Lendas e Narrativas (Tomo II)

Lendas e Narrativas (Tomo II)

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Project Gutenberg's Lendas e Narrativas (Tomo II), by Alexandre HerculanoThis eBook is for the use of anyone anywhere at no cost and with almost no restrictions whatsoever. You may copy it,give it away or re-use it under the terms of the Project Gutenberg License included with this eBook or online atwww.gutenberg.netTitle: Lendas e Narrativas (Tomo II)Author: Alexandre HerculanoRelease Date: November 4, 2005 [EBook #17005]Language: Portuguese*** START OF THIS PROJECT GUTENBERG EBOOK LENDAS E NARRATIVAS (TOMO II) ***Produced by João Miguel Neves and the Online Distributed Proofreading Team at http://www.pgdp.net. (This file wasproduced from images generously made available by National Library of Portugal (Biblioteca Nacional de Portugal).)LENDAS E NARRATIVAS (Tomo II)A DAMA-PÉ-DE-CABRARIMANCE DE UM JOGRALSECULO XITROVA PRIMEIRA.1Vós os que não crêdes em bruxas, nem em almas penadas, nem nas tropelias de Satanás, assentae-vos aqui ao lar,bem junctos ao pé de mim, e contar-vos-hei a historia de D. Diogo Lopes, senhor de Biscaia.E não me digam no fim:—"não póde ser."—Pois eu sei cá inventar cousas destas? Se a conto é porque a li n'um livromuito velho, quasi tão velho como o nosso Portugal. E o auctor do livro velho leu-a algures, ou ouviu-a contar, que é omesmo, a algum jogral em seus cantares.É uma tradição veneranda; e quem descrê das tradições lá irá para onde o pague.Juro-vos que se me negaes esta certissima historia sois dez vezes mais descridos ...

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Publié le 01 décembre 2010
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SECULO XI
Produced by João Miguel Neves and the Online Distributed Proofreading Team at http://www.pgdp.net. (This file was produced from images generously made available by National Library of Portugal (Biblioteca Nacional de Portugal).)
*** START OF THIS PROJECT GUTENBERG EBOOK LENDAS E NARRATIVAS (TOMO II) ***
Title: Lendas e Narrativas (Tomo II) Author: Alexandre Herculano Release Date: November 4, 2005 [EBook #17005] Language: Portuguese
LENDAS E NARRATIVAS (Tomo II) A DAMA-PÉ-DE-CABRA RIMANCEDEUM JOGRAL
TROVA PRIMEIRA.
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1 Vós os que não crêdes em bruxas, nem em almas penadas, nem nas tropelias de Satanás, assentae-vos aqui ao lar, bem junctos ao pé de mim, e contar-vos-hei a historia de D. Diogo Lopes, senhor de Biscaia. E não me digam no fim:—"não póde ser."—Pois eu sei cá inventar cousas destas? Se a conto é porque a li n'um livro muito velho, quasi tão velho como o nosso Portugal. E o auctor do livro velho leu-a algures, ou ouviu-a contar, que é o mesmo, a algum jogral em seus cantares. É uma tradição veneranda; e quem descrê das tradições lá irá para onde o pague. Juro-vos que se me negaes esta certissima historia sois dez vezes mais descridos do que S. Thomé antes de ser grande sancto. E não sei se eu estarei de animo de perdoar-vos, como Cbristo lhe perdoou. Silencio profundissimo; porque vou principiar.
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 atlhnilt eda oãtuo po; emagom cohd  oesqreuv neeis, commel de r ed rohnes ,ut oá  jSe""a.aiscBiues eu msiq asebo-voereç offeja,"uQmes io sóvhoen ss, gão traq ;litnesios meue lo, que cago msaettpvioS u?s""s. éue qroeillvaac mobed açnaglo e fortodespa o p raai;stnra somão sll epoe osucaiacuq ,ed rsiB s, senhovassallosot ue sG audr a".sollas adrauG"rrtes haas v ease llc mom ni asaminhs a o, ea mã araugesseriaut e quucpo sas pão.DD oiogL pose ,as tuas terras,  mamohemci oo r ""Riado?bastis ameuos ue ,anividhaanspHea a od trá amea  ecaectiusa é derrhas coir ,h-och-ocmemoe qu teuemomo , , podotegentis, ma,alid p sov soa ar peserat bteçac a me euQ"".ae mim; que se a ovss aebllze a é esoofu refer cengided osóv d e Entãs?"" queo seiuotsum agod selé  paoe nãi  tde-rev serrpmes emminha mãe, porqusaesm ia suq e aua quelqdor ses ãn eet odec aireirac , am eãt auo deegadum le é ma et ue es E"".iacais Bdea on-dd i'ss o spaseraalia; ma pouca vp ;suqronoc adecquo 'oemo nãeicr euq asuir aob aa on-dcainns etemep va ainonqeeuue e,e qdo pstanioP"as sq ebp eua ar seu ter éuap ericose qseuecres-te de uma coalav cdeé  flaA ierad oãn ,orielmilhrei , da umasa".alrv sapneate quráfajuo s reezidm ,s o s euq d'isso as dá-mealrv.a"" aut aapisé , som dovacaad adanm""!a oãN se és dessa raç iedt  i eedm miishr comua Go.tãdemafaM b uoS ?e aosdoars de cãesiamomrupmre ,enauge á sad art re "Dncnuntca.esoh safsimoo  slolleiro cu o cavaiduca"?alleznod, uê qde, uê qDe.a""drvaeroct  eindaer amorrara edavssdieõ sepdrêra o caminho doD uoiD .,ogoeuq os nol fregae s I"sset".uort o éusa:a coplic"recnun euqh siam apee -dasr-naigrsuero queque eu qteat s ém  erpmoé s  sdosq eçaueurc  o:zangiad l queO der."a ri eet ouquqree  uroernti,"roeill alleznod a uepmexclamou:"Seja aic mot reunar ,daa , mae qurrsoso ohlo p so arado aevanla d beldsaineotE"l ob.s cá, Vo.scei some :missatcid átsq audn otnda.oóSviera mo em que  an alumavacuoglaçbr, osa ams non aumrsa sófeta amenmiudrar sidenoc edôp olletsa ceu snoe itnoá s E.msicodnazid  ciasiom:goe "Dc ué . Eop-zesu mpouco a scismarezud siauom sotndae s roa umi reesvruq eneezmeb s? Mduraei matarenes ate Ua.prm e olzud pa ootsoaSanctiaherdade p roe llog .lEalpeo ssro gumm bedneugre E".odaccs debeças caentael m saverona aga ri sadadamso atou , notinhque  sépso asodacrofoso om cbrcae  d.a
3 Dirá agora alguem:—"Era por certo o demonio que entrou em casa de D. Diogo Lopes. O que lá não iria!"—Pois sabei que não ía nada. Por annos a dama e o cavalleiro viveram em boa paz e união. Dous argumentos vivos havia d'isso: D. Inigo Guerra e D. Sol, enlevo ambos de seu pae. Um dia pela tarde D. Diogo voltou de montear: trazia um javali grande, muito grande. A mesa estava posta. Mandou conduzi-lo á casa onde comia, para se regalar de ver a excellente prêa que havia preado. Seu filho assentou-se ao pé delle: ao pé da mãe D. Sol; e começaram alegremente seu jantar. "Boa montaria, D. Diogo,"—dizia sua mulher.—"Foi uma boa e limpa caçada." "Pelas tripas de Judas!"—respondeu o barão.—"Que ha bem cinco annos não colho urso ou porco montez que este valha!" Depois, enchendo de vinho o seu pichel de prata mui rico e lavrado, virou-o de golpe á saude de todos os ricos homens fragueiros e monteadores. E a comer e a beber durou até a noite o jantar.
4 Ora deveis de saber que o senhor de Biscaia tinha um alão a que muito queria, raivoso no travar das feras, manso com seu dono, e até com os servos de casa.
 pendão, desenferrjurae p loria ou ms.rondMa, ousiopel ,tnavo rasos , urvrase zeriá  ,as aedc çaez veme  áire  dod açac sodrec sessuc sareond  ee partiutellos, obecc e are nam  oo,ov galavirleI inuoa rtge .nEuejáa, querrgo Gorp e ,ariedlac esezrn ausser vanapsP.ahm rootiumoa isur dmaHee rrnaacadc nort airo, que ía em ale'd etsmaR ier s maard'ho arapa aednsdane sh mo lus coma metrostaes ávaIn. o igecetD :r oa ionaa um dia1Er * * *** s.roeiagnsmem en savon men ,aiiscaem Ble,  deluoevoãh opn t mebro u go Ideo açeuG ogineuq ,arrtinh já guroa seoctn , edn oniau vra oezig sl nac ad.zurus Eum alher deu um granedg medi,oe l raavarohc otium eua die ss edees.Deb r easohvuãn omãe  da  nemmaislaoa ,otus a ribma ura giusaor pat ,elavdn erfselhinha qndo a fi eot ohla p nruom nonguetell casiD .D.amepoL ogois v aôrcim  etaopedgn aenrg,ae nem da filha. A lat tra q ,eineua ssmisuseu-or p, umoréme, pou-smerb.rL tnae aom, ratuistra sur eceriapseed aid te e abompo trisumti oet sivev ureata vião ne  suqroáj edírrp ,o nas pãoes m ma, ,ra euqaidoiec desmaiosgrandes ah moac l ehv ni
TROVA SEGUNDA.
.ãoaçorsare.Odaen m posalleoãn rezide ,assentadvemente atavg ara ãl osertpees, heicevaz omoc aterp agneia d hav nãomaisuq eri aileg a eimesrec-odarc ,steene s oloss hoavA.p doneagn geomo quem dormita.D ed etL ogoiD hã cnoo onfrdeo roleag sepdnah s, coopes larm as Aonrb elhmu derD.e io Dt ogahniamu dop o em seuade velha p donec rô,oe  cãoecabE r.alo mu obba avaemoc e umão d entegouss oedo ça op deen s.Ovataal sgap aiacsiB ed rohr ci-oohem mliulstre, que nada mt am.açaatsEc avo ommpcua riuma  oodesãn ,ebmrricomeber,caçar e hnit siaaf euq astner zeo ndmue oriee ,s soatnomfei a iteti rb ouaedu brio sads rão, depado.O bau emon adaca e ,esarulicrtpas des ua oedrpdic moirieum kava sgotanul cdoo om dume avqni teiup ,apelo aposento viar ,seasc roir ao exflrelhmeeravhl-aizul mu moceo e  liso remacite:eairbleolo p  a o ea,ntgaar geP".avasinogaoãle D.as dbarblas sivaueb ,mm F orouam.  D"ô!clexodno es-goiDp ,oemulo deem pé tr eedv nic lore aahlavanaarE .sodm  umocoslder ri.oaMvadaogs  solu umoltoo, e uivhac  ,uinrepdnaemeo -miotoora : opedgn aedu  muplo lhe saltára á.rO"uoaçr teree corrnão e se sabonsor ,sohlo so iubr aãorrzaan cos , ebarb e oso pata sou, poz aned  setortsso ucabômo, ndria o la, meduirane atus aoc m e eacnre:lhu-toanlvSi" oa a-odirg oãlaue és fragueiro:,ot mo aált ,uq depoa,ngue qão nvel  o ebaid a o alendo,andovantrac a  op bomoa  eosllbes:doçari es-aí Eatnavelas negras, a bôcat roicade o  sacom cs  ohoolbrs ahlisetnsa ,ecafoh u oloabãr . Oiu-aa: v ellparah a es omoc rehldomaeiqum raveou-aes".iUreisngvau sua mu!"gritoaf ednezezid odnsea- p e bo,zienbezleBed E".htund auiAqa uscoa  mebriegat !dmcica t nuni! Val v.aval A"éf aeuq mani ql, eueirspirad sodn boera ava as largas feir mo,ndburimoo ãc o ép o moc odiran"E v-la.rchaseocd- eh ieq eus marojuilat; ha oãlm adhlema roou-me o icta matrr aamdloh.A"ep ddosee iluf choa moqse dreuf ,aez no ar com a driieatu ame o tuo,ogDi. m ue q arorret oápissid s fura as domaçaoh .v nivana Ertvruc oda,omlere "Js.uses gemraarn mo eed ,ascnotbradou D Deus!"agnedop ad ollepin tasnh uase , tsneehe esl-ah-mo pa mei bomdidolaraE.a m oãd  asava bolir nem fzul aidimoc  o omadara ere p etanaodolgnapars- eço c braia arescdem ed euo oãn oques m oqu, hoin seu filesa parami aadm -aporoc qu aleelcais.Eia ogiB edD ohnI .do bixo debaada rbça los .oSerD dienst etoeiir do :odreuqse oçar