Ivanhoe
47 pages
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Ivanhoe , livre ebook

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Description

Uma das obras-primas de Walter Scott e considerado o primeiro romance histórico do Romantismo, "Ivanhoe" (1820) narra a luta entre saxões e normandos e as intrigas de João sem Terra para destronar Ricardo Coração de Leão.

Sujets

Informations

Publié par
Date de parution 17 janvier 2023
Nombre de lectures 0
EAN13 9789895620319
Langue Português

Informations légales : prix de location à la page 0,0350€. Cette information est donnée uniquement à titre indicatif conformément à la législation en vigueur.

Extrait

Walter Scott
IVANHOE
t í tulo original | ivanhoe
autor | walter scott
tradu çã o | a. j. sousa
capa | mim é tica
imagem da capa | autor desconhecido: cavaleiro templ á rio
pagina çã o | mim é tica
copyright | 2019 © mim é tica para a presente tradu çã o
 
esta edi çã o respeita o novo acordo ortogr á fico da l í ngua portuguesa
Í ndice
 
 
 
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Capítulo 18
Capítulo 19
Capítulo 20
Capítulo 21
Capítulo 22
Capítulo 23
Capítulo 24
Capítulo 25
Capítulo 26
Capítulo 27
Capítulo 28
Capítulo 29
Capítulo 30
Capítulo 31
Capítulo 32
Capítulo 33
Capítulo 34
Capítulo 35
Capítulo 36
Capítulo 37
Capítulo 38
Capítulo 39
Capítulo 40
Capítulo 41
Capítulo 42
Capítulo 43
Capítulo 44
 
Capítulo 1
 
 
 
Naquele agrad á vel distrito da velha Inglaterra banhada pelo Rio Don, estendera-se em tempos idos uma grande floresta, cobrindo a maior parte das belas colinas e vales situados entre Sheffield e a encantadora cidade de Doncaster. Os vest í gios desse extenso bosque podem ainda ver-se nos dom í nios de Wentworth, Warncliffe Park e nos arredores de Rotherham. A í , reinara outrora o fabuloso Drag ã o de Wantley; foi a í que se travaram muitas das mais desesperadas batalhas durante a Guerra Civil das Rosas! E tamb é m a í floresceram nesses tempos antigos, grupos de galantes bandidos, cujos feitos t ã o popularizados foram pela can çã o inglesa.
Este é o nosso principal cen á rio e a nossa hist ó ria data do per í odo final do reinado de Ricardo I, na é poca em que o seu regresso do longo cativeiro se tornara acontecimento mais desejado do que acreditado pelos seus desesperados s ú bditos, que entretanto estavam sujeitos a toda a esp é cie de opress õ es dominadoras: os nobres, cujo poder se tornara exorbitante durante o reinado de Stephen e a quem a prud ê ncia de Henrique II dificilmente obrigara a um certo grau de sujei çã o à coroa, haviam recuperado a sua antiga arrog â ncia, levada agora aos extremos. Desprezando a fraca interfer ê ncia do Conselho de Estado ingl ê s, fortificavam castelos, aumentando o n ú mero dos seus s ú bditos reduzindo tudo o que os rodeava ao estado de vassalagem, e lutando por todos os meios ao seu alcance para se colocarem à frente de t ã o poderosas for ç as que pudessem influir nas perturba çõ es nacionais que pareciam avizinhar-se.
A situa çã o da pequena nobreza — ou Franklins, como eram chamados — que, por lei e pelo esp í rito da constitui çã o inglesa tinha direito a manter-se independente da tirania feudal, tomava-se agora muit í ssimo prec á ria. Caso, como geralmente acontecia, se colocassem sob a prote çã o de qualquer dos pequenos reis das vizinhan ç as, aceitassem qualquer cargo feudal em suas casas, ou se comprometessem, por meio de tratados m ú tuos de alian ç a e prote çã o, a ajud á -lo nas suas empresas, poderiam, é certo, gozar de tranquilidade tempor á ria; mas conseguiam-no com o sacrif í cio dessa independ ê ncia que t ã o querida era em cada peito ingl ê s, e com o risco de se verem envolvidos em qualquer á rdua expedi çã o que a ambi çã o do seu protetor levasse a empreender.
Por outro lado, tantos e tantos eram os meios de vexame e opress ã o de que dispunham os grandes bar õ es, que raramente recorriam a pretextos, e nunca os desejavam, para humilhar e perseguir, chegando ao limite da destrui çã o sobre quaisquer dos seus vizinhos menos poderosos que tentassem afastar-se da sua autoridade. Confiavam, para sua prote çã o numa é poca t ã o cheia de perigos, na conduta inofensiva e nas leis do pa í s.
Uma circunst â ncia que muito contribuiu para aumentar a tirania da nobreza e os sofrimentos das classes inferiores surgiu em consequ ê ncia da conquista levada a cabo pelo duque Guilherme, da Normandia. Quatro gera çõ es n ã o haviam sido suficientes para fundir o hostil sangue dos normandos e o dos anglo-sax õ es, ou para unir, por meio de uma l í ngua comum e interesses m ú tuos, duas ra ç as inimigas, uma das quais ainda sentia o gozo da vit ó ria, enquanto a outra se lamentava sob o peso das consequ ê ncias da derrota.
O poder fora totalmente posto nas m ã os da nobreza normanda, depois da batalha de Hastings, e fora exercido como nos afirma a nossa Hist ó ria, de forma imoderada. Toda a linhagem dos pr í ncipes e nobres sax õ es havia sido espoliada ou deserdada, com raras ou nenhumas exce çõ es, como tamb é m n ã o eram muitos os que possu í am terras no pa í s dos seus antepassados, como propriet á rios de segunda ou ainda de classe inferior.
A pol í tica real h á muito se destinava a enfraquecer, por todos os meios, legais ou ilegais, a for ç a de uma parte da popula çã o, a qual era muito justamente conhecida por alimentar a mais inveterada antipatia pelo vencedor. Todos os monarcas da ra ç a normanda haviam mostrado a mais marcada predile çã o pelos seus s ú bditos normandos; as leis da ca ç a, e muitas outras, igualmente desconhecidas na constitui çã o anglo-sax ó nica, de esp í rito mais suave e mais livre, tinham sido impostas aos habitantes subjugados, para dar mais peso, se necess á rio fosse, à s cadeias feudais a que estavam agrilhoados. Na corte e nos castelos dos grandes senhores onde se imitava a pompa e a magnific ê ncia de uma corte, a ú nica l í ngua utilizada era a franco-normanda. Nos Tribunais de Justi ç a, as senten ç as e os julgamentos eram pronunciados no mesmo idioma.
Em resumo, o franc ê s era a l í ngua de honra, da cavalaria e mesmo da justi ç a, enquanto o muito mais viril e expressivo anglo-sax ã o era abandonado ao uso da plebe e dos camponeses, que n ã o conheciam outro. No entanto, a necess á ria compreens ã o entre os senhores da terra e os oprimidos seres inferiores, ocasionou a gradual forma çã o de um dialeto, composto pelo franc ê s e o anglo-sax ã o, e no qual se tornavam mutuamente intelig í veis; e, desta necessidade, nasceu gradualmente a estrutura da atual l í ngua inglesa, na qual a fala dos vencedores e dos vencidos se fundiu t ã o harmoniosamente, e que tem sido desde ent ã o ricamente desenvolvida por meio de importa çõ es de l í nguas cl á ssicas e dos idiomas das na çõ es do sul da Europa.
Este estado de coisas, que pensei ser necess á rio descrever para informa çã o do leitor comum, pois pode ter tend ê ncia a esquecer que, embora n ã o existam grandes acontecimentos hist ó ricos a marcar a exist ê ncia dos anglo-sax õ es como povo separado ap ó s o reinado de Guilherme II — tais como guerras ou insurrei çõ es — a verdade é que as grandes distin çõ es nacionais entre eles e os seus conquistadores, a recorda çã o do que tinham anteriormente sido e daquilo a que estavam reduzidos, continuou at é ao reinado de Eduardo III, mantendo vivas as feridas que a conquista infligira, e conservando a linha de separa çã o entre os descendentes dos vitoriosos normandos e dos vencidos sax õ es.
O Sol punha-se sobre uma das ricas e verdejantes clareiras da floresta que mencion á mos no in í cio deste cap í tulo. Centenas de carvalhos, com copas largas, troncos baixos e espalhados, e ramos que talvez tivessem presenciado o desfile triunfal das legi õ es romanas, abriam as suas copas frondosas sobre o espesso tapete da mais deliciosa e verde relva; em alguns locais confundiam-se t ã o estreitamente com vidoeiros, azevinhos e arbustos de v á rias esp é cies, que intercetavam totalmente os baixos raios do Sol poente; em outros, afastavam-se, formando longas alamedas, em cuja luxuriante vegeta çã o os olhos gostam de perder-se, enquanto a imagina çã o os idealiza como caminhos para cen á rios ainda mais selvagens e solit á rios.
Aqui, os raios vermelhos do Sol derramavam uma luminosidade descolorida e intermitente que pairava parcialmente sobre os espalhados arcos e os troncos das á rvores cobertos de musgo, e ali iluminavam, em manchas brilhantes, as por çõ es de verdura por onde tinham entrado. Um consider á vel espa ç o aberto no meio desta clareira, parecia ter sido dedicado antigamente aos ritos da supersti çã o dru í dica, visto que, no cimo de uma pequena eleva çã o, t ã o regular que parecia artificial, ainda permanecia uma parte de um c í rculo formado por rudes e n ã o talhadas pedras de grandes dimens õ es. Sete mantinham-se eretas; o resto, tinha sido deslocado dos seus lugares, provavelmente devido ao zelo de qualquer convertido ao cristianismo, e jaziam, algumas prostradas perto do seu local inicial, e outras na vertente da colina.
Apenas uma grande pedra encontrara o caminho para o fundo e, ao interromper o curso de um pequeno riacho, que deslizava suavemente em redor do sop é da eleva çã o, a sua oposi çã o produzia um fraco murm ú rio na pl á cida e silenciosa corrente.
As figuras humanas que completavam esta paisagem, eram em n ú mero de duas, partilhando, na sua indument á ria e aspeto, o selvagem e r ú stico car á cter, que é caracter í stico dos bosques a ocidente de Yorkshire, naquela é poca. O mais velho destes homens tinha um aspeto decidido, agreste e selvagem. O seu trajo era o mais simples que se possa conceber, uma esp é cie de t ú nica com mangas, composta da pele de qualquer animal, curtida, na qual o pelo fora originalmente mantido, mas que estava t ã o gasta e em tantos s í tios, que seria dif í cil distinguir, dos peda ç os que restavam, a que animal a pele pertencera. Esta vestimenta primitiva cobria da garganta aos joelhos e servia simultaneamente para todos os prop ó sitos do vestu á rio; tinha no pesco ç o uma abertura, que apenas admitia a passagem da cabe ç a, de onde se pode inferir que se vestia enfiando pela cabe ç a e pelos ombros, à maneira de uma camisa moderna, ou antigo brig ã o. Sand á lias apertadas com correias feitas de pele de javali protegiam-lhe os p é s, e um rolo de f

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