivou avaliar o efeito do local que-pague. Observou-se que para o fator sexo
(pesque-pague), da espécie e do sexo sobre a não houve diferenças significativas para os
composição em nutrientes: matéria seca (MS), nutrientes MS, MM e PB; e os minerais N, P, K, Mg,
extrato etéreo (EE), matéria mineral (MM) e pro- S e Zn. Entre pesque-pagues houve diferenças
teína bruta (PB), além da composição em teores significativas para MM e EE; e os minerais N, P e
de minerais: nitrogênio, fósforo, potássio, S, enquanto que nos machos não se observou
magnésio, enxofre, ferro e zinco para filés de variação (p>0,05) na composição de nutrientes
tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus ) e piavuçu ou minerais dos filés de piavuçu. O rendimento de
(Leporinus macrocephalus ). Foram filetados 120 filé dos piavuçus foi superior (p<0,01) aos das
peixes de cada espécie, coletados em quatro tilápias para todos os pesque-pagues estudados.
pesque-pagues da região de Presidente Pruden- Exceto para EE, não houve influência (p>0,05) do
te, durante o período de abril a junho de 2002. As local (pesque-pague) na composição de
análises foram realizadas no Laboratório de nutrientes dos filés. O teor de MM ou PB em tilápia,
Análises Bromatológicas da UNOESTE (Univer- para todos os pesque-pagues estudados,
sidade do Oeste Paulista), de acordo com os superou (p<0,01) aos verificados em piavuçu,
métodos da AOAC (1995). Os dados foram enquanto que valores de MS ou EE em piavuçu
submetidos à análise de variância e as médias foram superiores (p<0,05) aos observados em
comparadas pelo teste de Tukey (SAS versão tilápia. Não foram encontradas variações nos
8,0). Houve influência (p<0,01) do sexo e pes- teores de Fe e Zn dos filés entre espécies e
que-pague no rendimento de filé de piavuçu. Nos pesque-pagues. Exceto para enxofre, o fator
machos os rendimentos foram superiores espécie entre pesque-pagues não influenciou
(p<0,01) aos das fêmeas, independente do pes- (p>0,05) na composição de minerais dos filés.
Arch. Zootec. 55 (211): 227-238. 2006.
02RendimentoMarengoni.p65 227 17/07/2006, 10:21MARENGONI E SANTOS
SUMMARY saudável, com muita fibra e baixa
ingestão de gordura insaturada e de
This study aimed to evaluate the effect of colesterol. Neste sentido, as mudanças
place (feefishing farm) and sex on the yield and de hábito alimentar, isto é, a procura
proximate composition of piavuçu's fillet. The por alimentos de origem animal com
nutrients studied were dry matter (MS), ether baixos níveis de colesterol e alto valor
extract (EE), mineral matter (MM) and crude protéico, têm colocado o pescado no
protein (PB). The mineral composition of the fillets cardápio diário de muitas populações.
was also evaluated: nitrogen, phosphorus, A exemplo disso, os peixes cultivados
potassium, magnesium, sulphur, iron and zinc. desempenham na economia de muitos
One hundred-twenty fish from each specie were
países um importante papel, como
filleted at four feefishing farms nearby Presiden-
conseqüência de sua abundância e de
te Prudente city, during the period of April to June
sua excelente composição nutricional
2002. The samples of fillets were analyzed at the
(Farchimn, 1969).Animal Nutrition Laboratory of UNOESTE
Segundo Ceccarelli et al. (2000) oaccording to AOAC (1995). The data were
consumo médio per capita de peixes noanalyzed for variance and the means compared
Brasil não ultrapassa 7,10 kg/habitan-by Tukey's test using SAS v. 8.0. There were
te/ano. Considerando que há o peixeinfluences (p<0.01) of sex and feefishing farms
consumido da pesca esportiva e pes-on fillet yield of piavuçus. The fillet yields in males
were higher (p<0.01) than females independently que-pague, este valor pode ser bem
of the feefishing farms. The results did show that maior, particularmente na região su-
the sex factor was not significant to the MS, CZ, deste, onde no estado de São Paulo se
PB and the minerals N, P, K, Mg, S and Zn. registra a maior concentração dos pes-
However, among the feefishing farms the effect que-pagues, resultando em significati-
of place was significant to the nutrients EE, CZ va geração de renda nos estabe-
and N, P e S to females, whereas the nutrient and lecimentos onde a atividade é praticada
mineral composition of males piavuçu's fillet did (Kimura et al., 2002 e Cavalett, 2004).
not present differences. The piavuçu's fillet yield Nos pesque-pagues da região de Pre-
was higher (p<0.01) than in the tilapias reared in sidente Prudente os peixes encontra-
feefishing farms. There was not influence of
dos em grande disponibilidade para
place on proximate composition of fillets, except
pesca esportiva são piaus e tilápias que
of EE. The values of MM or PB in tilapia were
contribuem para a popularização do
higher than in piavuçu, while the means values
pescado, porém pouco se tem estudadoof MS or EE in piavuçu were higher than tilapia.
a respeito da sanidade do pescado, doThe fillet composition of Fe e Zn among species
rendimento e valores bromatológicos eand feefishing farms did show significant
químicos dos filés destes peixes co-variations. Except for S, the factor species among
mercializados em pesque-pagues.feefishing farms did not influence in the mineral
A produção e comercialização decomposition of fillets.
peixes em pesque-pague vêm se des-
tacando como um agronegócio que
representa um seguimento da cadeiaINTRODUÇÃO
produtiva do peixe, porém muitas vezes,
desordenado. Assim sendo, o planeja-A tendência nutricional da última
mento e controle são necessários paradécada preconiza uma alimentação
Archivos de zootecnia vol. 55, núm. 211, p. 228.
02RendimentoMarengoni.p65 228 17/07/2006, 10:21OREOCHROMIS NILOTICUS E LEPORINUS MACROCEPHALUS CULTIVADOS
se obter bons índices de produtividade, Estudos preliminares realizados por
agregadas às medidas higiênicas e Marengoni et al. (2002), avaliando a
sanitárias das instalações zootécnicas, performance da carcaça de tilápia do
não usando apenas medidas profiláticas Nilo e piau comercializados em pes-
de forma precárias (Alexandrino de que-pagues, verificaram maior rendi-
Perez, 1999). mento médio de filé, índice gonadal e
Segundo Contreras-Guzmán (1994) teor de gordura visceral no piau em
e Contreras-Guzmán (2002), o valor relação a tilápia.
nutritivo e os preços dos peixes depen- Este estudo teve como objetivo
de da textura da carne, da composição avaliar o rendimento e a composição
química, do rendimento e de fatores química de filés de tilápia do Nilo
relacionados aos métodos de captura e (Oreochromis niloticus) e piavuçu
beneficiamento. O conhecimento da (Leporinus macrocephalus), cultiva-
composição química do pescado é fun- dos em quatro pesque-pagues da região
damental para se obter um produto de Presidente Prudente, São Paulo,
com padronização exigido pelos Brasil.
critérios nutricionais, onde estará
fornecendo subsídios para a indústria
de alimentos e para o consumidor. MATERIAL E MÉTODOS
Para Souza et al. (2000) a variação
O estudo das atividades aquícolasda composição química do pescado é
em pesque-pague constituiu-se deafetada por inúmeros fatores de
amostragens mensais conduzidas emnatureza intrínseca, como a genética,
quatro pesque-pagues que cultivavammorfologia e fisiologia dos peixes ou
em sistema de monocultivo a tilápia dofatores ambientais, como a alimen-
Nilo (Oreochromis niloticus) e otação, qualidade da água dos tanques,
piavuçu (Leporinus macrocephalus)sanidade, entre outros. Dentre as
na região de Presidente Prudente, Sãoprincipais espécies de peixes cultiva-
Paulo, Brasil, no período de abril adas, as tilápias se destacam pela carne
junho do ano de 2002.de excelente qualidade e apresenta
Foram utilizados 120 exemplaresuma composição química no seu filé de
de cada espécie. Os peixes foram cap-aproximadamente 75 p.100 de água,
turados com auxílio de tarrafa e anzol;3,40 a 8,50 p.100 de lipídeos, 20 p.100
em seguida eram transportados vivosde proteína, 2 p.100 de minerais
(Clement e Lovell, 1994), enquanto em baldes com água para um laboratório
para o piau pouco se tem estudado. móvel instalado no pesque-pague onde
A análise centesimal e de perfor- eram realizados os seguintes proce-
mance da carcaça da tilápia vermelha dimentos: a) abate; b) pesagem; c)
(Oreochromis sp.) produzida em sis- mensuração e d) evisceração. No
tema intensivo, utilizando águas processamento, o peixe já chegava
marinhas ou de interiores, revelaram sem guelras e sem vísceras; este
diferenças significativas para os teores procedimento foi realizado por dife-
de proteína bruta e extrato etéreo dos rentes pessoas em cada pesque-pague
filés (Frasca-Scorvo et al., 2003). onde foi analisado o rendimento do
Archivos de zootecnia vol. 55, núm. 211, p. 229.
02RendimentoMarengoni.p65 229 17/07/2006, 10:21MARENGONI E SANTOS
processamento de cada estabeleci- RESULTADOS
mento. Os filés foram avaliados
Foram obtidos valores médios paraseguindo o delineamento fatorial 4x2
a temperatura, oxigênio dissolvido, pH,(quatro pesque-pagues e dois sexos)
condutividade e transparência depara piavuçu ou 4x2 (quatro pesque-
23,39–3,18 e 23,48–3,46 °C; 4,45– 0,96pagues e duas espécies) para piavuçu
e 4,37–0,82 mg/L; 6,75–0,28 ee tilápia do Nilo.
6,27–0,81; 342,92–38,87 e 323,12–Os filés para análise centesimal
29,67 mS/cm; 18,94–4,11 e 17,03–0,25chegavam ao Laboratório de Broma-
cm, respectivamente para água dostologia da UNOESTE sob refrigeração,
tanques de piavuçu e tilápia do Nilo.onde seguiam as técnicas de rotina
Analisando os valores médios dasdaquele laboratório e as normas da
variáveis biométricas (peso, tamanhoAOAC (1995). Foi determinada a
composição em nutrientes: matéria seca e fator relativo de condição) e
(MS), extrato etéreo (EE), matéria rendimento de filé em machos e fêmeas
mineral (MM) e proteína bruta (PB). de piavuçu, verifica-se que nos ma-
chos o rendimento de filé foi superiorAlém disso, foram também determina-
(p<0,01) aos das fêmeas para os quatrodos teores de alguns macrominerais e
pesque-pagues estudados. O fator re-microminerais como nitrogênio (N),
lativo de condição (Kn) não sofreu afósforo (P), potássio (K), magnésio
influência do efeito local (pesque-pa-(Mg), enxofre (S), ferro (Fe) e zinco
gue) ou sexo, apesar de ser verificado(Zn). Foram utilizados cinco filés por
diferenças (p<0,01) de tamanho e pesotratamento.
médio entre machos e fêmeas para oMensalmente na ocasião das
Pesque-pague 3 (tabela I).amostragens dos filés foram mensu-
O rendimento de filé dos piavuçusrados nos tanques de piavuçu e tilápia
foi superior (p<0,01) aos das tilápias,em cada pesque-pague os parâmetros
de oxigênio dissolvido (mg/L), tempe- independentemente do pesque-pague
ratura (°C), condutividade (S/cm) e (tabela II). Entre pesque-pague
potencial hidrogeniônico, utilizando verificou-se o menor rendimento de
potenciômetros digitais e a trans- filé para piavuçu em P (43,54 p.100),
3
sendo que este diferiu apenas do Pparência da água com o disco de Secchi 4
(cm). Os parâmetros físico-químicos (46,33 p.100). Já para tilápia os
da água foram mensurados sempre rendimentos de filé em P (28,47 p.100)
2
pela manhã em três pontos distintos de foi inferior aos demais pesque-pagues.
cada tanque de acordo com meto- Considerando o efeito do sexo de
dologia descrita por Marengoni et al. piavuçu (Leporinus macrocephalus),
(2000). observa-se que os valores de extrato
Os dados foram submetidos à etéreo (EE) em P nos machos superam4
análise de variância e, em caso de significativamente aos encontrados nas
evidência de significância, as médias fêmeas. Dentro de pesque-pague en-
foram comparadas pelo teste de Tukey tre sexo, exceto para EE, não houve
(SAS versão 8,0). diferenças significativas para os valo-
Archivos de zootecnia vol. 55, núm. 211, p. 230.
02RendimentoMarengoni.p65 230 17/07/2006, 10:21OREOCHROMIS NILOTICUS E LEPORINUS MACROCEPHALUS CULTIVADOS
Tabela I. Valores médios das variáveis biométricas e rendimento de filé em machos e fêmeas
de piavuçu cultivados em quatro pesque-pagues da região de Presidente Prudente. (Means
values of the biometric variables and fillet yield of male and female piavuçu reared at four feefishing farms
nearby Presidente Prudente city).
Variáveis Sexos Pesque-pagues
P P P P
1 2 3 4
ABa Ba Aa ABaTamanho (cm) macho 43,17 39,84 47,19 43,40
Ab Aa Ab Abfêmea 38,34 37,97 38,25 38,19
ABa Ba Aa ABaPeso corporal (g) macho 1208,50 758,61 1670,79 1212,49
Aa Aa Ab Aafêmea 795,13 935,05 803,62 855,71
Aa Aa Aa AaFator de condição (Kn) macho 1,48 1,38 1,55 1,47
Aa Aa Aa Aafêmea 1,44 1,53 1,43 1,47
Aa Aa Aa AaRendimento de filé (p.100) macho 48,94 47,62 50,19 47,72
Ab Ab Ab Abfêmea 43,72 40,05 41,55 41,86
Letras maiúsculas nas linhas diferem somente as variáveis, enquanto que letras minúsculas diferem
nas colunas somente sexo e variável a 1 p.100.
res médios na composição de nu- Nas fêmeas, os valores médios de EE
trientes. Entre pesque-pagues não no Pesque pague 1 foi superior (p<0,05)
ocorreram diferenças dentro do fator aos encontrados nos pesque-pagues
macho para nenhuma das variáveis. subseqüentes, sendo que estes últimos
Tabela II. Valores médios das variáveis biométricas e rendimento de filé em piavuçu e tilápia
do Nilo cultivados em quatro pesque-pagues da região de Presidente Prudente. (Means values
of the biometric variables and fillet yield of piavuçu and Nile tilapia reared at four feefishing farms nearby
Presidente Prudente city).
Variáveis Espécies Pesque-pagues
P P P P
1 2 3 4
Aa Aa Aa AaTamanho (cm) piavuçu 42,72 40,80 38,91 40,76
Ab Ab Aa Abtilápia 32,17 31,17 32,28 33,72
Aa ABa Ba ABaPeso corporal (g) piavuçu 1237,21 1034,11 863,50 1001,82
Ab Ab Aa Aatilápia 655,15 573,45 712,10 738,02
Ab Ab Ab AbFator de condição (Kn) piavuçu 1,50 1,47 1,46 1,47
Aa Aa Aa Aatilápia 1,95 1,87 2,08 1,90
ABa ABa Ba AaRendimento de filé (p.100) piavuçu 45,87 44,80 43,54 46,33
Ab Bb Ab Abtilápia 34,10 28,47 33,40 33,28
Letras maiúsculas nas linhas diferem somente as variáveis, enquanto que letras minúsculas diferem
nas colunas somente espécie e variável a 1 p.100.
Archivos de zootecnia vol. 55, núm. 211, p. 231.
02RendimentoMarengoni.p65 231 17/07/2006, 10:21MARENGONI E SANTOS
Tabela III. Composição centesimal de nutrientes (p.100) entre sexo para filé de piavuçu
cultivados em quatro pesque-pagues da região de Presidente Prudente. (Centesimal composition
of nutrient (percent) between sex for fillet of piavuçu reared at four feefishing farms nearby Presidente
Prudente city).
Nutrientes Sexos Pesque-pagues
P P P P1 2 3 4
Aa Aa Aa AaMatéria seca (MS)** macho 31,23 29,34 30,61 27,26
Aa Aa Aa Aafêmea 35,13 27,36 28,86 30,11
Aa Aa Aa AaExtrato etéreo (EE)* macho 35,65 33,03 34,95 30,68
Aa Ab Ab Bbfêmea 38,59 27,35 28,86 20,90
Aa Aa Aa AaMatéria mineral (MM)** macho 3,18 4,01 3,53 4,23
Aab Aa Ab Aafêmea 3,73 4,48 3,38 4,63
Aa Aa Aa AaProteína bruta (PB)** macho 60,51 69,63 65,06 67,54
Aa Aa Aa Aafêmea 59,41 72,03 65,01 63,05
Letras minúsculas nas linhas diferem somente as variáveis, enquanto que letras maiúsculas nas colunas
diferem somente sexo e variável (*p<0,05 e **p<0,01).
não apresentaram diferenças entre si. influência (p>0,05) do local (pesque-
Para matéria mineral (MM) verificou- pague) na composição de nutrientes
se o menor valor em P (3,38 p.100), dos filés. O maior valor de EE foi
3
diferindo (p<0,01) de P e P (tabela observado em P (37,12 p.100) e o
2 4 4
III). menor em P (26,79 p.100). Dentro de
1
Na tabela IV verifica-se que a pesque-pague entre espécies, o teor
composição média de minerais nos filés de MM ou PB em tilápia, para os
de piavuçus, cultivados em quatro pes- pesque-pagues estudados, superaram
que-pagues sofreu influência do sexo (p<0,01) aos verificados em piavuçu.
ou local. Entre sexo e pesque-pague, Enquanto que os teores de MS ou EE
onde foram submetidos machos e em piavuçu foram superiores (p<0,05)
fêmeas, não ocorreram diferenças sig- aos observados em tilápia. O fator
nificativas para os minerais exceto para espécie não influenciou na composição
Fe, sendo que nas fêmeas de P ou P de MS, MM e PB para os quatros
1 2
os teores deste mineral foram inferio- pesque-pagues em estudo (tabela V).
res aos dos machos (p<0,05). Enquanto Não foram encontradas variações
que entre pesque-pagues dentro de nos teores de Fe e Zn dos filés entre
sexo o teor de nitrogênio ou enxofre espécies e pesque-pagues. Exceto para
em P ; fósforo ou nitrogênio em P nos enxofre, o fator espécie entre pesque-
1 3
filés de fêmeas foram inferiores aos pagues não influenciou (p>0,05) na
observados em P . composição de minerais dos filés em
4
Correlacionando as espécies com o tilápia ou piavuçu. Os teores de enxofre
fator peque-pague, observou-se que em piavuçu ou tilápia no Pesque-pague
exceto para EE em piavuçu, não houve 4 superaram aos observados em P e
1
Archivos de zootecnia vol. 55, núm. 211, p. 232.
02RendimentoMarengoni.p65 232 17/07/2006, 10:21OREOCHROMIS NILOTICUS E LEPORINUS MACROCEPHALUS CULTIVADOS
Tabela IV. Composição média de mineral entre sexo para filé de piavuçu cultivados em
quatro pesque-pagues da região de Presidente Prudente. (Means composition of mineral between
sex for fillet of piavuçu reared at four feefishing farms nearby Presidente Prudente city).
Minerais Sexos Pesque-pagues
P P P P
1 2 3 4
Aa Aa Aa AaNitrogênio (N) (g/kg)* macho 102,45 104,15 104,35 107,43
Ac Aab Abc Aafêmea 98,13 110,93 102,53 114,93
Aa Aa Aa AaFósforo (P) (g/kg)* macho 4,51 5,10 5,19 5,00
Aab Aab Ab Aafêmea 5,15 5,68 4,31 6,16
Aa Aa Aa AaPotássio (K) (g/kg)* macho 12,75 14,61 15,06 16,26
Aa Aa Aa Aafêmea 12,73 16,18 13,13 15,86
Aa Aa Aa AaMagnésio (Mg) (g/kg)** macho 1,40 1,40 1,45 1,21
Aa Aa Aa Aafêmea 1,25 1,23 1,25 1,45
Aa Aa Aa AaEnxofre (S) (g/kg)** macho 7,55 7,76 7,63 8,25
Ab Aab Aa Aafêmea 6,85 7,80 7,06 8,80
Aa Aa Aa AaFerro (Fe) (g/kg)* macho 35,66 42,83 36,16 29,00
Ba Ba Aa Aafêmea 26,83 26,33 34,00 30,16
Aa Aa Aa AaZinco (Zn) (g/kg)** macho 16,00 13,16 14,16 14,16
Aa Aa Aa Aafêmea 15,33 13,83 15,16 16,16
Letras minúsculas nas linhas diferem somente as variáveis, enquanto que letras maiúsculas nas colunas
diferem somente sexo e variável (*p<0,05 e **p<0,01).
P . O fator espécie influenciou no teor piavuçu (Ceccarelli et al., 2000).
3
nitrogênio e enxofre dos filés entre O peso e tamanho médio dos
piavuçus para machos e fêmeas (tabelapiavuçu e tilápia do Nilo, independente
I) e nas tilápias onde foram analisadosdos pesque-pagues em estudo (tabela
somente machos, por se tratar deVI).
produtos oriundos do cultivo de
monosexo (tabela II) estão nos
DISCUSSÃO padrões de comercialização para os
pesque-pagues (Ceccarelli et al., 2000
Os valores médios dos parâmetros e Kubitza, 2000). Verificou-se acen-
aquáticos monitorados durante a fase tuada superioridade dos machos de
experimental sofreram algumas piavuçu em relação às fêmeas, pois a
variações, porém não tiveram in- maioria destes espécimes encontrava-
fluência significativa no desempenho se no final da regressão gonadal du-
dos peixes. Exceto para condutividade rante os meses de março e abril. Este
e transparência, os valores obtidos fato é comum nos peixes reofílicos,
encontram-se dentro da faixa reco- como observados nos piavuçus de pes-
mendada para criação de tilápia que-pagues, já que estes peixes não se
(Kubitza, 2000) e para criação de reproduzem em cativeiro e os estádios
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Tabela V. Composição centesimal de nutrientes (p.100) entre espécie para filé de piavuçu
e tilápia do Nilo cultivadas em quatro pesque-pagues da região de Presidente Prudente.
(Centesimal composition of nutrient (percent) between specie for fillet of piavuçu and Nile tilapia reared
at four feefishing farms nearby Presidente Prudente city).
Nutrientes Especies Pesque-pagues
P P P P1 2 3 4
Aa Aa Aa AaMatéria seca (MS)** piavuçu 33,20 28,35 29,74 28,69
Ba Ba Ba Batilápia 21,03 17,42 21,03 19,94
Aa Aab Aab AbExtrato etéreo (EE)* piavuçu 37,12 30,19 31,90 26,79
Ba Ba Ba Batilápia 16,16 10,89 13,04 15,63
Ba Ba Ba BaMatéria mineral (MM)** piavuçu 3,79 4,25 3,45 4,43
Aa Aa Aa Aatilápia 5,06 5,32 5,10 5,11
Ba Ba Ba BaProteína bruta (PB)** piavuçu 56,96 70,83 65,04 65,30
Aa Aa Aa Aatilápia 82,56 85,25 77,99 82,63
Letras minúsculas nas linhas diferem somente as variáveis, enquanto que letras maiúsculas nas colunas
diferem somente espécie e variável (*p<0,05 e **p<0,01).
maduros não ocorrem, prolongando o partes comestíveis e conseqüentemente
processo de regressão quando compa- menores serão os resíduos do proce-
rado a animais da natureza (Pádua, ssamento. Este fato pode ser observa-
2001). do neste estudo (tabelas I e II) em
O rendimento de filé dos machos que os valores biométricos dos piavuçus
foi superior (p<0,01) aos das fêmeas superam aos das tilápias, com melhores
de piavuçu para todos os pesque-pa- valores no coeficiente relativo de
gues estudados (tabela I). Souza et condição, variando de 1,46 a 1,50 e
al. (1998) e Theodoro e Correa Filho maiores rendimentos de filés (43,54 a
(2004), estudando o efeito de sexo 45,87 p.100).
sobre os rendimentos do processamento Verifica-se, na tabela I as dife-
em bagres, também ressaltam a maior renças biométricas entre sexos e na
produção de resíduos (cabeça e vísce- tabela III as variações entre sexo e
ras) nas fêmeas o que conseqüen- pesque-pague na comparação química
temente resulta em um menor rendi- do filé da fêmea para EE. Em uma
mento para essa categoria. mesma espécie Eyo (1993) também
De acordo com Contreras-Guzmán relatou a existência de variação quanto
(1994), Ribeiro et al. (1998) e Souza et ao indivíduo, a sua idade e sexo, bem
al. (1999b) o rendimento de filé depen- como muitas espécies apresentam as
de das características morfométricas maiores variações relacionadas aos
e anatômicas da espécie e da eficiência diversos estádios de desenvolvimento
e/ou destreza do filetador, sendo que das gônadas, ocorrendo uma dimi-
peixes maiores facilitam a filetagem, nuição do teor de proteína à medida
gerando melhor aproveitamento das que se aproxima da desova. Os resul-
Archivos de zootecnia vol. 55, núm. 211, p. 234.
02RendimentoMarengoni.p65 234 17/07/2006, 10:21OREOCHROMIS NILOTICUS E LEPORINUS MACROCEPHALUS CULTIVADOS
Tabela VI. Composição média de mineral entre espécie para filé de piavuçu e tilápia do Nilo
cultivados em quatro pesque-pagues da região de Presidente Prudente. (Means composition
of mineral between specie for fillet of piavuçu and Nile tilapia reared at four feefishing farms nearby
Presidente Prudente city).
Minerais Especies Pesque-pagues
P 1 P 2 P 3 P 4
Ba Ba Ba BaNitrogênio (N) (g/kg)** piavuçu 100,29 107,54 103,44 111,18
Aa Aa Aa Aatilápia 125,51 135,65 124,90 126,97
Ba Aa Ba AaFósforo (P) (g/kg)* piavuçu 4,83 5,39 4,75 5,70
Aa Aa Aa Aatilápia 5,77 5,55 5,82 6,11
Ba Ba Ba AaPotássio (K) (g/kg)** piavuçu 12,74 15,40 14,10 16,06
Aa Aa Aa Aatilápia 16,93 18,65 18,39 18,55
Aa Aa Ba AaMagnésio (Mg) (g/kg)* piavuçu 1,32 1,31 1,35 1,33
Aa Aa Aa Aatilápia 1,49 1,36 1,56 1,33
Bb Bab Bb BaEnxofre (S) (g/kg)** piavuçu 7,20 7,78 7,35 8,52
Ab Aab Aab Aatilápia 8,45 8,60 9,08 9,48
Aa Aa Aa AaFerro (Fe) (g/kg)* piavuçu 31,25 34,58 35,08 29,58
Aa Aa Aa Aatilápia 37,58 34,91 26,91 21,25
Aa Aa Aa AaZinco (Zn) (g/kg)* piavuçu 15,66 13,50 14,66 15,16
Aa Aa Aa Aatilápia 15,75 15,75 16,33 15,66
Letras minúsculas nas linhas diferem somente as variáveis, enquanto que letras maiúsculas nas colunas
diferem somente espécie e variável (*p<0,05 e **p<0,01).
tados apresentados na tabela IV estão exemplo, teor de gordura, perfil de
em concordância parcial com as ácidos graxos, a textura e coloração
diferenças encontradas nas compo- dos filés, existindo ainda relações en-
sições em nutrientes minerais para filé tre energia e proteína, energia e
de pacu, tilápia do Nilo e curimba deposição de gordura corporal (Ku-
(Marengoni e Santos, 2002). bitza, 2000).
Analisando os resultados na compo- O músculo de pescado pode conter
sição de nutrientes (tabela V) e de 60 a 85 p.100 de umidade, aproxi-
minerais (tabela VI), verificou-se madamente 20 p.100 de proteína, 1 a 2
diferença entre piavuçu e tilápia do p.100 de cinzas, 0,3 a 1 p.100 de
Nilo para quase todas as variáveis carboidratos e 0,6 a 36 p.100 de lipídeos.
analisadas. Existem diferenças na Esta constituição em uma mesma
composição química entre as espécies espécie varia em função do tipo de
de peixes, principalmente no teor de músculo corporal, sexo, idade, época
lipídeos. Diversas características nas do ano, habitat e dieta, entre outros
carnes dos peixes cultivados podem fatores. Para os minerais os elementos
ser influenciadas pela composição de constituintes do corpo dos seres vivos,
ração e manejo alimentar, como por excetuando-se C, H, O e N estão va-
Archivos de zootecnia vol. 55, núm. 211, p. 235.
02RendimentoMarengoni.p65 235 17/07/2006, 10:21MARENGONI E SANTOS
riando de 1 a 2 p.100 do teor total da e Souza et al., 1999a).
composição química com exceção de Em relação aos pesque-pagues
alguns pescados. Além disso, há maior houve variação na composição cente-
influência da qualidade da água, am- simal de MS, EE, MM e PB (tabela V)
biente e alimentação que em relação entre as duas espécies estudadas e
às condições fisiológicas dos peixes entre pesque-pagues apenas para EE
(idade, sexo e maturação sexual). As em filés de piavuçu. Estes dados con-
cinzas quase não apresentam dife- cordando com Baccarin e Camargo
renças nos dois tipos de carne, porém (2002) que avaliando o efeito de dife-
o conteúdo de Fe, S, Cu são mais altos rente manejo alimentar: alimento natu-
nas carnes sangüíneas ou espécies de ral, ração fareladas, peletizada e
peixes com maior concentração de extrusada sobre a composição corpo-
carne escura (Ogawa,1999). Estes ral da tilápia do Nilo verificaram que
fatos podem ser verificados na variação menores valores de PB e EE foram
entre piavuçu e tilápia do Nilo observados nos filés do tratamento do
apresentado nas tabelas V e VI, con- alimento natural. Nos pesque-pagues
siderando que a primeira espécie o sistema de arraçoamento difere
apresenta maior concentração de mús- muitas vezes daqueles aplicados no
culos vermelhos em relação à segun- cultivo intensivo de peixes, pois estes
da, houve diferenças (p<0,01) para os estabelecimentos ficam limitados aos
teores de enxofre entre as espécies, períodos de menor demanda dos
assim como para todos outros minerais freqüentadores da pesca esportiva.
estudados, exceto Fe e Zn (tabela Estas implicações no manejo alimentar
VI). praticados nos pesque-pagues podem
Marengoni et al. (2002), em estudos ter contribuído para as diferenças na
preliminares avaliando o rendimento composição centesimal dos filés de
do processamento destas duas espé- tilápia do Nilo e piavuçu entre os
cies, verificaram maiores teores de estabelecimentos estudados.
gordura visceral e gônadas em piavuçu
em relação à tilápia (p<0,05). Este fato
pode contribuir para esclarecer a CONCLUSÕES
variação de nutrientes entre estas duas
espécies, uma vez que os valores O fator sexo ou espécie influenciou
médios da primeira espécie incluem no rendimento de filé e independente
machos e fêmeas e para as tilápias do pesque-pague estudado, verificou-
somente foram analisados machos. As se superioridade dos machos em
diferenças na composição químicas relação às fêmeas de Leporinus
entre as espécies de peixes estão prin- macrocephalus e desta espécie em
cipalmente relacionadas ao teor de relação à Oreochromis niloticus.
lipídeos. Isto, devido ao dispêndio O fator sexo não influenciou, com
notável da gordura com um aumento exceção do EE, na composição
proporcional com a umidade, as proteí- centesimal de nutrientes, porém o fator
nas também são consumidas, porém espécie afetou a composição cente-
como recurso emergencial (Souza, 1998 simal de MS, EE, MM e PB entre
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